segunda-feira, 27 de julho de 2026

What 44,720 German PhD Theses Reveal About Europe’s Invisible Innovation

An open-access article published on 21 July 2026 in Scientometrics presents findings that should unsettle anyone who still judges universities’ contribution to innovation by counting patents, academic inventors, and spin-offs. Entitled From green thesis to green invention, the study follows two decades of doctoral research conducted at German universities in Physics, Electrical Engineering, and Computer Science. The authors linked 44,720 doctoral theses with their authors’ publications, patent records, and the scientific literature cited by those patents, asking a question that conventional innovation rankings largely avoid: how much university knowledge reaches technology without ever appearing in a university-owned patent? 

Among PhD graduates with publications included in the analysis, around 10% of those from Physics and 20% of those from Electrical Engineering and Computer Science appear as inventors on patents. Yet the publications of 36% of the former and 51% of the latter are cited in patent documents. The indirect connection between science and invention therefore appears roughly four times more often than direct participation as an inventor. In green technologies, the contrast is even more revealing: only 0.8% to 5.8% of PhD graduates appear as inventors on a green patent, while 4.5% to 17.6% have publications cited by green patents. https://link.springer.com/article/10.1007/s11192-026-05736-5

These findings also cast doubt on the standard interpretation of the so-called European paradox, according to which Europe produces excellent science but fails to convert it into innovation and economic value. The study does not prove that the paradox is a statistical fiction, particularly because it is limited to Germany and to two broad scientific fields. It does, however, suggest that part of Europe’s supposed innovation failure may be manufactured by the indicators used to diagnose it. If universities contribute chiefly by producing knowledge that others quietly convert into inventions, then evaluating them through patents and spin-offs is not merely incomplete; it is intellectually fraudulent. It erases the very process by which science becomes technology and then congratulates the indicators for finding so little. 

PS - One bibliographic omission in the aforementioned paper deserves explicit mention. Its reference list contains no citation of a closely related study based on 4,460 Swedish innovations, which I discussed in an earlier post. That study found that most innovations were never patented, while patents captured barely 15% of the overall innovation signal, leaving the remaining 85% statistically invisible to conventional indicators. It is the same post that opens by recalling European Commission officials’ warning that Europe suffers from an “unhealthy obsession with patents.” https://pachecotorgal.com/2025/08/31/the-invisible-85-how-patents-create-a-false-economy-of-innovation-value/

domingo, 26 de julho de 2026

O improvável investigador que pode salvar a honra de uma certa universidade acelerada

 

https://19-pacheco-torgal-19.blogspot.com/2026/07/uminho-lidera-destacada-no-indicador-da.html

Na sequência do post acessível através do link supra, no qual apresentei o desempenho das sete universidades portuguesas mais competitivas no rácio Top 0,5%/Top 2%, importa salientar que a análise longitudinal dos sucessivos ficheiros do ranking de cientistas Elsevier–Stanford, relativos ao impacto científico acumulado ao longo da carreira, permite ir além da simples descrição da posição atualmente ocupada por cada investigador.

Com efeito, a comparação das várias edições torna possível identificar não apenas os cientistas que revelam uma trajetória mais acentuada de progressão na hierarquia mundial, mas também aqueles cuja dinâmica recente de crescimento bibliométrico permite antecipar, com razoável grau de plausibilidade, uma futura entrada no particularmente restrito subgrupo do Top 0,5% dos investigadores mais influentes a nível mundial. No que respeita à Universidade da Beira Interior, instituição que anteriormente caracterizei como parecendo uma universidade acelerada a esteroides, prevejo que muito provavelmente, na edição de 2027, aquela universidade passe a estar representada no Top 0,5% por um  investigador de nacionalidade Iraniana, actualmente titular de um Scopus index=62  https://www.scopus.com/authid/detail.uri?authorId=54790731500

Para a edição de 2026 e também para as edições subsequentes do referido ranking, a evolução observada nos ficheiros disponíveis permite igualmente antecipar outras prováveis novas entradas no Top 0,5%, as quais se encontram sistematizadas na tabela-resumo apresentada abaixo:

sábado, 25 de julho de 2026

Univ do Minho lidera destacada no indicador da densidade da excelência científica

https://19-pacheco-torgal-19.blogspot.com/2025/09/acaba-de-ser-revelado-o-conhecido.html

Daqui a algumas semanas será revelada a última edição do bastante conhecido e prestigiado ranking de cientistas Elsevier-Stanford, isso não impede porém que até lá se continue a analisar de forma mais aprofundada o ficheiro da última edição, acessível no post supra. 

Uma análise do rácio (Top 0.5%/Top2%), um indicador da profundidade da excelência científica institucional, mostra que a UMinho lidera destacada entre as sete universidades mais competitivas de Portugal (as únicas listadas no conhecido ranking Shanghai). A UBI apresenta um rácio nulo, porque não tem nenhum investigador no restrito subgrupo Top 0.5%. Por acaso já teve um, mas foi "roubado" pela universidade do Porto onde é professor catedrático, de seu nome João Catalão, titular de um Scopus h-index=100 https://www.scopus.com/authid/detail.uri?authorId=57204848031

Este caso evidencia que os indicadores institucionais de excelência não refletem apenas a capacidade de formar investigadores de elevado impacto, mas também a competência estratégica para os reter de forma duradoura e para captar talento científico externo. Quando uma universidade não consegue conservar os investigadores cuja trajetória ajudou a construir, não perde apenas capital humano altamente qualificado: transfere para outra instituição impacto científico, reputação académica, capacidade de captar financiamento e o retorno de investimentos acumulados durante anos. Formar excelência para depois a entregar a concorrentes mais eficazes não é apenas uma fragilidade institucional; é uma forma particularmente dispendiosa e estrategicamente ruinosa de subsidiar o sucesso alheio.