quarta-feira, 27 de julho de 2022

Será que Deus trabalha para a Fundação da Ciência e Tecnologia ?



Em 2020 mostrei a minha surpresa pelo facto da Fundação para a Ciência e Tecnologia, tanto na avaliação das unidades de investigação, como na avaliação de projectos de investigação, na área da engenharia civil, mostrar uma estranha inclinação para convidar uma maioria de peritos estrangeiros da sub-área de estruturas, chegando-se ao absurdo de nesse ano ter havido 50 projectos da sub-área de materiais de construção e apenas 1 perito avaliador pertencente a essa sub-área https://pacheco-torgal.blogspot.com/2020/11/a-incompetencia-da-fctfaz-algum-sentido.html

Em 2021, voltei novamente a constatar que a Fundação da Ciência e Tecnologia, tinha voltado a reincidir no seu invulgar e enorme amor pelos peritos estrangeiros da sub-área de estruturas https://pacheco-torgal.blogspot.com/2021/07/fct-incompetencia-ou-ignorancia.html

E hoje, no dia em que a FCT acaba de revelar os resultados das candidaturas dos projectos de investigação, fica-se a saber que na área da engenharia civil, mais de 50% dos projectos seleccionados para financiamento pertencem à sub-área de estruturas. Sub-área a que por absoluta coincidência é também aquela a que pertence a maioria dos catedráticos da área de engenharia civil. 

Será que isso tem a ver com o facto de no grupo de peritos estrangeiros que avaliou as candidaturas novamente haver um número anormalmente elevado de peritos de estruturas, nada menos do que 9 (nove) ! 

E como é que será que a FCT ao escolher os nomes dos peritos estrangeiros da área da engenharia civil consegue sempre o milagre de acertar numa maioria de nomes de peritos da sub-área das estruturas? 

Tendo em conta que, em 15 de Fevereiro de 2020, a conhecida cientista e Prémio Pessoa, Maria Manuel Mota, Directora do conhecido Instituto de Medicina Molecular, deu uma longa e corajosa entrevista ao jornal Público, onde apelidou a FCT de incompetente, será que é possível considerar que a situação acima mencionada, é um sinal de grave e persistente incompetência ou será que Deus trabalha para a FCT e a situação relatada acima é afinal apenas o resultado de uma improvável aleatoriedade divina ?

E será que o referido (e muito pouco científico) fenómeno é exclusivo da área da Engenharia Civil ou também ocorre noutras áreas científicas ? E se a resposta a essa pergunta for negativa, será que a explicação terá que ver com o facto de noutras áreas os catedráticos estarem distribuídos de forma mais ou menos uniforme pelas diferentes sub-áreas ? 

Declaração de interesses - Declaro que pertenço à sub-área de materiais de construção e que em Maio do ano passado escrevi que a sub-área de estruturas estava em declínio  https://pacheco-torgal.blogspot.com/2021/05/engenharia-civilo-declinio-da-subarea.html

PS - Um corajoso professor catedrático aposentado da sub-área de estruturas, disse-me que na sua opinião, a escolha de peritos estrangeiros pela FCT, para avaliação de projectos, está "viciada" há muito tempo, e não somente na área da engenharia civil. Tenha-se presente neste contexto que na última avaliação das unidades de investigação, havia 31 peritos secretos e o próprio regulamento autorizava, ao arrepio das boas práticas éticas, as grandes unidades de investigação a indicarem os nomes dos peritos estrangeiros que as iriam avaliar !!!

Presidente do Sindicato dos juízes envolvido em acto de violência extrema

Primeiro foi o Expresso, que em Outubro de 2021 fez um artigo sobre a escandaleira milionária das arbitragens privadas, depois tivemos um novo artigo do Expresso, há poucas semanas atrás, onde se ficou a saber que os tribunais arbitrais estão a fabricar novos milionários, a seguir a isso tivemos a queixa furiosa do queque Presidente do tal centro privado que trata das tais "arbitragens", sobre o estudo em que o Expresso se baseou,   https://19-pacheco-torgal-19.blogspot.com/2022/07/o-queque-presidente-que-tem-medo-que.html 

Não contente com essa queixa inicial, mais recentemente voltou novamente o queque Presidente a dar largas à sua insatisfação, ameaçando inclusive que se vai queixar à Fundação para a Ciência e Tecnologia sobre o referido estudo. Hoje (felizmente) chega no jornal Público a reposta extremamente violenta, quase assassina do Presidente do Sindicato dos Juízes, foto acima, que explica bem explicadinho para quem ainda não tenha percebido, como é que é possível utilizar os tribunais arbitrais para roubar o Estado, leia-se para roubar, com total impunidade, os contribuintes deste país:

"Simula-se um litígio e constitui-se um tribunal arbitral. Eu nomeio para árbitro um advogado de renome de um grande escritório...O Estado nomeia o seu árbitro, que pode ser outro advogado de renome do mesmo escritório. Bem instruídos, claro, os “nossos” dois advogados escolhem o árbitro presidente, um jurista amigo...o Estado é condenado a pagar-me e depois é só receber: 300 milhões para mim e 50 milhões para dividir pelos “amigos” do negócio" https://www.publico.pt/2022/07/27/opiniao/opiniao/so-nao-ve-nao-quer-2015111

PS - No contexto supra vale a pena relembrar as pérolas da tal socialista hipócrita que disse que os Portugueses tinham de deixar de ser parasitas, o que este país necessita urgentemente é de se livrar da infame parasitagem politica, que inventou tribunais arbitrais para roubar os contribuintes. Não sou eu que o digo, é o Presidente do Sindicato dos juízes.