Na sequência dos emails reproduzidos abaixo aproveito para divulgar um interessante artigo, que foi publicado hoje, de uma catedrática da Univ. Católica, acessível no link supra. Infelizmente esse artigo não aborda uma previsão muito preocupante recentemente divulgada pela União Europeia, a qual divulguei no post acessível através do link infra. A inclusão dessa previsão poderia, na minha opinião, reforçar bastante o seu argumento. https://19-pacheco-torgal-19.blogspot.com/2025/12/the-ai-web-rising-human-writing-faces.html
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De: F. Pacheco Torgal
Enviado: 16 de março de 2026 10:27
Assunto: A importância do RAG para reduzir os riscos da Inteligência Artificial poder prejudicar os alunos
Tendo em conta que um dos calcanhares de Aquiles da IA são as chamadas alucinações, isto é, a produção de respostas incorretas ou inventadas, é fundamental, tal como foi feito na experiência pedagógica referida no email infra, que o modelo de IA seja alimentado com informação relevante através de Retrieval-Augmented Generation (RAG). Só assim se garante que as respostas não dependem exclusivamente dos dados com que o modelo foi treinado, mas também de fontes específicas, atualizadas e fiáveis, reduzindo significativamente o risco de alucinações.
Cumprimentos
Pacheco Torgal
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De: F. Pacheco Torgal
Enviado: 13 de março de 2026 15:33
Assunto: O prof. catedrático da Univ. Nova e as aulas invertidas com Inteligência Artificial
Ainda na sequência do email infra aproveito para partilhar um estudo em anexo que me foi enviado pelo catedrático Marco Painho da Universidade Nova, o qual analisou a utilização combinada de IA generativa e do modelo de sala de aula invertida numa unidade curricular de mestrado.
Nesse modelo pedagógico, os estudantes assumiram um papel ativo, preparando e apresentando conteúdos aos colegas com o apoio de IA generativa ChatGPT que foi previamente treinada com materiais académicos selecionados. Para cada subtema, foram indicados dois artigos ou capítulos de livros considerados fundamentais, sendo exigido que os estudantes ampliassem a pesquisa com literatura adicional. Paralelamente, durante o período semanal de sala de aula invertida, foi desenvolvida uma aplicação de IA generativa personalizada, alimentada exclusivamente pela bibliografia selecionada pelos docentes e pelos artigos escolhidos pelos estudantes.
Trata-se de uma experiência pedagógica interessante mas que tem riscos porque um estudo recente de investigadores da universidade de Cornell mostra que a IA generativa apresenta dificuldades significativas na interpretaçáo de dados apresentados através de figuras, vide artigo no link https://www.pnas.org/doi/10.1073/pnas.2533676123 o que reforça as preocupações mencionadas na parte final do meu email ddo passado dia 7 de Março, onde mencionei um estudo importante de investigadores de vários países
Cumprimentos
Pacheco Torgal
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De: F. Pacheco Torgal
Enviado: 7 de março de 2026 12:47
Assunto: João Ribeiro Mendes e um esclarecimento
Tendo em conta o interesse demonstrado por Colegas da área das Humanidades sobre uma proposta de um Colega da UAveiro, novamente em anexo, sobre o futuro das universidades de investigação em 2030, que partilhei há dois dias, aproveito para divulgar, email infra, um esclarecimento que enviei a um Colega da área de Filosofia que hoje me contactou a propósito dessa partilha.
Cumprimentos
Pacheco Torgal
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De: F. Pacheco Torgal
Enviado: 7 de março de 2026 10:11
Para: João Carlos Ribeiro Cardoso Mendes
Assunto: RE: A universidade de investigação em 2030
Caro Professor João Ribeiro Mendes,
obrigado pelo seu email. Aproveito para esclarecer que no meu email evitei pronunciar-me sobre a proposta da "Verified University" porque achei que isso poderia não direi condicionar, porque as minhas opiniões não são capazes de tal feito mas de contaminar negativamente a discussão que o assunto merece.
Ainda assim e a título particular devo adiantar o seguinte. A proposta do Colega da universidade Aveiro parece-me que assenta numa premissa fundamental, que em 2030 o estado tecnológico da IA, seja bastante mais avançado do que o actual. Porque o problema é que hoje mesmo no jornal público, um famoso advogado denuncia casos de advogados que andaram a entregar nos tribunais acções preparadas com a ajuda da IA, onde constam Acordãos que não existem https://www.publico.pt/2026/03/07/opiniao/opiniao/cenas-advogados-2167067
Acresce que se a proposta de uma "Verified University" poderá ter alguma "validade" para áreas "técnicas" como as engenharias terá porém menos para outras áreas . Faço notar que no meu email de 2024, nunca disse que a universidade como a conhecemos se devia tornar uma universidade cuja missão principal seria auditoria de processos (como aparece referido na proposta do Colega da UAveiro), disse apenas que essa era uma nova missão que iria surgir por conta do avanço galopante da IA.
Aliás sobre o tema acho que faz todo o sentido recordar o que escrevi num post mais recente sobre a adopção da IA no ensino superior: "....Tendo em conta a sólida reputação da Finlândia na área educativa, onde a carreira de professor tem um elevado prestigio social e o modelo educativo não muda sempre que muda o Governo, como infelizmente acontece em Portugal, pesquisei na plataforma Scopus a publicação científica mais citada, dos últimos 12 meses, com autoria de investigadores daquele país, na área da inteligência artificial e educação, tendo descoberto um estudo, que também envolve investigadores de outros países, onde se alerta para o perigo da adoção prematura de ferramentas de IA generativa em contextos educativos, quando esta ocorre sem uma ponderação aprofundada da eficácia, das implicações sistémicas, das dimensões éticas e da robustez pedagógica dessas práticas" https://pachecotorgal.com/2026/01/24/o-contra-ataque-algo-coxo-de-tres-valentes-e-previsiveis-mosqueteiros-catedraticos/
Com as melhores saudações académicas
Pacheco Torgal