terça-feira, 23 de janeiro de 2024

Catedrático (nada modesto) classifica de medíocre a "estratégia" do Governo


"Do meu grupo de investigação já nasceram dez empresas, sendo atualmente a cadência de duas por ano" 

A pouco modesta frase acima, consta de um artigo hoje publicado no último número da extensa revista da Ordem dos Engenheiros (págs 54-56), e cuja autoria pertence ao professor catedrático de engenharia Adélio Mendes, da universidade do Porto, a quem a conhecida base de dados de literatura científica, Scopus, credita mais de 16.000 citações e um h-index=62, pertencendo ao restrito grupo dos Scopus Highly Cited Scientists-SHCS

Trata-se de um catedrático de elevado valor, como há poucos na Academia Portuguesa (pois há muitos que chegaram à cátedra somente por conta de ligações familiares, politicas ou maçónicas), que não só esteve na descoberta de uma importante invenção, cuja patente foi vendida por 5 milhões de euros e o qual eu já tinha mencionado num post de 8 de Agosto de 2021 sob o título "Quanto é que Portugal perde com um sistema (comunista a todos os títulos) que premeia a inércia e incentiva a preguiça ?" como ainda por cima, fez a este país o enorme favor (leia-se enorme sacrifício) de ter resistido a engordar o seu património pessoal numa universidade estrangeira, onde pagam aos catedráticos como ele, um valor 400% superior aquilo que as universidades pagam no nosso país https://pacheco-torgal.blogspot.com/2021/09/os-luxuosos-salarios-de-professores.html

Recordo que em Março de 2022, achei que era meu dever criticar (leia-se ridicularizar) a imprensa Portuguesa, por de forma muito pouco rigorosa (em violação objectiva do dever de informar com rigor), optar por dar muitíssimo menos destaque mediático, ao trabalho do catedrático Adélio Mendes, face à bizarra obsessão da mesma imprensa, com a catedrática Elvira Fortunato, cujas investigações, na minha (modesta) opinião, não são (nem de perto nem de longe) tão importantes (quer para Portugal quer mesmo para o futuro da Humanidade) quanto as do referido catedrático da universidade do Porto. Coisa diferente, mas não menos grave do que aquilo que tem andado a fazer a imprensa, foi o facto de um cientista reputado como o catedrático Adélio Mendes, não ter sido convidado para integrar o Conselho Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação, onde este Governo preferiu antes, meter à martelada, um académico, especialista em "ciências politicas" https://pacheco-torgal.blogspot.com/2021/02/os-lideres-academicos-cientificos-que.html

Faço notar que o interessante artigo em causa, está muito longe de ser um exercicio de auto-elogio e nele se dá conta dos seus muitos esforços na área da descarbonizaçáo da energia. O artigo aborda a produção de metanol verde; a clivagem do metano e o ciclo do carbono; e por fim a história do lítio e das baterias. No mesmo há uma frase que não agradará a este Governo, que fez o que podia e o que não podia, para facilitar a exploração mineira do lítio:  "continuo a achar a ideia de extrair lítio das nossas bonitas montanhas uma decisão medíocre, sem engenho nem arte" mas que sem dúvida muito alegrará aqueles que sempre contestaram a exploração mineira do lítio, entre os quais eu me incluo, vide post de título https://pachecotorgal.com/2022/02/15/a-desonestidade-do-estado-portugues-parte-2/

PS - A redacção do parágrafo final do artigo supracitado, onde retirei a tal frase que iniciou o presente post, é aquela que abaixo agora se reproduz a cor azul, onde só lamento que o ilustre e valioso professor catedrático Adélio Mendes, tenha utilizado a palavra "distribuir" quando podia antes ter utilizado a palavra "desperdiçar"ou inclusive a palavra "desviar": 

"Do meu grupo de investigação já nasceram dez empresas, sendo atualmente a cadência de duas por ano. Aos investigadores, agora empresários, uma palavra de agradecimento e reconhecimento, pois são eles que podem reter o talento português e produzir a riqueza que os políticos, por vezes de forma tão ligeira, prometem distribuir."

segunda-feira, 22 de janeiro de 2024

O artigo mais interessante do jornal Público de hoje e a interessante hipótese da variabilidade da frequência cardíaca forçada


De quando a quando acho pertinente chamar a atenção para certos artigos do jornal Público, como o fiz por exemplo, há alguns meses atrás, no post supra, relativamente a um artigo que mencionou um investigador, altamente citado, da universidade da Califórnia e que ligou jejum e compaixão. 

