domingo, 29 de setembro de 2024

Portugal - Os 100 investigadores mais citados segundo o ranking Elsevier/Stanford

 

Relativamente à lista dos investigadores mais citados, acessível no link supra, que resultou da ordenação efectuada em 2022 pelo ranking Elsevier-Stanford (ficheiro carreira), reproduzo abaixo uma actualização da referida lista, baseada em todos os cientistas afiliados a instituições Portuguesas (agora também incluindo cientistas estrangeiros) e bem assim também alguns conhecidos investigadores Portugueses que trabalham em universidades estrangeiras, constantes do recente ranking Elsevier-Stanford de 2024:  

A lista permite pelo menos duas importantes observações. A primeira é que o facto da catedrática Elvira Fortunato aparecer na centésima posição, mostra que era risível a noticia do Expresso que deu conta que ela tinha hipóteses de ganhar o Nobel da Física. E a segunda é que sendo o conhecido António Damásio, o incontestado primeiro classificado, tal é a diferença para o segundo, que ele será aquele, pelo menos actualmente, com mais hipóteses de vir a ser escolhido para entrar no tal clube de potenciais vencedores de prémios Nobel, onde infelizmente Portugal ainda não tem nenhum representante https://19-pacheco-torgal-19.blogspot.com/2024/09/nobel-para-ciencia-portuguesa-clarivate.html

1.       Damásio, A.

USouth Calif.

2.       Hespanha, J. P.

UCalifornia

3.       Davim, J. P.

UAveiro

4.       Domingos, P.

U.Washington

5.       Mano, João F.

Aveiro

6.       Araújo, M.B.

CSIC

7.       Liddle, Andrew R.

ULisboa

8.       Guedes Soares, C.

ULisboa

9.       Reis e Sousa, C.

Francis Crick Inst.

10.   Damásio, Hanna

USouth Calif.

11.   Ferro, José M.

ULisboa

12.   Tenreiro Machado, J. A.

Pol. Porto

13.   Bioucas-Dias, José M.

ULisboa

14.   Heald, Richard J.

Champalimaud F.

15.   Coutinho, João A.P.

UAveiro

16.   Figueiredo, Mário A.T.

ULisboa

17.   Barros, Carlos

ULisboa

18.   Chaves, Maria Manuela

ULisboa

19.   Figueiredo, José L.

UPorto

20.   Cunha, Rodrigo A.

UCoimbra

21.   Montemor, M. F.

ULisboa

22.   Ferreira, S.

UPorto

23.   Rodrigues, Alírio E.

UPorto

24.   Lobo, Francisco S.N.

ULisboa

25.   Bakermans-Kranenburg, Marian J.

ISPA

26.   Lourenço, Paulo B.

UMinho

27.   Ferreira, A. J.M.

UPorto

28.   Reis, Rui L.

UMinho

29.   Brett, Christopher M.A.

UCoimbra

30.   Gama, João

UPorto

31.   Cardoso, Vitor

ULisboa

32.   Malcata, Francisco Xavier

UPorto

33.   Catalão, João P.S.

UPorto

34.   Lindman, Björn

UCoimbra

35.   Moreira, Paula I.

UCoimbra

36.   Silveirinha, Mário G.

ULisboa

37.   Pereira, Helena

ULisboa

38.   Bertolami, Orfeu

UPorto

39.   Cardoso, Fatima

Champalimaud F.

