sábado, 2 de março de 2024

Distinguished professor gives important advice to ambitious young researchers


In a compelling article published several months ago in the Journal of Informetrics, a distinguished professor from the universities of Sussex and Amsterdam unveiled the "formula" for maximizing the likelihood of winning a Nobel Prize in Economics. The insightful piece can be found at https://19-pacheco-torgal-19.blogspot.com/2023/12/how-to-win-nobel-prize-in-economics.html.

Recently, in another noteworthy article featured in Scientometrics, the same esteemed professor presented the findings of a new study focusing on 727 Nobel Prize winners across diverse scientific domains. Of particular interest is the valuable advice he imparts to ambitious young researchers, as revealed in the following advice:

"For aspiring young researchers, the takeaway is clear: seek out an outstanding mentor, preferably one who is a Nobel laureate, possesses strong prospects for winning, or boasts a robust Nobel lineage." https://link.springer.com/article/10.1007/s11192-024-04936-1#Sec11

Recognizing that not all researchers can secure mentors meeting the aforementioned criteria, I also offer an alternative suggestion. Young researchers may consider collaborating with scientists who fulfill a fourth condition—having their scientific work cited by Nobel Prize winners, as this pool is considerably larger. In the event, this proves challenging, another viable option is to look for scientists whose work has received a minimum number of citations from researchers affiliated with Stanford-MIT-Harvard, institutions associated with over 300 Nobel Prizes. This low-cost metric serves as a means to identify innovative research, as proposed in my 2021 post: https://pacheco-torgal.blogspot.com/2021/05/using-stanford-mit-harvard-citations-as.html.

PS - It is worth mentioning that the aforementioned professor failed once again to cite the study titled "Early coauthorship with top scientists predicts success in academic careers"

sexta-feira, 1 de março de 2024

Chat GPT - Os 4 triliões de dólares de valor e o ranking dos países com mais publicações



Sobre o artigo que hoje aparece na secção de tecnologia, da última edição da conhecida revista The Economist, link acima, onde se dá conta que desde o aparecimento do chat GPT-4, há aproximadamente um ano atrás, houve uma criação de valor de 4 triliões de dólares, é pertinente actualizar o ranking dos países com mais publicaçóes científicas sobre esta tecnologia revolucionária, que foi apresentado neste blogue no passado mês de Dezembro. https://19-pacheco-torgal-19.blogspot.com/2023/12/ia-generativa-como-e-que-producao.html

De lá para cá e em apenas dois meses, foram produzidas quase 5000 novas publicações indexadas sobre a IA generativa, apresentando-se abaixo o novo rácio de publicações por milhão de habitantes dos 20 países com o maior rácio. No mesmo pode constatar-se que Singapura não quer largar a primeira posição e que a Suiça subiu para o segundo lugar. Quando a análise incide somente sobre a produção das instituições nacionais, constata-se que a Universidade do Minho, ainda continua a ser a universidade que mais consegue contribuir para o bom desempenho de Portugal no ranking infra. 

Singapore...............52 publicações por milhão de habitantes
Switzerland............32
Ireland....................30
New Zealand..........21
Australia.................21 
UAE.......................19 
Finland...................18 
Netherlands............18 
Sweden...................16 
Austria....................17
Denmark.................17 
United Kingdom.....16 
Norway...................16
Canada...................13
United States..........11
Israel.......................11
Greece....................11
Belgium..................10
Germany.................10
Portugal....................9
Italy...........................8
Spain........................8

PS - Uma análise às dezenas de posts sobre o ChatGPT produzidos neste blogue ao longo do último ano, permite constatar que aquele que obteve mais visualizações foi um contendo 10 conselhos do ChatGPT, para educar as próximas gerações, com vista a tentar mitigar a dependência de ansiolíticos, na qual Portugal é (desgraçadamente) campeão internacional https://19-pacheco-torgal-19.blogspot.com/2023/12/a-most-wonderful-thing-how-chatgpt-is.html

quinta-feira, 29 de fevereiro de 2024

Um improvável livro que está em vias de se tornar o mais citado de todas as áreas

 

No post acessível no link supra divulguei em Junho de 2023 os livros (mais citados) indexados na Scopus, com afiliação Portuguesa produzidos na última década, para aquelas áreas científicas que tivessem produzido pelo menos 90 livros indexados. No final desse post foram apresentados os três campeões absolutos para todas as áreas, independentemente da sua produção:

1º lugar absoluto- Visible light communications: Theory and applications (UAveiro) 

2º lugar absoluto- An Introduction to Graphene Plasmonics (UMinho) 

3º lugar absoluto - Handbook of Alkali-Activated Cements, Mortars and Concretes (UMinho)

Uma análise hoje efectuada ao padrão de citações desses três livros, mostra que as citações recebidas recentemente, desde 2022, são respectivamente 69 para o primeiro livro, 72 para o segundo, e 106 citações para o terceiro, o que mostra que esse livro, atenta a sua invulgar dinâmica de "recolha" de citações, tem todas as condições para poder ascender ao primeiro lugar, na pior das hipóteses em 2026 e na melhor já em 2025. 

No contexto supra, recordo que os livros adquiriram nas últimos anos uma importância acrescida, pois a Ciência tornou-se refém de um dilúvio de publicações avulsas (e irrelevantes), havendo por isso necessidade de "parar" para analisar o que é que a Ciência efectivamente já produziu, condição fundamental para evitar que haja quem ande a perder tempo (e dinheiro) a tentar inventar a roda: "…science has become stifled by a publication deluge destabilizing the balance between production and consumption....” vide artigo "The memory of science: Inflation, myopia, and the knowledge network" https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S1751157717303139  Acresce a esta circunstância, o facto de Portugal padecer de um défice de produção de livros, pois quando se compara Portugal e o Reino Unido, descontadas as diferenças populacionais, isto é em termos de publicações por milhão de habitantes, chega-se à conclusão que aquele leva uma vantagem mínima de 2,2% para o universo de todas as publicações indexadas, mas essa diferença salta para 240% quando se analisam somente os livros indexados.  Note-se que a pequena Universidade de Oxford, sozinha, consegue produzir, a cada ano, mais livros indexados, do que todas as instituições de ensino superior Portuguesas juntas.

PS - Sobre o referido livro, futuro campeão absoluto de citações, recordo que recentemente citei um dos seus capítulos, a propósito de um artigo de investigadores Alemães (que até tem a fama de ser muito rigorosos), cujo título critiquei por ser pouco rigoroso, quase roçar a publicidade enganosa https://19-pacheco-torgal-19.blogspot.com/2024/02/sera-que-o-gpt-consegue-projectar-um.html