domingo, 7 de agosto de 2022

O desprezo da comunidade científica internacional pela obra de largas dezenas de catedráticos Portugueses


Apresenta-se abaixo uma actualização da tabela apresentada em Maio de 2021 no post acima, que mostra que os anos vão passando e muitos catedráticos Portugueses são incapazes de conseguir publicar um único artigo que receba 150 citações na base Scopus (auto-citações excluídas).  Na lista actualizada aumentou-se o número de catedráticos nessa circunstância de 30 para 57. Quem sabe talvez em Agosto de 2023, quando actualizar a presente lista, lá decida colocar o nome uma centena de catedráticos de percentagem nula. Tenha-se ainda presente que estamos a falar de citações que até podem ter sido recebidas em artigos de jovens investigadores, de universidades pouco conhecidas, num contexto de uma tese de doutoramento ou até mesmo de uma dissertação de mestrado. O que significa, que se o apuramento das citações feitas aos investigadores Portugueses constantes na tal lista, contabilizasse somente aquelas citações recebidas em artigos de cientistas séniores de conhecidas instituições como Stanford, o MIT ou Harvard (vide comparações feitas em post anterior), ou somente aquelas de artigos muito importantes, que por sua vez se tornaram altamente citados na comunidade científica (vide indíce-K) a lista daí resultante seria sem qualquer dúvida muitíssimo mais deplorável, como até mesmo motivo de vergonha nacional.

PS - A esmagadora maioria dos investigadores da lista abaixo, mais de 95% são catedráticos, os raros que lá aparecem que o não são, integram a lista de Scopus Highly Cited Scientist (Ranking Stanford).


sábado, 6 de agosto de 2022

O apocalipse possível que a comunidade científica negligenciou

 

https://pacheco-torgal.blogspot.com/2021/11/ter-razao-antes-do-tempo.html

Na sequência do post acima, onde produzi alguns comentários sobre aquele que é para alguns o "profeta da desgraça" climática, registo com com bastante preocupação o facto de ter sido publicado esta semana um artigo que tem 11 co-autores que ninguém pode acusar de serem profetas da desgraça, onde se incluem os conhecidos Johan Rockström e Hans Joachim Schellnhuber, e onde por incrivel que pareça se pode ler que o risco de colapso da sociedade global tem sido perigosamente pouco estudado https://www.pnas.org/doi/full/10.1073/pnas.2108146119

Tendo também em conta, que neste momento o Planeta vive com um aumento da temperatura média de apenas 1 ºC, e que por conta disso já temos temperaturas máximas de 47 ºC em Portugal é evidente que num cenário de um aumento de 3ºC, como aquele que é apontado como provável por vários cientistas climáticos, no post que inicia o presente, o nosso país passará então a ter recordes superiores a 50 ºC. E a conjugação dessa eventualidade, com o tal estudo recente que aponta para uma diminuição da capacidade de sobrevivência, para menores valores do par temperatura/humidade, significa apenas que as más noticias serão o padrão do tal futuro, cuja gravidade a comunidade científica negligenciou. 

quinta-feira, 4 de agosto de 2022

Extrair valor da idiotia ambiental

https://19-pacheco-torgal-19.blogspot.com/2022/08/jovens-ambientalistas-idiotas.html

Relativamente ao post acima, onde comentei acções idiotas visando esvaziar os pneus de SUVs na América do Norte,  não deixo ainda assim de reconhecer que é possível extrair valor dessa idiotia, porque caso houvesse uma entidade em cada país, que emitisse certificados anuais para viaturas alimentadas a combustíveis fósseis, que comprovassem o pagamento de créditos de sequestro de carbono (Carbon Offsets), então isso permitiria apaziguar a raiva (acéfala) dos tais jovens ambientalistas, como também permitiria aliviar, mediante um preço módico, as consciências dos proprietários dos SUVs de maiores emissões, e ao mesmo tempo também ajudar financeiramente os países do terceiro mundo onde tivessem lugar essas actividades de sequestro de carbono.  

Tenha-se presente neste contexto, que a Noruega pagou 24 milhões de dólares à Indonésia para assim evitar a libertação de quase 48 milhões de toneladas de carbono de desflorestação, o que dá um preço médio de 5 dólares por tonelada de carbono sequestrada. Isso significa então e a título de exemplo que um SUV Escalade 6.2 V8 de 426 CV, que tem "elevadas" emissões de 383 g/km, (substanciamente superiores às 279g/km das emissões do SUV Jaguar F-Pace SVR 5.0 V8 de 550 CVemitiria para 25.000 kms/ano, 10 ton de carbono, e teria assim de pagar 50 dólares de créditos carbono, para poder ter acesso ao tal selo de emissões de condução nulas. É evidente porém que a prazo (a massificação estendida a centenas de milhões de viaturas existentes em países ricos) iria induzir inevitavelmente uma elevada procura por actividades ligadas ao sequestro de carbono, pelo que o preço unitário do carbono acabaria por aumentar bastante, assim desincentivando no futuro a compra se SUVS, que não fossem eléctricos.  

PS - Comparem-se as 10 toneladas/anuais das emissões do tal "poluente" SUV americano mencionado acima com as 5000 toneladas emitidas pelo jacto da Taylor Swift para percorrer os mesmos 25.000 kms https://www.dailymail.co.uk/news/article-11066457/Taylor-Swift-slams-reports-biggest-celebrity-polluter-year-jet-tops-list.html. Moral da história, os jovens ambientalistas Norte-Americanos devem mas é preocupar-se com as emissões dos jactos dos artistas (e também com as suas próprias) e menos com as dos SUVs dos cidadãos comuns.  Ainda relativamente à referida Taylor Swift não posso deixar de registar com interesse (e indisfarçavel satisfação) que a mesma tenha recebido o epiteto de "climate criminal" que é mais negativo e violento do que aquele com que em 2019 adjectivei este senhor aqui https://pacheco-torgal.blogspot.com/2019/11/behold-almighty-world-champion.html