sábado, 10 de dezembro de 2022

Imprensa Portuguesa continua a ter orgasmos múltiplos com um ranking da treta

O semanário Expresso achou ontem importante parabenizar (tanto no primeiro caderno como no caderno de economia) as escolas de gestão Portuguesas, que aparecem no ranking do Financial Times. Está obviamente no seu direito, de assim promover um ranking da treta, da mesma maneira que também eu estou no meu direito de relembrar que várias universidades já foram apanhadas a falsificar os dados que submeteram para esse ranking, ou sobre o supremo absurdo que é admitir que há escolas de negócios Portuguesas bem classificadas no tal ranking do Financial Times, mas que ao mesmo tempo não são sequer capazes de aparecer num ranking altamente credível, que avalia a qualidade da produção científica dessas escolas, vide post anterior de título "O que é mais importante, um ranking elaborado pelo Financial Times ou um ranking que a Comissão Europeia associa à excelência científica ?"

Sabendo-se porém, que foram as escolas de negócios que formaram os responsáveis pela grave crise económica mundial de 2008, iniciada com a falência do banco Lehman Brothers (que também contribuiu para os resgates à Grécia, Portugal, Irlanda e Chipre) e que foram também as escolas de negócios que formaram aqueles que em Portugal, entre 2008 e 2020 fizeram desaparecer da banca (leia-se dos bolsos dos Portugueses), mais de 20.000 milhões de euros, um montante equivalente a mais de 200 vezes o valor da famosa fraude do Alves dos Reis e que são essas escolas de negócios que continuam a formar aqueles que continuam a empobrecer os Portugueses em dezenas de milhares de milhões de euros, então é caso para perguntar, não deveria o ranking do Financial Times ser chamado de, ranking das escolas que mais contribuem para a roubalheira e para a pobreza ?

PS - E note-se que nem sequer me vou alongar sobre aquilo que escreveu um académico inglês, acerca das tais escolas de negócios, nomeadamente que são "lugares intelectualmente fraudulentos, fomentando uma cultura de curto prazo e de ganância"

quinta-feira, 8 de dezembro de 2022

Fusão da Universidade Nova com a Universidade de Lisboa



Ainda relativamente à tal "mexicanização do ensino superior" mencionada no post acessível no link acima, não deixa de ser profundamente irónico, que se tenha ficado a saber recentemente, que a universidade do Minho, uma das mais prejudicadas por este Governo, seja precisamente aquela que a nível nacional lidera em termos de patentes no último ano  https://public.inventa.com/Barometro_Inventa_2022_PatentesMadeinPortugal.pdf

Já a universidade Nova de Lisboa, a quem não tem faltado dinheiro público, pois possui 16 unidades de investigação, que recebem mais de 1 milhão de euros cada, enquanto que a Universidade do Minho só possui 6 unidades com esse nível de financiamento, apresenta um desempenho que é quase 300% inferior ao da Universidade do Minho. Pior do que isso, o número de pedidos de patentes da Universidade Nova de Lisboa é inferior ao número de pedidos da Universidade da Beira Interior e até mesmo inferior ao número de pedidos do Politécnico de Leiria, instituições que recorde-se não possuem uma única unidade de investigação a receber milhões de euros de verbas públicas. 

Assim sendo e já que não é possível fundir de forma compulsiva a universidade Nova com a universidade de Lisboa (o que faria todo o sentido para poupar milhões de euros em dinheiros públicos, do mesmo montante daqueles que se pouparam por conta da fusão entre a universidade Técnica e a Clássica de .Lisboa), pois não existe neste país nenhuma penalização associada à escassa (ou até mesmo à nula) valorização das verbas públicas, deveria o Governo premiar as Universidades do Minho, da Beira Interior (e também a Universidade de Aveiro porque tendo recebido muito menos dinheiro do que recebeu a Universidade Nova, produziu o dobro dos pedidos de patentes) e ainda o Politécnico de Leiria, pela excecional valorização que deram ao pouco dinheiro público que receberam. 

Declaração de interesses - Declaro que anteriormente já tinha manifestado a minha incompreensão pelo escasso desempenho da Universidade Nova de Lisboa https://pacheco-torgal.blogspot.com/2020/08/o-incompreensivel-desempenho-cientifico.html

PS - Porque será que entre as muitas e graves medidas que foram tomadas pelo Governo de Passos Coelho, que incluíram o fecho de 47 tribunais e a extinção de 1168 freguesias (tenha-se presente que a Troika pretendia inicialmente extinguir vários milhares de freguesias e mais de uma centena de câmaras municipais) não foi incluída a fusão entre a universidade Nova e a universidade de LisboaSerá que foi apenas porque essas universidades se localizam em Lisboa, a cidade de "insaciável gula imperial" que, de acordo com um corajoso catedrático jubilado da universidade de Coimbra, anda há mais de 40 anos a chular o resto do país ? https://pacheco-torgal.blogspot.com/2021/11/catedratico-de-coimbra-enxovalha-alguns.html

segunda-feira, 5 de dezembro de 2022

Uma "impotente", manhosa e muito arrogante raposa Francesa

  

A imagem acima diz respeito ao mapa mundo, onde aparecem sombreados os países de origem dos leitores de um blogue que possuo e que está alojado na plataforma WordPress. Em menos de um ano o referido blogue foi capaz de chegar a 141 países, algo que não tinha acontecido com um outro blogue alojado na plataforma Blogger, que esteve operacional dois anos, tempo durante o qual teve 1 milhão de visitas, como dei conta aqui  https://19-pacheco-torgal-19.blogspot.com/2022/02/a-simples-receita-para-captar-atencao.html

O post (em inglês) mais visualizado desse blogue diz respeito a um certo ódio francês, que é na verdade e tão somente uma versão moderna da conhecida fábula da raposa "impotente" e as uvas (verdes).  https://pachecotorgal.com/2022/11/30/french-hatred-remains-unbeatable/

Declaração de interesses - Declaro que acho insuportável a arrogância francesa, não só aquela que infelizmente ficou bem patente no dia da final do Euro 2016, ganha por Portugal, quando recusaram iluminar a torre Eiffel com as cores da bandeira Portuguesa, mas principalmente a arrogância daquele grupo francês, Vinci, que controla dois monopólios no nosso país, um dos quais só termina em 2050 (dos quais retira largas centenas de milhões de euros todos os anos) que nos tem andado a lixar (f....) a vida, ver a este respeito, no jornal Público de hoje, a parte final do importante e muito oportuno artigo do conhecido (licenciado em Engenharia e doutorado em Economia) Ricardo Cabral: