sexta-feira, 13 de maio de 2022

O clima de medo na FDUL e o engenheiro famoso que gosta pouco de pagar impostos

 

A Faculdade mais famosa deste país, a mesma onde o Presidente da República trabalhou toda a sua vida e onde garante nunca ter visto nenhum caso de assédio sexual, o que é prova bastante que só depois de Marcelo Rebelo de Sousa se ter tornado Presidente da República, em 2016, é que finalmente o maligno, matreiro (e selectivamente infeccioso) vírus do assédio sexual, finalmente conseguiu entrar na santíssima FDUL (muito embora tenha havido denúncias anteriores a essa data mas que não devem porém ser levadas a sério, porque contrariam a sacrossanta e absolutamente inatacável opinião presidencial), volta hoje a ser noticia, desta vez na edição do semanário Expresso, onde se fica a saber que o medo está a travar novas denúncias de assédio, o que pensando bem é uma forma inteligente e até bastante inovadora de resolver esse problema, pelo que às restantes instituições de ensino superior deste país, lhes basta agora decretar que passam também a viver com o mesmo clima de medo, para assim o assédio sexual desaparecer de vez. 

A mesma edição do Expresso, dá conta que a Autoridade Tributária está convencida que o engenheiro Fernando Santos, criou uma empresa para assim conseguir baixar de forma substancial o montante de impostos a pagar (ao mesmo tempo que recebeu milhões de euros da Federação declarou ao fisco que na referida empresa tinha um vencimento de apenas 5000 euros/mês) e por isso aquela exige agora que o engenheiro pague vários milhões de euros de IRS. Algo que porém ele não pretende fazer, tendo por isso recorrido da referida decisão para um tribunal arbitral, que como se sabe, é aquele lindo tribunal, onde por regra o Estado perde quase sempre (leia-se onde os contribuintes perdem quase sempre) e onde os árbitros e os advogados conseguem ganhar "honorários nunca sonhados". Entendo assim que talvez o melhor fosse, como de forma bastante sagaz (modéstia à parte), sugeri no post abaixo, permitir que todos os contribuintes também possam ser pagos como "sociedades unipessoais", o único inconveniente desta visionária medida, será o de saber, onde é que depois se vai arranjar dinheiro para encher o Orçamento de Estado, quando andarmos todos a pagar apenas 1% de imposto https://pacheco-torgal.blogspot.com/2020/03/porque-e-que-os-investigadores-tambem.html

PS - Ainda sobre o tal artigo hoje publicado no Expresso acerca da FDUL, gostei especialmente da parte onde se pode ler: "segundo relatos dos estudantes o comportamento de alguns professores não se alterou depois de várias denúncias terem vindo a público, nem com a garantia dada pela direcção de "tolerância zero"...Em sala de aula, por exemplo, continuam a ouvir-se comentários de docentes como "não vale a pena queixarem-se, porque nada acontecerá"

quinta-feira, 12 de maio de 2022

A cidade com o maior número de engenheiros a a hipótese da tolerância da corrupção por conta de ares poluídos

https://www.jornaldenegocios.pt/sustentabilidade/detalhe/fundao-a-cidade-dos-informaticos

O artigo acessível no link acima, publicado recentemente no Jornal de Negócios, informa que a "capital" da cereja é também a cidade que possui um número anormalmente elevado de engenheiros, de mais de 100 nacionalidades, aventando-se até mesmo a hipótese de aquela ser a cidade com maior número de engenheiros per capita !

Neste contexto e tendo em conta que os residentes do concelho de Oeiras, do qual se dizia ser aquele com o maior número de diplomados do país, deram a maioria dos seus votos a um maçom cadastrado, e tendo também em conta que o Presidente do Município do Fundão não tem cadastro, será que se pode a partir daqui formular a hipótese, que os poluídos ares de Oeiras, contribuíram para um fenómeno de "embrutecimento" dos seus residentes, que levou a um aumento da normalização dos cadastrados da politica ? 

E mesmo que não se prove tal hipótese, será que, agindo no respeito pelo princípio da prudência, não deveriam os habitantes dos municípios mais poluídos, serem obrigados, pelo menos em ano de eleições, a terem de passar algumas semanas em concelhos não poluídos, para dessa forma ficarem com o cérebro menos poluído e assim se tentar reduzir, a nível nacional, a percentagem de votos em políticos com cadastro ?

terça-feira, 10 de maio de 2022

Perseguir os investigadores "viciados" em viagens de avião

Depois de em 2019 a Coreia do Sul ter informado que iria colocar um travão nas viagens de académicos daquele país a conferências de baixa qualidade. Depois do conteúdo do post de 1 de Janeiro de 2020, onde se pode ler que, o Reitor de uma conhecida universidade Holandesa, afirmou (ainda antes da pandemia do Covid-19) que tudo faria para que o financiamento público não pudesse ser utilizado para pagar as viagens dos investigadores. 

Depois de um artigo na conhecida revista Nature, em Janeiro de 2021, ter apelado ao aumento do número de conferências virtuais pelo menos por parte dos cientistas séniores. Depois de um artigo publicado no final de 2021 ter defendido que a redução do número de viagens áreas dos investigadores contribui para a descolonização do ensino superior

Depois da invasão da Ucrânia por parte do país do Orc Putin (e do seu exército de Orcs fanáticos de violações) ter provocado um choque energético na Europa, que entre outras medidas, novamente requer um aumento da frequência do teletrabalho, vide artigo publicado pela Bloomberg com o sugestivo título "It’s Time to Work From Home Again, to Fight Putin"

Eis que hoje mesmo se pode ler na Times Higher Education que há investigadores a apelar à imposição de limites para o número de viagens em cada universidade e até mesmo à penalização dos projectos de investigação que abusem do número de viagens de avião. https://www.timeshighereducation.com/news/set-carbon-budgets-limit-university-flights-say-researchers