https://19-pacheco-torgal-19.blogspot.com/2026/10/o-voto-de-louvor-da-camara-municipal-de.html
No post anterior, acessível no link supra, ficou por assinalar que a Universidade do Minho, além de apresentar, entre as universidades mais competitivas, o maior rácio Top 0,5%/Top 2% no ranking Elsevier–Stanford, também lidera esse grupo no indicador relativo às auto-citações. Com efeito, no ficheiro referente ao impacto ao longo da carreira, a UMinho regista a menor proporção de investigadores com taxas de auto-citações superiores a 25%, com apenas 10%, um valor que contrasta favoravelmente com as percentagens das outras universidades, em especial com os 20% observados na Universidade de Lisboa.
O limiar de 25% foi mencionado pelo professor catedrático da universidade de Stanford que esteve na origem da elaboração do supracitado ranking Elsevier–Stanford, num artigo que assinalou uma maior prevalência de auto-citações em países cientificamente menos avançados, com taxas medianas próximas de 40% https://media.nature.com/original/magazine-assets/d41586-019-02479-7/d41586-019-02479-7.pdf
No presente contexto importa recordar que a Clarivate Analytics, cuja lista de cientistas apresenta infelizmente diversas limitações metodológicas, que denunciei há vários anos e assinalei em diversos posts anteriores, como por exemplo um de Novembro de 2020, decidiu, há alguns anos, adotar a medida radical de excluir da mesma todos os investigadores com níveis de auto-citação considerados excessivos. Não divulgou, contudo, o limiar percentual utilizado para determinar esse excesso.
PS - Na lista de carreira do ranking Stanford/Elsevier (2026), a minha taxa de auto-citações é de apenas 5,7%, bastante abaixo da mediana nacional (15,4%) e da média nacional (17,2%).


