terça-feira, 10 de janeiro de 2023

Velocidade máxima nas auto-estradas, proibição de circulação aos Domingos e o advogado que evapora multas


Ainda na sequência do post anterior, de 28 de Setembro de 2022, sobre a tal Resolução do Conselho de Ministros n.º 82/2022 que definiu o conteúdo do solene Plano de Poupança de energia 2022-2023, https://19-pacheco-torgal-19.blogspot.com/2022/09/a-resolucao-do-conselho-de-ministros-e.html onde está inscrita uma recomendação (leia-se um mero adereço cosmético) para a diminuição da velocidade máxima, é interessante constatar que a Câmara dos Comuns do Parlamento Inglês, divulgou há poucas semanas atrás um relatório, contendo medidas (página 43) de 3 dias de teletrabalho por semana, mas também de redução dos limites da velocidade máxima de circulação nas auto-estradas e ainda a proibição do uso de viatura aos Domingos nas grandes cidades. https://committees.parliament.uk/publications/33366/documents/180604/default/

Tenha-se também presente que a GNR informou recentemente que em apenas 4 dias, detectou 1530 condutores em excesso de velocidade, uma centena que utilizava o telemóvel durante a condução, e ainda uma centena com uma taxa de álcool no sangue superior ao limite que é considerado crime (1,2 g/l), punida com pena de prisão até 1 ano. Tendo porém em conta que isso correspondeu apenas a uma ínfima parte (0.03%) dos vários milhões de veículos motorizados que circulam nas estradas deste desgraçado país, então em cada ano, haverá milhões de condutores em excesso de velocidade, centenas de milhares que conduzem ao mesmo tempo que utilizam o telemóvel e também centenas de milhares que circulam bêbados, o que ajuda a perceber porque é que todos os anos ocorrem dezenas de milhares de acidentes e porque é que a guerra rodoviária Portuguesa, matou nas últimas duas décadas, mais Portugueses do que matou a Guerra Colonial em África, sendo por isso manifestamente evidente a utilidade (múltipla) de medidas sobre a redução da velocidade máxima de circulação. 

PS - E importa também não esquecer a acção altamente danosa dos advogados, como aquele de Coimbra, que se descobriu há pouco tempo, andou impunemente, durante 10 anos, a encher o bolso na actividade criminosa, de ajudar largas centenas de clientes a fugir ao pagamento de um elevado número de multas rodoviárias https://www.sabado.pt/video/detalhe/o-advogado-que-ajudou-centenas-a-escapar-de-multas-veja-a-investigacao-sabado

domingo, 8 de janeiro de 2023

Some questions about the large study based on 45 million articles and 3.9 million patents that claims that Science is becoming much less disruptive

 

Concerning the recently published study spanning six decades in Nature (link above), I am curious about the authors' omission of size control for research teams. It raises the question of whether the global decline in small research teams, acknowledged as catalysts for disruption (Wu et al., 2019), may be influencing the study's outcomes.

Additionally, the decision to examine patents as a metric is noteworthy. Given the prevailing perception that many patents represent intellectual redundancy, as highlighted in a piece from The Economist. Not to mention that Blind et al. (2021) were the first to study long-term effects showing that standards, not patents, can be used as a proxy for the diffusion of innovative knowledge.

Last but not least, since academic inbreeding is detrimental to risk-taking in research (Horta et al. 2020), and since the physicist, Carlo Rovelli said not long ago that only rebel scientists can be truly creative, and since disruptions in science require disconnection and discord (Lin et. al., 2022) i wonder if the aforementioned findings mean that the science community is failing to generate enough rebel scientists. 

It would be most ironic if science were unable to generate rebel scientists at the precise moment that scientists are being asked to join civil disobedience movements. https://www.nature.com/articles/s41559-019-0979-y

PS - I wonder if the results of the aforementioned study would remain unchanged if the authors had utilized the new metric proposed in the recent paper entitled "Quantifying revolutionary discoveries: Evidence from Nobel prize-winning papers," which was published 5 days ago and claims to be "the first metric to quantify revolutionary discoveries". 

sexta-feira, 6 de janeiro de 2023

A solução da crise climática passa por tratar da saúde aos miseráveis super-ricos


Ainda na sequência de um post anterior, onde se divulgou um estudo efectuado por uma equipa de mais de duas dezenas de investigadores de vários países, que confirmou que são os super-ricos que andam efetivamente a dar cabo deste Planeta https://19-pacheco-torgal-19.blogspot.com/2022/11/os-jovens-revolucionarios-climaticos_24.html vale a pena ler um artigo no último número da revista Visão, onde dois académicos Franceses (entre eles, o famoso catedrático Thomas Piketty, autor de um livro que já recebeu mais de 30.000 citações) analisam esse problema e sugerem a criação urgente de impostos sobre o carbono, cuja receita reverteria para as pessoas com rendimentos baixos e médios. 

Infelizmente o referido e interessante artigo não explica como é que é possível taxar de forma substancial os super-ricos, que como é sabido são especialistas em não pagar em impostos,  mas quanto a esse pormaior, entendo que a solução mais óbvia, mais expedita e também a mais eficaz, passa por tentar copiar o que fazem na Alemanha, https://pacheco-torgal.blogspot.com/2021/06/grande-alemanha.html

PS - No limite e naqueles países que são totalmente incompetentes em conseguir taxar os super-ricos, talvez só reste a receita radical, que foi sugerida há alguns anos atrás pelo Físico Martin Desvaux, que passa por essa "contribuição" lhes ser arrancada à força.