domingo, 27 de outubro de 2024

A humilhação do imenso orgulho Francês e a antevisão de um futuro muito pouco brilhante para Portugal


Ainda sobre o email de 11 de Outubro, abaixo, na parte sobre "gerar, reter ou atrair talento", faz sentido divulgar o impressionante facto de uma universidade Chinesa ter acabado de contratar um cientista Francês que ganhou o Nobel da Física.  

Ou seja, já não bastava aquele país asiático, ter aparecido este ano, na capa da revista The Economist, num artigo que na altura divulguei e comentei onde foi possível ler que:
 "China is now a leading scientific power. Its scientists produce some of the world’s best research...They contribute to more papers in prestigious journals than their colleagues from America and the European Union and they produce more work that is highly cited"

E como se isso já não fosse suficientemente mau para o futuro da Europa, como o mostrou recentemente o relatório Draghi, divulgado no dia 9 de Outubro, onde até se fala de uma ameaça existencial agora fica-se a saber que a Europa, ou melhor, um país rico e orgulhoso como é a França, já nem sequer consegue reter os seus melhores cientistas. E se assim é na França, imagine-se então qual será no futuro a capacidade de Portugal conseguir reter os seus talentos ! 

PS - No passado dia 15 de Outubro, o catedrático jubilado Vital Moreira, reproduziu no seu blogue, uma frase de um ex-Primeiro Ministro Italiano, que resume o futuro da Europa da seguinte forma, ou a Europa acorda e faz pela vida ou então só lhe sobrará a "escolha" entre ser uma colónia, Americana ou Chinesa !



De: F. Pacheco Torgal
Enviado: 11 de outubro de 2024 07:06
Para: eng-todos; eng-investigadores
Assunto: A definição de "Outstanding Achievement" segundo o maior centro de investigação na área de ciência e engenharia dos materiais
 
Relativamente ao post anterior, sobre os 100 investigadores melhor classificados no ranking Stanford https://19-pacheco-torgal-19.blogspot.com/2024/09/portugal-os-100-investigadores-mais.html há 2 dias um Colega de uma universidade do Norte do país, que não é aquela onde exerço funções, sugeriu-me uma análise mais fina por sub-área, vide email abaixo, onde apaguei a sua identidade, porém na resposta expliquei-lhe que não o poderia fazer por falta de tempo, mas disse-lhe que esse deveria ser um trabalho a ser feito pela DGEEC ou por cada uma das universidades, como forma de avaliarem o grau de influência internacional dos seus investigadores, que é uma forma expedita de avaliar a capacidade dessas universidades serem capazes de gerar, reter ou atrair talento, que Portugal precisa desesperadamente, vide noticia de 5 de Agosto no site do AICEP "Fuga de talento mina desenvolvimento no Norte de Portugal", mas que todos os anos se limita passivamente a ver sair, com destino a países que são altamente competitivos a atrair talento, vide Global Talent Competitiveness Index 2023, https://www.insead.edu/system/files/2023-11/gtci-2023-report.pdf

E de facto uma conhecida unidade de investigação da universidade de Aveiro, que se descreve como sendo "o maior centro de investigação português na área de ciência e engenharia dos materiais" fez isso mesmo e contabilizou quantos dos seus investigadores apareciam nos 5 (cinco) primeiros lugares de cada sub-área, classificando esse desempenho como sendo um Outstanding Achievement https://www.ciceco.ua.pt/?tabela=geral_article&menu=255&language=eng&id_article=2281

PS - Pela parte que me diz respeito, desde 2019, que estive todos os anos, entre os 3 (três) primeiros lugares da minha área científica no ranking Stanford.


De: AAA
Enviado: 9 de outubro de 2024 10:01
Para: F. Pacheco Torgal 
Assunto: A propósito do Ranking Stanford/Scopus
 
Caro Fernando,
Olhando para os indicadores Stanford/Scopus pergunto-me se não seria interessante um post relativo à posição dos investigadores portugueses no ranking sub-field, uma vez que é talvez aquele que melhor mostra a relevância individual? 
Cumprimentos,

sexta-feira, 25 de outubro de 2024

O Ministro manhoso que acha que os contribuintes Portugueses são idiotas


A revista Sábado está de parabéns, por mais uma vez, ter prestado um excelente serviço aos contribuintes, porque não se resignou com as sucessivas tentativas da Câmara de Municipal de Cascais, no sentido de impedir que a mesma pudesse ter acesso ás facturas de dezenas de milhares de euros, gastos em almoços, que agora Ministro Pinto Luz, teve com os seus amigos, quando até há pouco tempo foi Vice-Presidente daquela Câmara.  

Para esse efeito, foi necessário que a revista Sábado tivesse começado por solicitar à Câmara de Cascais as tais facturas, solicitação essa que ficou sem resposta. Seguidamente a revista Sábado fez uma queixa à CADA (Comissão de Acesso a Documentos Administrativos) sobre essa falta de resposta. E mesmo depois da CADA ter dado razão á revista Sábado a Câmara de Cascais fechou-se em copas. 

