segunda-feira, 2 de setembro de 2024

Creativity in Research by Aarhus University



Following up on my February 2 post about creativity and strategies for reversing the decline in scientific innovation, I recommend exploring the recent publication by researchers at Aarhus University (Top 80 in the Shanghai ranking). This study delves into the key concepts, antecedents, and implications of creativity in research, offering valuable insights into how it can be effectively nurtured within the scientific community. https://pure.au.dk/ws/portalfiles/portal/387784079/Note_on_creativity.pdf

It’s unfortunate that the authors did not reference Creativity in Science: Chance, Logic, Genius, and Zeitgeist, a book I highlighted on this blog two years ago which now has nearly 500 Scopus citations. Authored by Dean Simonton, a distinguished member of the exclusive group of Scopus Highly Cited Scientists, the book challenges the simplistic notion that scientific progress is solely the result of logic or individual genius. Simonton argues that creativity in science is shaped by a dynamic interplay of chance, logic, personal brilliance, and the prevailing cultural zeitgeist. By integrating these elements, he offers a more nuanced and comprehensive understanding of how groundbreaking discoveries occur.

Notably, among the papers referenced in the study is a highly cited work co-authored by Christoph Riedl, affiliated with Northeastern University and Harvard University, titled Looking Across and Looking Beyond the Knowledge Frontier: Intellectual Distance, Novelty, and Resource Allocation in Science. This paper offers valuable insights into the complexities of assessing cutting-edge scientific research. It explores how intellectual distance and novelty interact with evaluator biases, providing crucial considerations for enhancing resource allocation in science.

domingo, 1 de setembro de 2024

Há 50 anos a desiludir os Portugueses

 

Por cada ano que passa sem que a ciência Portuguesa consiga ganhar um prémio Nobel é mais um ano de pura desilusão, quase de vergonha, e entretanto já lá vão 50 anos desde que Portugal se tornou uma democracia, e as áreas responsáveis por essa profunda desilusão nacional são a Física, a Química, a Medicina e a Economia. 

Desgraçadamente, não há actualmente em Portugal, um único cientista dessas áreas, com uma obra científica que tenha recebido dezenas de milhares de citações, que lhe permitisse a entrada no clube (Citation Laureates) dos prováveis vencedores de um prémio Nobel, onde aparece o nome de várias centenas e onde consta o nome de sete dezenas que receberam o prémio Nobel. Note-se que no próximo dia 19 de Setembro a Clarivate Analytics irá revelar quem são os cientistas que este ano passam a integrar esse clube de cientistas notáveis. 

Quando se olha para um conhecido ranking mundial de cientistas, que foi elaborado por investigadores da universidade de Stanford, e que é o único a nível mundial que é capaz de cumprir três requisitos fundamentais, constata-se que entre os 10 (dez) investigadores Portugueses melhor posicionados, que trabalham em universidades Portuguesas, 7 (sete) pertencem à Engenharia, há dois de Medicina, e um de Física, Nuno Peres, catedrático da Universidade do Minho.

PS - Muito pior do que isso, nenhuma das referidas áreas, da Física, da Química, da Medicina e da Economia, consegue sequer integrar o Top 100 do conhecido ranking Shanghai por áreas, como felizmente sucede com várias outras, como por exemplo a área da Engenharia Civil. https://www.docdroid.net/KfZvpEt/2023-shanghai-ranking-tabela-top-500-pdf

sábado, 31 de agosto de 2024

O Catedrático Português citado por prémios Nobel da Economia que defende o corte do financiamento público aos atletas olímpicos


 "...ninguém explica a utilidade social de financiar o tiro aos pratos...ou estar num ringue aos murros...a sus utilidade social é nula ou perto disso..."

As breves palavras acima reproduzidas foram retiradas de um artigo publicado no caderno principal do Expresso, da autoria de um professor catedrático de Economia da universidade do Minho, Aguiar-Conraria, cuja obra científica já foi citada por vencedores do prémio Nobel, artigo esse onde ele critica o facto do Estado Português gastar milhões de euros do dinheiro dos contribuintes a apoiar atletas olímpicos, em modalidades de utilidade social nula.

Como é óbvio, eu partilho da mesma opinião, até porque recordo que em 18 de Fevereiro do corrente ano, ridicularizei o campeão Português de natação, Diogo Ribeiro, e depois disso em 11 de Abril questionei "...faz algum sentido que o Comité Olimpico Português receba anualmente 50 milhões de euros do dinheiro dos impostos dos contribuintes? Não seria melhor utilizar esses 50 milhões de euros num aumento das pensões mais baixas ou na contratação de médicos ou jovens investigadores ?"

Contudo muito antes disso, há vários anos atrás, nomeadamente em 2018, já eu tinha criticado de forma contundente, a utilidade dos desportos de alta competição https://pacheco-torgal.blogspot.com/2020/12/when-will-academia-stop-acting-so.html ou em 2019, quando apelidei de delinquente ambiental, um famoso campeão mundial https://pacheco-torgal.blogspot.com/2019/11/behold-almighty-world-champion.html

PS - É justo porém que também divulgue que o supracitado catedrático termina o supracitado artigo a defender que no respeitante à utilização do dinheiro dos contribuintes: "investir nos jogos Paralímpicos é bem mais importante do que nos jogos Olímpicos"