sexta-feira, 18 de agosto de 2023

The real reason why Portugal attracts thousands of retired Swedes

 

In Portugal, hard-working politicians are known to dedicate nearly around-the-clock hours to their responsibilities, often extending their work even during lunchtime. This practice is exemplified by cases like the city council of Oeiras, which has just been known to have spent 139,000 euros on expenses labeled as 'working lunches'.

Invoices submitted by the mayor of Oeiras (Isaltino Morais) and his team show massive consumption of lobster, oysters, suckling pig, tiger prawns, pata negra ham, tobacco, wine, aphrodisiac sake, brandy, Moët & Chandon https://www.sabado.pt/portugal/detalhe/oeiras-ja-gastou-139-mil-euros-em-1441-almocos-de-trabalho

In absolute contrast, Sweden struggles to attract good candidates to politics, because the strict regulations surrounding the use of public funds, even for minor expenses like purchasing simple chocolate bars, can lead to potential resignations https://www.nytimes.com/1995/11/14/world/stockholm-journal-the-shame-of-a-swedish-shopper-a-morality-tale.html

Perhaps this is a contributing factor to the substantial influx of thousands of Swedes moving to Portugal. It is plausible that a sizable number among them have aspirations to pursue a career in (extremely well-fed) Portuguese politics https://www.theportugalnews.com/news/2021-11-29/portugal-a-new-trend-for-swedish-retirees/63835

PS - In 2009, Isaltino Morais was sentenced to a 7-year jail sentence, but after his lawyers handed over 44 appeals, the sentence was reduced to just 14 months, which he served between April 2013 and June 2014. Convicted for tax fraud and money laundering, he escaped charges of corruption due to the statute of limitations, as the alleged "incident" occurred in 1996. Surprisingly, in 2017 he was again elected Mayor of Oeiras and in 2021 he was re-elected to the same position. This means that those who elected and re-elected him do not care that in the very same country whose minimum monthly amount of pensions under the general Social Security scheme is less than 200 euros, there are politicians spending thousands of euros on "work lunches". In 2010, Brazil enacted Law n. 135, better known as the Clean Record Law. This law renders ineligible for eight years politicians who have their mandate revoked, resign to avoid revocation, or are convicted. Unfortunately, there is no such law in Portugal, which means that in this country convicted politicians (like Isaltino Morais) can run for office repeatedly.

terça-feira, 15 de agosto de 2023

A universidade pública que recebe muito mais dinheiro do que outras e apresenta resultados ao nível de universidades de países do 3º mundo

    

O prestigiado ranking Shanghai (o único ranking que a nível mundial utiliza na sua metodologia de seriação o numero de prémios Nobel) divulgou hoje o ranking de 2023. Os resultados mostram que mais uma vez, desgraçadamente, a universidade Nova de Lisboa não conseguiu voltar a entrar no Top 500 e pior do que isso desceu para o grupo 601-700.  https://www.shanghairanking.com/rankings/arwu/2023 

Num post anterior divulguei o facto do Vice-Reitor, com o pelouro da investigação da Universidade de Helsínquia, ter dito à imprensa do seu país que achava preocupante o facto da sua universidade ter baixado ligeiramente de posição da posição 57 para a posição 63, no mesmo ranking Shanghai. Uma diminuição mínima e ainda assim mantendo-se num lugar extremamente competitivo.  https://pacheco-torgal.blogspot.com/2020/08/o-que-e-que-distingue-as-universidades.html  

Infelizmente e num comportamento radicalmente oposto, em Portugal não há um único responsável da universidade Nova de Lisboa, a universidade da senhora Ministra Elvira Fortunato, que faça o obséquio de avançar com uma explicação por mínima que seja, aos contribuintes Portugueses, sobre o evidente mau resultado que é, aquela universidade não conseguir voltar a estar no grupo das primeiras 500 do referido ranking. Faço notar que UNova tem 16 (dezasseis) unidades de investigação que recebem da FCT mais de 1.5 milhões de euros cada uma, a UCoimbra tem 8 unidades, a UMinho tem 6 unidades e a UAveiro tem 5 unidades ! Será que alguém consegue entender que quem mais recebe dinheiros públicos é que tem os piores resultados ? Se isto não é incompetência o que lhe deveremos chamar ?

