No post do passado dia 7 de Dezembro, acessível no link supra, que foi dedicado a uma análise comparativa entre o número de livros indexados na Scopus, produzidos na universidade de Oxford com aqueles produzidos por todas as universidades e politécnicos nacionais, divulguei um ranking nacional para o período entre 2010 e 2024.
Nessa sequência é pertinente fazer hoje uma análise mais recente para o quinquénio 2021-2025, para tentar descobrir quais foram as instituições que reforçaram a sua competitividade e também aquelas que a viram reduzir-se. A nova lista abaixo, mostra que por exemplo a universidade de Coimbra conseguiu subir do 6º lugar para o 2º lugar nacional.
Destaque também para o Instituto Politécnico de Tomar que conseguiu a proeza de subir seis lugares, e para a Universidade da Madeira que subiu cinco lugares. Pela negativa, constata-se que a Universidade do Minho caiu três posições, do 3º lugar para o 6º lugar, enquanto que a UBI e a Universidade de Évora também caíram vários lugares, respectivamente quatro e cinco posições, ficando abaixo do IPCA. Já a UTAD, caiu do 14º lugar para o 27º, tornando-se a campeã absoluta das descidas, e a universidade pública com o pior desempenho, estando agora abaixo de um elevado número de Politécnicos.
É importante recordar que os livros adquiriram nas últimos anos uma importância acrescida, pois a Ciência tornou-se refém de um dilúvio de publicações avulsas (e irrelevantes), havendo por isso necessidade de "parar" para analisar o que é que a Ciência efectivamente já produziu, condição fundamental para evitar que haja quem ande a perder tempo (e dinheiro) a tentar inventar a roda: "…science has become stifled by a publication deluge destabilizing the balance between production and consumption....” vide artigo "The memory of science: Inflation, myopia, and the knowledge network" https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S1751157717303139