domingo, 8 de janeiro de 2023

Some questions about the large study based on 45 million articles and 3.9 million patents that claims that Science is becoming much less disruptive

 

Concerning the recently published study spanning six decades in Nature (link above), I am curious about the authors' omission of size control for research teams. It raises the question of whether the global decline in small research teams, acknowledged as catalysts for disruption (Wu et al., 2019), may be influencing the study's outcomes.

Additionally, the decision to examine patents as a metric is noteworthy. Given the prevailing perception that many patents represent intellectual redundancy, as highlighted in a piece from The Economist. Not to mention that Blind et al. (2021) were the first to study long-term effects showing that standards, not patents, can be used as a proxy for the diffusion of innovative knowledge.

Last but not least, since academic inbreeding is detrimental to risk-taking in research (Horta et al. 2020), and since the physicist, Carlo Rovelli said not long ago that only rebel scientists can be truly creative, and since disruptions in science require disconnection and discord (Lin et. al., 2022) i wonder if the aforementioned findings mean that the science community is failing to generate enough rebel scientists. 

It would be most ironic if science were unable to generate rebel scientists at the precise moment that scientists are being asked to join civil disobedience movements. https://www.nature.com/articles/s41559-019-0979-y

PS - I wonder if the results of the aforementioned study would remain unchanged if the authors had utilized the new metric proposed in the recent paper entitled "Quantifying revolutionary discoveries: Evidence from Nobel prize-winning papers," which was published 5 days ago and claims to be "the first metric to quantify revolutionary discoveries". 

sexta-feira, 6 de janeiro de 2023

A solução da crise climática passa por tratar da saúde aos miseráveis super-ricos


Ainda na sequência de um post anterior, onde se divulgou um estudo efectuado por uma equipa de mais de duas dezenas de investigadores de vários países, que confirmou que são os super-ricos que andam efetivamente a dar cabo deste Planeta https://19-pacheco-torgal-19.blogspot.com/2022/11/os-jovens-revolucionarios-climaticos_24.html vale a pena ler um artigo no último número da revista Visão, onde dois académicos Franceses (entre eles, o famoso catedrático Thomas Piketty, autor de um livro que já recebeu mais de 30.000 citações) analisam esse problema e sugerem a criação urgente de impostos sobre o carbono, cuja receita reverteria para as pessoas com rendimentos baixos e médios. 

Infelizmente o referido e interessante artigo não explica como é que é possível taxar de forma substancial os super-ricos, que como é sabido são especialistas em não pagar em impostos,  mas quanto a esse pormaior, entendo que a solução mais óbvia, mais expedita e também a mais eficaz, passa por tentar copiar o que fazem na Alemanha, https://pacheco-torgal.blogspot.com/2021/06/grande-alemanha.html

PS - No limite e naqueles países que são totalmente incompetentes em conseguir taxar os super-ricos, talvez só reste a receita radical, que foi sugerida há alguns anos atrás pelo Físico Martin Desvaux, que passa por essa "contribuição" lhes ser arrancada à força. 

terça-feira, 3 de janeiro de 2023

Quantas pessoas é que um médico em Portugal pode matar até que seja condenado a uma pena de prisão efectiva ?


Enquanto na Alemanha uma médica foi recentemente condenada a quase 3 anos de cadeia efectiva (e ainda a uma inibição adicional do exercício de medicina durante 3 anos) por conta de emitir atestados médicos falsos, já em Portugal um médico que há poucos anos foi condenado por homicídio por negligência apanhou 3 anos de pena suspensa, o que justifica a dúvida que dá título a este post. 

É porém importante realçar que aquele está muito longe de ser caso único, como se percebe por exemplo, no facto de em 2019, dois médicos terem sido condenados pelo homicídio negligente de uma criança de 13 anos de idade tendo igualmente recebido uma suave pena suspensa.  Ou antes disso aquela médica que também foi condenado por homicídio negligente e que também foi condenada a uma pena suspensa, entre muitos outros casos. 

Já na Inglaterra, a negligência médica que provoque a morte de um paciente implica quase sempre uma pena de cadeia efectiva para o médico. Curiosamente, também na Inglaterra, há apenas um mês atrás, um médico foi condenado a quase 2 anos de pena de cadeia efectiva, por ter atropelado várias pessoas numa passadeira, de que resultaram várias fracturas e uma amputação de membro, e nem sequer lhe serviu de atenuante, o facto de o acidente ter sido causado, em parte por conta de um turno de trabalho de 12 horas seguidas, facto que em Portugal de certeza absoluta que lhe garantiria uma pena suspensa, por conta da existência no nosso país de uma autêntica epidemia de penas suspensas, que deveria ser proibida em pelo menos três tipos de crimes, crimes de que resultem mortes, crimes de pedofilia e crimes de corrupção. Recorde-se que actualmente mais de 60% dos condenados por pedofilia e mais de 90% dos condenados por corrupção recebem pena suspensa. 

Declaração de interesses - Declaro que os médicos (e os advogados) são as duas classes profissionais que receberam mais criticas nos meus blogues. Isso porém não sucede por mero acaso, mas pelo simples facto de essas serem precisamente as duas classes de que os Portugueses mais se queixam, sem que as Ordens que as regulam ajam em conformidade, contribuindo dessa forma para uma inadmissível "cultura" de impunidade https://pacheco-torgal.blogspot.com/2020/01/ordem-dos-medicoso-numero-de-queixas-e.html

PS - Ainda sobre os médicos e tendo em conta que a formação de um médico custa aos contribuintes 100.000 euros, subscrevo a recente opinião do catedrático jubilado Vital Moreira, que hoje no seu blogue, defende a obrigatoriedade do cumprimento de um mínimo de tempo de serviço no SNS, para dessa forma tentar retribuir, ainda que de forma mínima, o enorme esforço financeiro feito pelos contribuintes