sábado, 23 de março de 2024

A solução preconizada por cientistas que pertencem ao "mundo da noite e da droga"


No post acessível no link supra, mencionei um interessante estudo, onde foi calculado o número de refugiados climáticos que devem caber aos países mais poluidores deste Planeta, e onde se fica a saber por exemplo que os países europeus mais poluidores são moralmente responsáveis pelo acolhimento de centenas de milhões de refugiados. 

Curiosamente, o referido estudo foi citado há alguns meses atrás num outro estudo de título "Proposed solutions to anthropogenic climate change: A systematic literature review and a new way forward", em que vários cientistas pertencendo a universidades de 15 países, incluindo os EUA, Reino Unido e Alemanha, analisaram mais de 400 referências bibliográficas, tendo proposto três linhas estratégicas de combate ás alterações climáticas. 

É absolutamente garantido que a primeira dessas linhas não agradará, de todo, ao engenheiro Eduardo Manuel Drummond de Oliveira e Sousa, que critiquei em 2019, por ter na altura afirmado publicamente, que aqueles que não são adeptos do consumo de carne de vaca pertencem ao "mundo da noite e da droga"  https://pacheco-torgal.blogspot.com/2019/09/quem-e-contra-carne-de-vacae-o-mundo-da.html

Tendo em conta, que conforme se deu conta no tal post de 2019, Portugal é infelizmente um dos países onde a produção animal envolve a utilização de elevadas quantidades de antibióticos, e tendo em conta que esse facto contribui para um aumento das despesas de saúde para combater as infecções por superbactérias, que todos os anos matam mais do que a sida e a malária juntas (cuja disseminação é agravada pelas alterações climáticas) já há muito que se devia ter criado um imposto sobre o consumo de carne cuja receita revertesse para o Ministério da Saúde. 

PS - Como não podia deixar de ser, no próprio dia em que tomei conhecimento das vergonhosas (e absolutamente ignorantes) declarações públicas do engenheiro Eduardo Manuel Drummond de Oliveira e Sousa formalizei uma queixa à Ordem dos Engenheiros. Sobre declarações ignorantes em particular, e sobre fake news em geral, também não seria má ideia criar um novo imposto, cuja gorda receita facilmente ajudaria Portugal a reduzir o seu elevado défice público. 

quinta-feira, 21 de março de 2024

Ameaças de morte por conta de um corajoso artigo sobre um um político espertalhaço


Na semana passada divulguei um artigo, vide post no link supra, no qual um Português bastante corajoso, esclareceu com elevado pormenor, um negócio das arábias, envolvendo um ex-autarca do PS, marido de uma conhecida (e rica) ex-deputada do PS. Eis porém que hoje mesmo, o jornal onde foi publicado o tal artigo informa que o seu autor afirma ter sido ameaçado de morte por conta desse artigo. 

Ser ameaçado de morte, por conta de um artigo de opinião, é algo com bastante valor, que equivale a uma medalha de cidadania e tem ainda mais valor quando nesse artigo se escreve sobre negócios das arábias envolvendo políticos. E esse valor é ainda maior num país como Portugal que é tão eficaz a produzir cobardes e onde são muito raros aqueles que tem coragem para escrever tais artigos. Recordo que em 2023, o Director da revista Sábado, escreveu que o jornalismo e a sociedade civil deste país, não tinham agradecido o suficiente a coragem de pessoas como o Paulo Morais e o professor Jónatas Machado. https://19-pacheco-torgal-19.blogspot.com/2023/06/um-agradecimento-muitissimo-insuficiente.html

Aliás no presente contexto vale também muito a pena recordar que há poucos anos atrás a escritora Lídia Jorge divulgou uma frase que lhe foi transmitida pela Augustina Bessa Luís: "a coragem é um exercício superior que se pratica em solidão" 

PS - A supracitada (e rica) ex-deputada do PS, é a mesma cuja "carreira" mereceu há poucos anos ao corajoso João Miguel Tavares o seguinte comentário "Não há leis que resistam a uma cultura da desvergonha promovida e apoiada em simultâneo pela classe política e pela classe judicial".

quarta-feira, 20 de março de 2024

Should Europe feel "grateful" for Putin's flagrant criminal actions?

 

Allow me to begin this post with a disclosure of my interests, articulated almost a month before Putin's order for the invasion of Ukraine. I asserted that warmongering stands as the gravest offense within the realm of academic conduct https://19-pacheco-torgal-19.blogspot.com/2022/01/a-mais-grave-infraccao-academica-que.htm 

With this caveat in mind and reflecting on numerous prior posts where my profound disdain for Putin was unmistakable—posts which have, for instance, contributed to a decline in Russian visitors to this platform as discussed in a post of December 25—it is now imperative, given recent developments, to reassess Putin's egregiously criminal deeds from an alternate standpoint. 

Recently, Bettina Stark-Watzinger, the German Minister of Education, asserted the necessity for German schools to ready children for the prospect of war. The backdrop to this assertion is the looming specter of war with Russia. Indeed, yesterday, the President of the European Council articulated that peace in Europe hinges on the populace's preparedness for war. https://www.consilium.europa.eu/en/press/press-releases/2024/03/19/if-we-want-peace-we-must-prepare-for-war/ 

While I maintain skepticism regarding the likelihood of a war between Germany and Russia, I acknowledge the significance of psychological preparedness for the eventuality of war. The inevitability of such a scenario underscores the urgency of priming the next generations accordingly. 

When a senior official of the European Commission, Frans Timmermans, publicly states that his grandson, reaching 31 in 2050, may be forced to engage in conflict over fundamental resources, we must confront the sobering reality of imminent war—a war between this Planet and humanity.

If projections hold true and half of our planet becomes uninhabitable, as asserted by a prominent Oxford professor, we face the displacement of hundreds of millions of individuals. Indeed, the Zurich Insurance Group estimates this figure to reach a staggering 1.2 billion by 2050.

Drawing upon analyses of a climate refugee settlement model presented in the International Journal of Climate Change Strategies and Management, which delineates the moral obligations of the 20 most polluting nations regarding climate refugees, it becomes evident that a single European nation, Germany, could be tasked with accommodating around 72 million climate refugees (US is obligated to accommodate 120 million climate refugees). The climate refugee settlement model prioritizes per capita CO2 emissions with a 60% weight, followed by ecological footprint at 20%. The remaining 20% is equally divided between per capita GNI and HDI, each contributing 10%.

While there exists no mechanism to compel polluting nations to accept these climate refugees, certain academics posit that the repercussions of climate change are tantamount to acts of war by rich countries against poor countries. Consequently, the latter may, in an act of self-defense, resort to terrorist actions against the polluting industries of the former. Thus, rich nations are left with a stark choice: either recognizing their moral culpability and embracing accountability for their actions, or bracing themselves for the consequences of warranted retaliatory attacks. 

PS - The preceding context aids in gaining a deeper comprehension of the subject discussed last month https://19-pacheco-torgal-19.blogspot.com/2024/02/moral-obligations-of-university.html