segunda-feira, 19 de dezembro de 2022

H-index mínimo como condição de acesso a concurso para lugar de catedrático



Afinal já não é só nos EUA que o h-index é utilizado na promoção de professores universitários, vide post anterior acessível no link acima, ou por exemplo o post mais recente de 19 de Setembro https://19-pacheco-torgal-19.blogspot.com/2022/09/male-stem-researchers-are-paid-266-more.html, pois na verdade também o é num recente concurso para um lugar de catedrático no departamento de engenharia civil da universidade de Lisboa, que foi publicado num Edital de 6 de Dezembro, onde é exigido um h-índex mínimo de 15 na base Scopus.

Curiosamente, há oito anos atrás analisei o desempenho, em várias métricas, dos professores com tenure (Associados e catedráticos) do referido curso de engenharia civil, nas seis universidades mais competitivas (UA, UC, UM, UNL, UP e UL) e constatei que o h-índex médio (após remoção das auto-citações), correspondente aos Professores (associados e catedráticos) com melhor desempenho (Top5%) tinha o valor de 15. O referido artigo também mostrou que para os catedráticos com o melhor desempenho (Top5%) no Imperial College e no MIT, o h-index, era respectivamente de 18 e de 30. https://repositorium.sdum.uminho.pt/handle/1822/30767

PS - Recordo que em 10 de Janeiro de 2020, sugeri uma medida radical, para poupar vários milhões de euros, que seriam utilizados para contratar jovens investigadores de elevado potencial (desempregados, que sem dúvida irão trabalhar para enriquecer outros países que não o nosso), e que passaria pelo despedimento dos Associados e Catedráticos com um h-índex inferior a 10 (e também de todos os professores-coordenadores com um h-index inferior a 5por violação grave do dever de investigar, consagrado no ECDU e no ECDESP, leia-se produzir um mínimo de outputs cientificamente relevantes no contexto internacional. 

sábado, 17 de dezembro de 2022

Catedrático lamenta o mau desempenho de Portugal no ranking da inovação mundial


O conhecido catedrático jubilado Vital Moreira, lamentou-se ontem no seu blogue, num post com o elucidativo título "Assim não vamos lá: Insuficiente inovação", sobre o facto de Portugal aparecer somente na 32ª posição do ranking dos países mais inovadores do mundo. 

O post do referido catedrático, sendo bastante telegráfico, pecou por não ter referido, que a Suíça, o país que aparece no 1º lugar, há 12 anos consecutivos, gasta em investigação, por habitante, 500% a mais do que Portugal (e possui universidades que pagam a um professor-auxiliar um valor entre 10.000 e 16.000 euros/mês, já os catedráticos considerados excepcionais podem ganhar mais de 22.000 euros/mês), pelo que a sua classificação não constitui grande surpresa, como há pouco tempo também já se tinha constatado, pela sua liderança num outro importante ranking (onde Portugal, desgraçadamente, aparece abaixo do Chipre).

Também sem qualquer surpresa, a Estonia, o país que possui um PIB/capita similar ao de Portugal, mas gasta em investigação, por habitante, 200% a mais do que gasta o nosso país https://pacheco-torgal.blogspot.com/2021/09/governo-da-estonia-envergonha-governo_26.html aparece no referido ranking, bastante acima de Portugal, na posição 18.

PS - Talvez não fosse má ideia que este Governo (e outros antes dele) conseguissem aprender a lição que há poucos anos se podia ler num artigo publicado na revista The Economist e que se resume da seguinte forma "tech is the path to power"

sexta-feira, 16 de dezembro de 2022

How Much Longer Will China Tolerate Russia's Theft of 1 Million km² ?

 

In a preceding post dated May of this year, I revisited historical Russian invasions of Chinese territory, citing instances in 1894, 1945, and 1969. https://pachecotorgal.com/2022/05/02/the-childish-opinions-of-a-genius/ However, in that discussion, I neglected to mention a pivotal event of even greater territorial consequence: the 1860 Russian annexation of the Amur region. This imperial land grab resulted in China’s loss of nearly 1 million square kilometers of its sovereign territory.

This territory is nearly ten times larger than the portion of Ukraine currently under Russian occupation. More strikingly, it surpasses the landmass of Taiwan by almost 30 times. In practical terms, this means that for China to fully restore its territorial integrity, it would need to reclaim an expanse equivalent to 29 Taiwans—an evocative and symbolic measure that extends far beyond the well-known territorial dispute in the South China Sea.

The critical question remains: why has China not yet formally demanded the return of these vast territories that were seized in such an overtly imperialistic and unscrupulous manner? Could it be that Beijing is waiting for an opportune moment—perhaps allowing Russia to exhaust its military and economic resources in the ongoing war in Ukraine—before asserting its historical claims?

PS - A few months back, I referenced Yuval Noah Harari's insights into Russia's substantial economic reliance on oil and gas https://pachecotorgal.com/2022/10/31/putin-and-irony-will-turn-russia-into-a-beggar-country-again/ Once again, credit is due (in abundance) for his recent article in The Atlantic, emphasizing the significance of the New Peace. https://www.theatlantic.com/ideas/archive/2022/12/putin-russian-ukraine-war-global-peace/672385/