segunda-feira, 25 de abril de 2022

Uma vida com significado e uma nova categoria de "amputados" mentais

  

Sobre o conteúdo do recente artigo acessível no link acima, é pertinente recordar o estudo que divulguei num outro post, o qual revelou que o património genético de certas pessoas as impede de terem uma ligação à natureza https://19-pacheco-torgal-19.blogspot.com/2022/02/mais-um-estudo-internacional-que.html

E nesse contexto é também bastante pertinente aproveitar para recordar um livro, que já recebeu mais de 8000 citações na plataforma Scholar Google, onde pela primeira fez foi cunhado o termo transtorno do défice de ligação à natureza. 

PS - E porque será que as universidades se preocupam tanto com tantos assuntos da treta (que só aparecem nos planos de estudos apenas porque o Professor A, B ou C fez um doutoramento nessa área) e se preocupam tão pouco com outros assuntos muito mais importantes, como aquele mencionado no link que inicia este post ou sobre aqueles assuntos, que até se inserem naquelas importantes responsabilidades académicas que foram mencionadas num post anterior de 2019 https://pacheco-torgal.blogspot.com/2019/09/as-universidades-tem-responsabilidade.html ?

sábado, 23 de abril de 2022

Artigo - Cálculo da probabilidade de extinção da Humanidade devido ao impacto de um asteróide de grandes dimensões

https://pacheco-torgal.blogspot.com/2021/09/cambridge-oxford-obsession-and-greatest.html

Na sequência de um post anterior acessível no link acima, é pertinente divulgar os resultados contidos num recente artigo, publicado na revista científica Futures, onde se calculou a probabilidade de extinção da Humanidade (e toda a vida no Planeta com excepção das bactérias extremófilas), devido ao impacto de um asteróide, de grandes dimensões,  com mais de 100 km de diâmetro.  A descrição dos efeitos devastadores do impacto de um asteróide dessas dimensões é descrita na secção 3.2. https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0016328722000337

A imagem acima mostra a localização e a dimensão do impacto de alguns asteróides. A maior cratera dessa lista, Vredefort, que foi provocada por um asteróide de tamanho relativamente "modesto" (aproximadamente 10 kms de diâmetro) localiza-se na África do Sul e tem um diâmetro que actualmente rondará aproximadamente 90 km, embora a dimensão inicial fosse bastante superior, variando entre 180 e 300 kms.   https://earthobservatory.nasa.gov/images/92689/vredefort-crater 

Curiosamente também o asteróide que extinguiu os dinossauros e mais de 70% da vida do Planeta, responsável pela cratera Chicxulub na península do Iucatão, teria aproximadamente 10 kms de diâmetro. Note-se que se um asteróide de 200 metros atingisse a cidade de Londres poderia matar mais de 8 milhões de pessoas e uma simulação feita pela NASA em 2019, sobre as consequências do impacto de um pequeno asteróide, com apenas 60 metros de diâmetro, na cidade de Nova York, libertaria uma energia equivalente a mil bombas de Hiroshima e provocaria mais de um milhão de mortos e o problema é que se de facto há poucos asteróides com 10 kms de diâmetro (e menos ainda com 100 kms), há dezenas de milhares com várias dezenas de metros. 

PS - É claro que quando daqui a 350 anos a Humanidade evoluir para uma civilização do tipo 1, talvez nessa altura já esteja em condições de conseguir alterar a órbita de asteróides de grandes dimensões, exercicio bastante complexo, também analisado na secção 5.4 do artigo supracitado.

Aditamento em 24 de Abril - O colega Rui Melício, Professor Associado com Agregação da Universidade de Évora, contactou-me a propósito deste post, dando-me conta que participou num estudo publicado em 2021, na Acta Astronautica, que analisou as consequências do impacto do asteróide Apophis (370 metros de diâmetro) no Oceano. Sem supresa, na altura ninguém ficou a saber desse estudo, porque a nossa imprensa prefere matérias mais acéfalas sobre a merda do futebol. Ou talvez o estudo não tenha merecido divulgação, porque nele não participou nenhuma cientista do género feminino, que é algo a que a nossa imprensa dá anormal importância, mesmo a propósito de prémios corriqueiros.  

quinta-feira, 21 de abril de 2022

Caltech - A métrica número de artigos com "mais de 100 citações" na Web of Science

 

https://19-pacheco-torgal-19.blogspot.com/2022/04/equipa-de-investigadores-preve-que.html

No currículo daquele cientista do Caltech, que foi mencionado no post acima, pode ler-se que ele tem 20 artigos que receberam cada um mais de 100 citações na Web of Science (resultado de uma carreira cientifica de 26 anos após se ter doutorado em 1996, o que faz prova que não é um jovem investigador). 

Trata-se de uma métrica bastante interessante, mas que no entanto não permite saber a sua densidade de artigos altamente citados, pois é diferente ter 20 artigos altamente citados entre um total de 50 ou entre 200 ou mesmo 500. E essa densidade é importante, porque vários cientistas que receberam o prémio Nobel possuem, não por acaso, densidades bastante elevadas de artigos altamente citados, como foi demonstrado naquele post, onde se apresentou um elevado número de catedráticos Portugueses com um desempenho decepcionante https://pacheco-torgal.blogspot.com/2021/05/ranking-de-investigadores.html 

PS - O supracitado cientista da Caltech tem uma densidade de artigos altamente citados de quase 10%. E quando se dividem os seus 20 artigos, que receberam mais de 100 citações na Web of Science, pelo número de anos decorridos desde a sua primeira publicação indexada obtém-se um rácio de quase 1.0.