quarta-feira, 25 de março de 2026

The Hidden Risk of AI Platforms Uncovered by U.Oxford, U.Cambridge, UCL, and LSE


Researchers from the U.Oxford, the U.Cambridge, UCL, and the LSE have conducted a study that, for the first time, maps the contours of a rapidly expanding global market for emotionally engaging, personalized AI interactions. Their systematic scan of 110 AI companion platforms reveals that in the UK alone, these platforms generate 46 to 91 million monthly visits, while globally, the numbers soar to 1.1–2.2 billion. https://arxiv.org/abs/2507.14226

The paper’s central argument is unsettling: while parasocial use of general-purpose AI tools like ChatGPT, Gemini, and Claude currently dominates, a growing subset of platforms is deliberately engineered for care, transactional, and mating-oriented companionship — designed not to assist, but to bond with users. A tool that accidentally becomes emotionally significant is a design oversight; a platform intentionally built for emotional dependency is a business model. The demographic portrait is striking. Young adults aged 18–24 account for nearly 39% of users, and males make up 63–77%, concentrated in platforms engineered for emotional attachment. The risks are mounting. As emotionally tailored AI companions improve, engagement is set to rise, raising serious child safety concerns in a sector with minimal age verification. Meanwhile, major AI labs are pushing further into personalization, quietly dissolving the boundary between "assistant" and "companion."

Ultimately, the study maps more than a market; it exposes a tension at the very heart of AI development that few are willing to name. The very capabilities that make these systems genuinely useful — empathy, responsiveness, memory, personalization — are the same ones that enable attachment, dependency, and manipulation.

PS - What the study leaves unexamined are the broader societal and democratic implications of the troubling trend it documents. When significant portions of young adults turn to AI for companionship in place of genuine human interaction, their exposure to diverse perspectives narrows — and with it, their resilience to manipulation and social pressure. This demographic profile — socially isolated, emotionally dependent, and overwhelmingly male — corresponds closely to populations that radicalization researchers have long identified as vulnerable to movements that exploit grievance, fractured identity, and the deep need for belonging, including far-right currents that have historically been adept at filling precisely these voids.

domingo, 22 de março de 2026

Boas intenções catedráticas que sonham com amanhãs que cantam ao invés de concederem que a repressão de hoje é mais efectiva e mais capaz de esvaziar o Chega


Na sequência de vários post anteriores contra o IRS, como por exemplo aquele longínquo sobre o facto das miseráveis famílias super-ricas deste país pagarem menos IRS do que professores e investigadores ou aquele outro bastante mais recente com o esclarecedor título "Os engenheiros inúteis e o catedrático que insiste na eliminação do IRS e do IRC", é gratificante ver que o último artigo do conhecido catedrático Luís Cabral, na secção de economia do último número do semanário Expresso é novamente dedicado a esse magno tema.  

Os problemas, se é que lhe podemos chamar assim, é que a sua proposta não é isenta de riscos, nem ser verosímil a sua concretização no curto prazo. Mas a verdadeira falha da mesma é outra bem mais grave: não consegue resolver uma bomba relógio que é o privilégio infame das grandes fortunas que escapam ao pagamento de impostos, alimentando uma sensação generalizada de injustiça que empurra centenas de milhares de cidadãos fartos dessa impunidade para os braços de partidos extremistas como o Chega.

Mais eficaz será por isso adotar rapidamente práticas que vários países já utilizam para perseguir os grandes evasores fiscais (a expressão mais adequada talvez seja a de erradicar a persistente praga da parasitose). Como fez a Espanha com o Sr. Ronaldo, que não teve outro remédio senão pagar 19 milhões de euros para evitar a cadeia, como faz a Alemanha, o país onde se aplica uma pena de prisão efetiva sempre que a fuga fiscal ultrapassa um milhão de euros. Ou como faz a Suécia que em apenas cinco anos, condenou mais de mil pessoas a penas de prisão efectiva por elevada evasão fiscal, enquanto a justiça portuguesa no mesmo período condenou apenas 83 pessoas, uma percentagem 1200% inferior

Aliás sobre a autêntica desgraça que é Portugal nessa área particular basta atentar no caso do famoso Manuel Serrão que deixou o Estado Português a arder em 44 milhões de euros e que recentemente foi declarado insolvente, muito embora receba uma pensão superior a 3000 euros ou ainda no caso do tal empresário que conseguiu lesar o fisco em 60 milhões de euros, mas que depois não teve de devolver um único cêntimo, os quais expõem de forma dramática a impunidade endêmica do sistema fiscal português e bem assim a total incapacidade da justiça Portuguesa em conseguir condenar como realmente merecem os grandes evasores fiscais. https://eco.sapo.pt/2019/12/09/empresario-lesou-fisco-em-60-milhoes-mas-nao-tem-de-devolver-um-centimo/

PS - No presente contexto é pertinente recordar que as famílias super-ricas deste país gostam tanto mas tanto de enviar o seu dinheiro em off-shores que por conta desse fenómeno o nosso país até consegue o espantoso milagre de aparecer à frente da Rússia https://pacheco-torgal.blogspot.com/2019/10/pilhagem-evasao-fiscal-bombas-bosta-e.html

quinta-feira, 19 de março de 2026

Um país que ensina a Portugal como se valoriza de forma decente o talento científico

https://19-pacheco-torgal-19.blogspot.com/2026/03/open-positions-with-highly-competitive.html

Ainda na sequência do post supra, onde reproduzi um email que no passado dia 7 de Março recebi de um professor de uma universidade Chinesa, solicitando a indicação de jovens doutorados de topo (ou quase a terminar o doutoramento), aproveito para revelar que ontem recebi um outro email de um outro professor de outra universidade Chinesa (Nanjing), desta vez para participar num inquérito, que visa compreender as preferências dos investigadores não Chineses no sentido de avaliar oportunidades de uma carreira académica na China. Os participantes do inquérito são convidados a comparar perfís hipotéticos de condições remuneratórias e indicar quais aqueles consideram mais atrativos, permitindo à equipa de investigação Chinesa identificar quais são os atributos que mais influenciam a escolha de oportunidades de uma carreira internacional naquele país. Reproduzo abaixo dois desses perfis, que ajudam a perceber a importância que a China atribui à ciência e à contratação de cientistas de topo.