Foi por isso necessário que a revista Sábado tivesse de intentar uma acção no Tribunal Administrativo, perante a qual a referida Câmara, ainda teve o supremo descaramento de alegar que os contribuintes não tem nada que saber com quem os autarcas almoçam. Ou seja, os contribuintes só tem direito a pagar a factura e não tem que saber se o autarca está a pagar o almoço à família, aos amigos ou a alguma amante (ou amante). Felizmente porém que o tribunal através da juíza Inês Martins Santos rebateu os argumentos da Câmara de Municipal de Cascais e deu razão à revista Sábado.

A Câmara Municipal de Cascais, essa contudo, não ficou mesmo nada contente com essa sentença e logo apresentou recurso da mesma (sendo esse recurso obviamente pago pelos contribuintes). Felizmente, que como se pode ler no artigo, um colectivo de juízas do TCA "recusou as alegações da CMCascais em toda a linha", o que permitiu assim à revista Sábado, e aos contribuintes, ficarem agora a saber quem foram afinal os amigos do atual Ministro Pinto Luz, que andaram a comer de borla por conta dos impostos dos contribuintese onde, pasme-se, até aparece o ex-politico milionário Manuel Dias Loureiro.

Segundo a revista Sábado, um dos amigos do manhoso Ministro Miguel Pinto Luz, que também andou a comer à conta dos desgraçados contribuintes Portugueses, foi o putativo candidato presidencial Marques Mendes, que sem vergonha na cara, mandou dizer à revista Sábado, que "a prática dos almoços é banal". E depois ainda há quem tenha ficado surpreendido com os resultados de uma sondagem que revelou que o actual Almirante Gouveia e Melo é quem lidera as preferências de votos para o cargo de próximo Presidente da República, muito à frente do referido infeliz Marques Mendes !  https://www.publico.pt/2024/09/25/politica/noticia/sondagem-gouveia-melo-favorito-presidenciais-2026-2105523

Se existem no nosso país mais de 300 Câmaras Municipais, e se em cada uma delas, o Presidente e o Vice-Presidente gastarem um mínimo de 400 euros por mês em almoços com amigos, isso significa que nos últimos 50 anos esta classe politica miserável gastou mais de 70 milhões de euros só em almoçadas. Mas como nos restaurantes nada baratos, que estes autarcas costumam frequentar, 400 euros dá apenas para um máximo de 4 almoços, e em muitos casos nem sequer dá para dois almoços, portanto a conta real das almoçaradas é muitíssimo superior. E nem é bom falar sobre quanto é que os contribuintes deste país tiveram que gastar nos últimos 50 anos em viaturas topo de gama (incluindo até mesmo veículos da marca Porsche), para os Presidentes e Vice-Presidentes das referidas três centenas de Câmaras, pois ai a conta salta para largas centenas de milhões de euros. Ou das infames pensões vitalícias criadas em 1985 (através de um acordo entre PSD e PS) e cujo montante global já pago também ascende a centenas de milhões de euros. https://observador.pt/2022/03/19/acordao-diz-que-armando-vara-recebe-mais-do-dobro-da-subvencao-vitalicia-do-que-valor-que-e-publico/

PS - No longo e bastante completo artigo publicado na revista Sábado, pode ainda ler-se que durante a anterior legislatura o partido Iniciativa Liberal e o PAN, propuseram que os pareceres do CADA (que agora valem menos do que lixo) passassem a ser vinculativos, para dessa forma evitar o recurso aos tribunais, sem surpresa porém, essa proposta não foi aprovada, pela simples razão que isso não interessa nada, nem ao PS, nem ao PSD, os partidos que dominam a esmagadora maioria (85%) das Câmaras Municipais, pois dessa forma qualquer pessoa poderia ficar a saber o que é que realmente se passa nessas Câmaras, como agora se ficou a saber através do referido artigo da revista Sábado. 

Argos’s Risk Scores: Scientific Accountability or Author Shaming?

 

Following up on the previous post about a study from the University of Bern tracking errors in academic papers (linked above), it's worth highlighting a recent article in Nature that offers an in-depth look at Argos, a newly launched science-integrity platform. Argos aims to identify potentially problematic research papers by assigning risk scores based on factors such as the authors' publication history and the extent to which the work cites previously retracted studies.  https://www.nature.com/articles/d41586-024-03427-w  

However, Argos raises several concerns despite its intention to flag high-risk papers. A high-risk score does not automatically indicate that a paper is of poor quality or fraudulent. Its heavy reliance on retraction history can result in false positives, potentially penalizing authors for past associations rather than reflecting the actual quality of their current work. Furthermore, the use of open data sources, such as Retraction Watch, increases the risk of misidentifications, particularly with common author names. Labeling papers as high-risk without thorough investigation may lead to misguided actions. Additionally, Argos's commercial interests could present a conflict of interest, fostering excessive retractions to protect reputations rather than ensuring genuine integrity.

Declaration of Competing Interests - In 2019, I authored a critique of Retraction Watch in a post entitled 'Public Shaming in Academia or Sharia Law in Academia?'  https://pacheco-torgal.blogspot.com/2019/10/public-shaming-in-academia.html