terça-feira, 10 de maio de 2022

Perseguir os investigadores "viciados" em viagens de avião

Depois de em 2019 a Coreia do Sul ter informado que iria colocar um travão nas viagens de académicos daquele país a conferências de baixa qualidade. Depois do conteúdo do post de 1 de Janeiro de 2020, onde se pode ler que, o Reitor de uma conhecida universidade Holandesa, afirmou (ainda antes da pandemia do Covid-19) que tudo faria para que o financiamento público não pudesse ser utilizado para pagar as viagens dos investigadores. 

Depois de um artigo na conhecida revista Nature, em Janeiro de 2021, ter apelado ao aumento do número de conferências virtuais pelo menos por parte dos cientistas séniores. Depois de um artigo publicado no final de 2021 ter defendido que a redução do número de viagens áreas dos investigadores contribui para a descolonização do ensino superior

Depois da invasão da Ucrânia por parte do país do Orc Putin (e do seu exército de Orcs fanáticos de violações) ter provocado um choque energético na Europa, que entre outras medidas, novamente requer um aumento da frequência do teletrabalho, vide artigo publicado pela Bloomberg com o sugestivo título "It’s Time to Work From Home Again, to Fight Putin"

Eis que hoje mesmo se pode ler na Times Higher Education que há investigadores a apelar à imposição de limites para o número de viagens em cada universidade e até mesmo à penalização dos projectos de investigação que abusem do número de viagens de avião. https://www.timeshighereducation.com/news/set-carbon-budgets-limit-university-flights-say-researchers

segunda-feira, 9 de maio de 2022

Universidade de Lisboa mantêm-se congelada na 12ª posição do ranking nacional de revisões de artigos científicos



Na sequência do artigo mencionado no post acima, sobre o custo astronómico das revisões de artigos científicos, apresenta-se abaixo uma actualização da lista de 29 instituições de ensino superior nacionais, que há seis meses atrás tinha sido apresentada aqui.

Na mesma pode constatar-se que há duas universidades (e também vários Politécnicos) que conseguem subir nessa lista  (cor azul), já a Universidade de Lisboa parece contente com o 12º lugar. Vide, na foto acima, o sorridente Reitor dessa universidade. 

1 - UAveiro................598  revisões por cada 100 ETIs
2 - UBI.......................554       
3 - IPolPortalegre......530   
4 - UCoimbra.............508    
5 - UALG...................496       
6 - UTAD...................445        
7 - UPorto.................378        
8 - UMinho................385        
9 - ISCTE..................330        
10 - UNova................345      
11 - IPol.Viana C.......296      
12 - ULisboa..............271
13 - IPol.Porto...........267      
14 - UMadeira...........256        
15 - IPol.Leiria...........245       
16 - IPol.C.Branco.....244       
17 - IPol.Guarda........232        
18 - UÉvora...............212        
19 - IPol.Bragança.....202       
20 - IPCA...................170     
21 - IPol.Coimbra......196        
22 - IPol.Lisboa.........164       
23 - IPol.Tomar..........152   
24 - UAberta..............144      
25 - IPol.Setubal........137   
26 - IPol.Viseu...........126   
27 - UAçores.............124       
28 - IPol.Santarém......98      
29 - IPol.Beja..............35       

Recém doutorados devem ser encorajados a deixar de colaborar com seus orientadores, quanto mais cedo melhor


Ainda na sequência de um artigo publicado na conhecida revista Nature que mostrou que os investigadores jovens que possuem publicações em conjunto com investigadores altamente citados beneficiam de uma vantagem competitiva permanente ao longo da suas carreiras é também importante divulgar um estudo recente sobre as vantagens dos recém-doutorados deixarem de publicar com os seus orientadores, o mais cedo possível: 

"We harnessed three genealogical and scientometric datasets to identify 3 distinct groups of computer scientists: Highly independent, who cease collaborating with their advisors (almost) instantly upon graduation; Moderately independent, who (quickly) reduce the collaboration rate over ~5 years; and Weakly independent who continue collaborating with their advisors for at least 10 years post-graduation. We find that highly independent researchers are more academically successful than their peers..." https://arxiv.org/abs/2204.08103