40.   Pacheco-Torgal, Fernando

UMinho

41.   Rocha, Joao

UAveiro

42.   Brito, Jorge

ULisboa

43.   Falcão, A. F.O.

ULisboa

44.   Rouane, E. G.

UAlgarve

45.   Rodrigues, Joel J.P.C.

ULusófona

46.   Pombeiro, Arman

ULisboa

47.   Ferreira, Mario G.S.

UAveiro

48.   Oliveira, Rui F.

Inst. Gulbenkian

49.   Varandas, António J.C.

UCoimbra

50.   Pereira, Luis S.

ULisboa

51.   Veldhoen, Marc

ULisboa

52.   Carmo-Fonseca, Maria

ULisboa

53.   Sousa, Nuno

UMinho

54.   Santos, Nuno C.

UPorto

55.   Peças Lopes, João A.

UPorto

56.   Kamel Boulos, Maged N.

ULisboa

57.   Souto, Eliana B.

UPorto

58.   Rocha-Santos, Teresa

UAveiro

59.   Schütz, Gunter M.

ULisboa

60.   Carvalho, F. P.

ULisboa

61.   Cavaco-Paulo, Artur

UMinho

62.   Rodrigues, Lígia R.

UMinho

63.   Lemos, José P.S.

ULisboa

64.   Sarmento, Bruno

UPorto

65.   Gash, John H.

ULisboa

66.   Oliva-Teles, Aires

UPorto

67.   Vasconcelos, Vítor

UPorto

68.   Miguel, Maria Graça

UAlgarve

69.   Saraiva, Maria João

UPorto

70.   McGregor, Peter K.

ISPA

71.   Graça, Manuel A.S.

UCoimbra

72.   Schmitt, Fernan C.

UPorto

73.   Loureiro, Sandra M. C.

Iscte

74.   Herdeiro, Carlos A.R.

UAveiro

75.   Simões, Manuel

UPorto

76.   Flores, Paulo

UMinho

77.   Sousa Santos, B.

UCoimbra

78.   Paterson, Robert R.M.

UMinho

79.   Ferreira, Isabel C.F.R.

Pol.  Bragança

80.   Carlos, L. D.

UAveiro

81.   Ens, John F.

Texas A&M

82.   Phillips, Alan J.L.

ULisboa

83.   Semin, Gün R.

ISPA

84.   Kundu, Subhas C.

UMinho

85.   Konotop, Vladimir V.

ULisboa

86.   Barros, Lillian

Pol.  Bragança

87.   Vilar, Rui

ULisboa

88.   Carvalho, M.

ULisboa

89.   Kholkin, Andrei

UAveiro

90.   Zilhão, João

ULisboa

91.   Marques, Rui C.

ULusófona

92.   Sobrinho-Simões, M.

UPorto

93.   Martins, Rodrigo

UNova 

94.   Órfão, José J.M.

UPorto

95.   Antunes, Manuel J.

UCoimbra

96.   Leitão, Paulo

Pol. Bragança

97.   Fernández-Rossier, J.

INL

98.   Manaia, Célia M.

Ucatólica

99.   Camarinha-Matos, Luis 

UNova 

100.                      Fortunato, Elvira

UNova 

sábado, 28 de setembro de 2024

O intrigante mistério dos 600% e a hipótese da mexicanização do ensino superior



Ainda na sequência do post anterior onde foi analisado o desempenho das seis melhores universidades públicas Portuguesas, e onde se constatou que ironicamente, aquela de pior desempenho, foi precisamente aquela que foi mais beneficiada no programa FCT tenure, faz todo o sentido analisar o desempenho das referidas seis universidades, no que respeita a ajudar Portugal a não fazer má figura no ranking dos países com maior número de investigadores altamente citados, que foi divulgado no final do post acessível no link https://19-pacheco-torgal-19.blogspot.com/2024/09/nobel-para-ciencia-portuguesa-clarivate.html

A lista infra diz respeito ao rácio de investigadores altamente citados (Top 0.5%) por milhar de docentes ETI, sendo que o número de ETIs de cada instituição foi recolhido no ficheiro de 2023 da DGEEC sobre endogamia académica.

Univ. de Aveiro...........16 investigadores altamente citados por milhar de docentes ETI
Univ. do Porto.............13
Univ. de Lisboa...........13
Univ. do Minho ...........10
Univ. de Coimbra..........8
Univ. Nova....................4

Os resultados mostram, uma vez mais, que a universidade Nova é aquela com o pior desempenho, muito longe da universidade líder, pelo que faz sentido questionar, porque é que a universidade Nova recebeu 600% mais bolsas no programa FCT tenure do que a mencionada universidade de Aveiro ?

PS - Em 2022 um conhecido catedrático da universidade do Minho, acusou o Governo do PS de asfixiar as universidades mais dinâmicas, classificou esse fenómeno espúrio de mexicanização do ensino superior, que é aquilo que parece poder explicar os resultados divulgados neste post e no outro anterior, sobre as quedas no ranking Shanghai por áreas.   

quinta-feira, 26 de setembro de 2024

The Dark Side of ERC: How Stratification is Undermining European Science


Continuing from my previous post regarding the Draghi report (linked above), I believe it is essential to critically examine the report’s overly enthusiastic praise of the European Research Grants program. While the program is undoubtedly impactful, I would argue that its current structure, which heavily concentrates resources on a limited number of recipients, has some notable shortcomings. This perspective is supported by an insightful study published in the Elsevier journal Research Policy, which highlights significant challenges associated with highly stratified programs (see the extracted section below). Why not reduce the value of individual ERC grants by half, allowing the program to support twice as many grantees?

"stratification creates higher levels of inequality which eventually induce disadvantaged participants to exit the market. Relatively high exit rates are common in highly competitive fields. Science, for example, has been described as a “a primitive village with maximum fecundity and horrible mortality” (Desolla Price, 1965). Back in the 1960s, the scientific population grew by 7% each year, with a 17% “birth rate” and a 10% “death rate.” However, now up to 84% of new PhD recipients in biology are expected to exit academia due to the lack of tenure track positions (Larson et al., 2014). Furthermore, “quitting” among those who succeed to stay in academia can come in the form of reduced willingness to compete for funding opportunities (Bol et al., 2018), fueling rich-get-richer dynamics. Given this high exit rate, we should take opportunities to explore new mechanisms to reduce—but by no means eliminate—competitive pressure: the objective is rebalancing the current high levels of reward stratification towards a more sustainable equilibrium" https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0048733321000160?via%3Dihub#sec0022

PS - The aforementioned paper is co-authored by Christoph Riedl, who is affiliated with both Northeastern University and Harvard University. I previously mentioned Riedl in a post discussing creativity in research https://19-pacheco-torgal-19.blogspot.com/2024/09/aarhus-university-creativity-in-research.html