sábado, 27 de janeiro de 2024

Dar uma pequena ajuda às Câmaras Municipais em situação de incumprimento


Ainda sobre o post anterior, acessível no link supra, e relativamente às muitas Câmaras Municipais que espantosamente ainda não prepararam o seu plano de adaptação às acções climáticas, aproveito o presente post para divulgar um artigo recente, que apresenta uma visão geral das águas subterrâneas costeiras, influenciadas pela subida nível mar e o potencial dessa subida para danificar infraestruturas. A imagem infra que foi retirada do referido artigo mostra três exemplos de danos em infraestruturas. https://www.annualreviews.org/doi/10.1146/annurev-marine-020923-120737

E esta situação é particularmente grave nos países, como Portugal, que são banhados pelo Mediterrâneo, mar que se soube recentemente, através de um estudo de investigadores Italianos, está a subir muito mais depressa do que era esperado e no final do resumo desse artigo, pode ler-se o que é que isso realmente significa: "the projections indicate that about 19.000 km2 of the considered Mediterranean coasts will be more exposed to risk of inundation" https://iopscience.iop.org/article/10.1088/1748-9326/ad127e

Declaração de interesses - Declaro que o primeiro artigo, acima referido, de uma equipa de investigadores Norte-Americanos, cita um capítulo de um livro, publicado há sete anos atrás, do qual fui editor principal, e que se inicia com um (muito elogioso) prefácio, o qual foi escrito por um conhecido catedrático, Erik Schlangen (de uma conhecida universidade Holandesa, TU Delft), catedrático esse a quem a plataforma Scopus credita mais de 13.000 citações e um h-index=63, pertencendo ao restrito grupo dos Scopus Highly Cited Scientists-SHCS. A segunda edição do referido livro será publicada muito brevemente, dentro de um mês. 


quinta-feira, 25 de janeiro de 2024

AI has radically changed the core university business, shifting focus from teaching and publications to “assessment, curation, and mentoring”



Continuing from the previous post titled "Why can´t Academia earn billions while fighting corporate unethical science ?" (link above),  let's delve into the insights presented in an article from The Economist published on January 18, 2024. A concise excerpt is outlined below:
"...the arms race between generation and detection favours the forger.... Even the best detection system would have no crack to find and no ledge to grasp....Dystopian possibilities abound. It will be difficult, for example, to avoid a world in which any photograph of a person can be made pornographic by someone using an open-source model in their basement, then used for blackmail—a tactic the fbi has already warned about. Perhaps anyone will be able to produce a video of a president or prime minister announcing a nuclear first strike, momentarily setting the world on edge. Fraudsters impersonating relatives will prosper....reputation and provenance will become more important than ever.https://www.economist.com/leaders/2024/01/18/ai-generated-content-is-raising-the-value-of-trust

In the aforementioned context, it is worthwhile to reconsider a controversial proposal put forth by Emeritus Professor Terry Young. In a world dominated by GPT, this proposal has now acquired an entirely new significancehttps://pacheco-torgal.blogspot.com/2021/10/universities-should-stop-producing.html  The significance of this matter has escalated, especially with the emergence of the first research-oriented GPT-controlled robots. These machines exhibit the capability to autonomously conceptualize, plan, and execute intricate experiments entirely devoid of human intervention  https://pachecotorgal.com/2024/01/03/gpt-4-projecta-planeia-e-executa-experiencias-complexas-sem-ajuda/

In conclusion, the academic realm has undergone a significant metamorphosis, propelled by the pervasive impact of artificial intelligence. This radical force of change has not only reshaped its fundamental dynamics but has also lessened the traditional emphasis placed on teaching and publications. In its place, a discernible shift is evident, with a heightened focus on the pivotal aspects of "assessment, curation, and mentoring." 