Desta vez porém, o melhor artigo do jornal Público de hoje, é de muito mais difícil digestão, porém também tem a ver com compaixão, ou mais precisamente, com a impressionante (e criminosa) falta dela. https://www.publico.pt/2024/01/22/mundo/entrevista/jorge-moreira-silva-vi-frigorificos-solares-bonecas-livros-colorir-botijas-oxigenio-rejeitado-israel-2077594 

Atenta a tese mencionada, no link que inicia este post, talvez o problema se resolvesse, se Netanyahu e o seu Governo, fossem forçados a fazer jejum durante várias semanas, pois talvez dessa forma se conseguisse aumentar a "variabilidade da frequência cardíaca" e assim ressuscitar a sua compaixão. 

Declaração de interesses - Declaro que critiquei a lei da legalização de judeus sefarditas, declaro ainda que há vários anos atrás divulguei um famoso cartoon em que o Primeiro-Ministro Netanyahu foi retratado com cara de porco, mas devo também declarar que critiquei o sistema educativo Norte-Americano, por não dotar os jovens daquele país com um mínimo de conhecimentos sobre o Holocausto https://pachecotorgal.com/2022/07/23/o-anti-semitismo-de-pacheco-torgal/

domingo, 21 de janeiro de 2024

The new tactic employed by science pirates: Bribery of scientific journal editors


A recent publication in the esteemed Science unveiled a new tactic employed by science pirates: the bribery of editors with sums surpassing $20,000 to expedite the publication o articles.

The article published in Science also highlights a pre-existing "vulnerability" – the fraudulent exploitation of special issues in scientific journals to incorporate low-quality articles. This issue, I recall, had previously been reported in Nature https://pacheco-torgal.blogspot.com/2021/11/nature-scammers-impersonate-guest.html

It is undeniable that within the scientific community, no one can plead ignorance regarding the clear and ultimate solution to this issue. This solution entails, as a primary step, the separation of journals from the review process, followed by the subsequent elimination of all scientific journals. This very scenario has already been acknowledged as inevitable by the influential Elsevier. https://pacheco-torgal.blogspot.com/2021/04/the-first-15-bricks-in-scientific.html

Before embarking on these endeavors, the scientific community must undertake a pivotal shift—an overdue course of action, underscored by the esteemed researcher Vladen Koltun. This shift entails moving away from the current norm of excessively prioritizing the quantity of publications and the prestige of the journals they occupy. https://pacheco-torgal.blogspot.com/2021/11/evaluating-researchers-in-fast-and.html

This involves redirecting our recognition towards super-scientists who transcend the mere accumulation of thousands of articles. The notion that these super-scientists can achieve publication rates 2000%, 3000%, or even 4000% higher than the average is rightly criticized as naive. https://pacheco-torgal.blogspot.com/2021/03/how-many-papers-can-superscientist.html

Highlighting concerns about ethical standards in scientific research, a director of Clarivate Analytics explicitly stated that publishing 2 or 3 articles per week is indicative of poor scientific ethics https://pachecotorgal.com/2022/11/20/unethical-authorship-or-genius-like-capabilities-due-to-eugenic-selection/

In conclusion, the Science that this vulnerable world needs is certainly not that which simply translates into a (harmful) deluge of absolutely irrelevant publications (which very few read and which no one takes the time to cite) but rather that Science which causes an impact and which (positively) transform people’s lives. Fortunately, however, we now know what is the most efficient way to finance this type of Science. https://19-pacheco-torgal-19.blogspot.com/2023/11/the-economist-world-ahead-2024what-is.html