Coisa diferente é aquela que mencionei há um ano atrás, em 17 de Agosto de 2022, quando comentei os resultados do ranking Shanghai de 2022, num post de título "Jornalismo incompetente que trata os maus resultados de algumas universidades como se fossem boas notícias" sobre o facto da Coreia do Sul ter 11 universidades no Top500, enquanto que Portugal tem apenas cinco, ter também seis universidades no Top 300 enquanto Portugal tem apenas duas https://19-pacheco-torgal-19.blogspot.com/2022/08/rankings-de-universidades-e-o.html trata-se porém da mesmíssima Coreia do Sul, que em 1974 tinha um PIB/capita de 563 dólares, quando o de Portugal era quase 400% superior, mas agora é inferior ao da referida Coreia do Sul (70%) e um dia destes, a continuar a este "ritmo", será apenas metade daquele, e depois apenas um terço. A isto (passar de uma vantagem de quase 400% para um valor 70% negativo) chama-se um evidente empobrecimento por conta de uma grossa incompetência.

Declaração de interesses - Declaro que em 16 de Agosto de 2020, já tinha mostrado o meu espanto pelo facto da universidade Nova de Lisboa não conseguir ter o mesmo desempenho de algumas universidades do Egipto, do Irão e do Paquistão no ranking Shanghai https://pacheco-torgal.blogspot.com/2020/08/o-incompreensivel-desempenho-cientifico.html E agora com esta descida no ranking Shanghai (para o grupo 601-700) ainda ficou pior.

PS - Ao contrário do que sucedeu nos anos anteriores em que os resultados para cada área científica foram conhecidos antes dos resultados gerais, hoje tornados públicos, este ano será  necessário esperar pelo dia 27 de Outubro, para que se conheçam quais foram efectivamente as áreas científicas com mais mérito. Mas isso do mérito, já se sabe, é um tema que interessa muito pouco a este Governo, que como acusou um catedrático da universidade do Minho, anda apostado em asfixiar financeiramente as universidades mais dinâmicas https://19-pacheco-torgal-19.blogspot.com/2022/12/catedratico-da-uminho-acusa-governo-de.html

domingo, 13 de agosto de 2023

A nova edição do livro sobre o sequestro de dióxido de carbono


Num post anterior divulguei valores de elevada magnitude que foram mencionados num preocupante artigo da conhecida revista The Economist, sobre a imperiosa dupla necessidade, da Humanidade não só ter de reduzir fortemente as emissões de carbono, mas ainda de ter de recolher (leia-se sequestrar) anualmente milhares de milhões das toneladas de carbono que já emitidas. https://19-pacheco-torgal-19.blogspot.com/2023/05/o-diabo-pode-ainda-nao-ter-chegado-mas.html

Aliás neste contexto é importante mencionar que a Administração Biden acaba de anunciar que irá gastar 1000 milhões de dólares em dois projectos de sequestro de carbono, facto a que não será alheia a recente tragédia dos fogos no Havai, fogos esses que passarão a ser a nova normalidade num futuro, cada vez mais provável, no qual a Humanidade se revele incapaz de resolver o colossal problema das emissões de carbono.  

Nessa sequência e tendo em 2018 sido o editor principal do primeiro livro indexado, a nível mundial, sobre o sequestro de carbono em materiais de construção, terminei ontem o meu capítulo introdutório, cujo resumo também ontem dei a conhecer aos intervenientes da segunda edição do referido livro, que será publicado daqui a poucos meses:

Abstract: This chapter provides an overview of the current state of global warming, outlining the critical challenges surrounding carbon emission reduction and emphasizing the pivotal role of carbon dioxide sequestration. It delves into a range of strategies, policies, and technologies aimed at addressing this vital issue. Moreover, the chapter also highlights the significance of mitigating embodied carbon in construction materials and explores ongoing efforts to establish regulations for emissions reduction in the construction sector. Importantly, it sheds light on the lack of global regulations mandating real estate investors to report their embodied carbon emissions. The chapter also includes an outline of the book's contents, offering a roadmap for the topics that will be explored in further detail.