PS - Remarkably,  within an AI-dominated world the significance of assessment extends beyond the boundaries of academia, echoing Yuval Harari's suggestion that even schools should now assume a pivotal role in nurturing children's capacity to differentiate  "between credible and non-credible sources of information." 

terça-feira, 23 de janeiro de 2024

Catedrático (nada modesto) classifica de medíocre a "estratégia" do Governo


"Do meu grupo de investigação já nasceram dez empresas, sendo atualmente a cadência de duas por ano" 

A pouco modesta frase acima, consta de um artigo hoje publicado no último número da extensa revista da Ordem dos Engenheiros (págs 54-56), e cuja autoria pertence ao professor catedrático de engenharia Adélio Mendes, da universidade do Porto, a quem a conhecida base de dados de literatura científica, Scopus, credita mais de 16.000 citações e um h-index=62, pertencendo ao restrito grupo dos Scopus Highly Cited Scientists-SHCS

Trata-se de um catedrático de elevado valor, como há poucos na Academia Portuguesa (pois há muitos que chegaram à cátedra somente por conta de ligações familiares, politicas ou maçónicas), que não só esteve na descoberta de uma importante invenção, cuja patente foi vendida por 5 milhões de euros e o qual eu já tinha mencionado num post de 8 de Agosto de 2021 sob o título "Quanto é que Portugal perde com um sistema (comunista a todos os títulos) que premeia a inércia e incentiva a preguiça ?" como ainda por cima, fez a este país o enorme favor (leia-se enorme sacrifício) de ter resistido a engordar o seu património pessoal numa universidade estrangeira, onde pagam aos catedráticos como ele, um valor 400% superior aquilo que as universidades pagam no nosso país https://pacheco-torgal.blogspot.com/2021/09/os-luxuosos-salarios-de-professores.html

Recordo que em Março de 2022, achei que era meu dever criticar (leia-se ridicularizar) a imprensa Portuguesa, por de forma muito pouco rigorosa (em violação objectiva do dever de informar com rigor), optar por dar muitíssimo menos destaque mediático, ao trabalho do catedrático Adélio Mendes, face à bizarra obsessão da mesma imprensa, com a catedrática Elvira Fortunato, cujas investigações, na minha (modesta) opinião, não são (nem de perto nem de longe) tão importantes (quer para Portugal quer mesmo para o futuro da Humanidade) quanto as do referido catedrático da universidade do Porto. Coisa diferente, mas não menos grave do que aquilo que tem andado a fazer a imprensa, foi o facto de um cientista reputado como o catedrático Adélio Mendes, não ter sido convidado para integrar o Conselho Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação, onde este Governo preferiu antes, meter à martelada, um académico, especialista em "ciências politicas" https://pacheco-torgal.blogspot.com/2021/02/os-lideres-academicos-cientificos-que.html

Faço notar que o interessante artigo em causa, está muito longe de ser um exercicio de auto-elogio e nele se dá conta dos seus muitos esforços na área da descarbonizaçáo da energia. O artigo aborda a produção de metanol verde; a clivagem do metano e o ciclo do carbono; e por fim a história do lítio e das baterias. No mesmo há uma frase que não agradará a este Governo, que fez o que podia e o que não podia, para facilitar a exploração mineira do lítio:  "continuo a achar a ideia de extrair lítio das nossas bonitas montanhas uma decisão medíocre, sem engenho nem arte" mas que sem dúvida muito alegrará aqueles que sempre contestaram a exploração mineira do lítio, entre os quais eu me incluo, vide post de título https://pachecotorgal.com/2022/02/15/a-desonestidade-do-estado-portugues-parte-2/

PS - A redacção do parágrafo final do artigo supracitado, onde retirei a tal frase que iniciou o presente post, é aquela que abaixo agora se reproduz a cor azul, onde só lamento que o ilustre e valioso professor catedrático Adélio Mendes, tenha utilizado a palavra "distribuir" quando podia antes ter utilizado a palavra "desperdiçar"ou inclusive a palavra "desviar": 

"Do meu grupo de investigação já nasceram dez empresas, sendo atualmente a cadência de duas por ano. Aos investigadores, agora empresários, uma palavra de agradecimento e reconhecimento, pois são eles que podem reter o talento português e produzir a riqueza que os políticos, por vezes de forma tão ligeira, prometem distribuir."