quarta-feira, 6 de julho de 2022

Why can´t Academia earn billions while fighting corporate unethical science ?

 

Building on the earlier discussion highlighting a potentially controversial proposal (link above), recent research advancements in the corporate sector underscore that the proposal isn't as contentious as initially perceived. Acknowledging the hurdles that academia encounters in keeping pace with the rapid developments in the corporate realm, it becomes progressively sensible for academia to intensify its endeavors in scrutinizing corporate research activities. https://www.economist.com/business/2022/06/23/in-eys-split-fortune-may-favour-the-dull

The image above is not coincidental; rather, it is extracted from a compelling article authored by Jonathan Haidt, Professor of Ethical Leadership at New York University, and featured in The Atlantic. Below, I present a reproduced excerpt from this noteworthy article: 
"...artificial intelligence is close to enabling the limitless spread of highly believable disinformation. The AI program GPT-3 is already so good that you can give it a topic and a tone and it will spit out as many essays as you like, typically with perfect grammar and a surprising level of coherence. In a year or two, when the program is upgraded to GPT-4, it will become far more capable. In a 2020 essay titled “The Supply of Disinformation Will Soon Be Infinite,” Renée DiResta, the research manager at the Stanford Internet Observatory, explained that spreading falsehoods...will quickly become inconceivably easy https://www.theatlantic.com/magazine/archive/2022/05/social-media-democracy-trust-babel/629369/

terça-feira, 5 de julho de 2022

Portugal entra num período de seca sem paralelo nos últimos 1200 anos

Ainda na sequência do post acima, onde se ficou a saber da estratégia secreta do Governo para salvar Portugal da seca, faz sentido divulgar os resultados dramáticos de um recente estudo onde se concluiu que Portugal (e também a Espanha) vão entrar num período de seca sem paralelo nos últimos 1200 anos https://www.theguardian.com/environment/2022/jul/04/spain-and-portugal-suffering-driest-climate-for-1200-years-research-shows

Se nos últimos anos o Governo tivesse optado por gastar na reparação de condutas de água, as centenas de milhões de euros, que em má hora andou a gastar para encher praias com areia, de certeza que agora não andava a perder milhões de metros cúbicos de água nas referidas condutas https://19-pacheco-torgal-19.blogspot.com/2022/02/porque-e-que-falta-de-agua-e-menos.html

Talvez os Portugueses (que já sabem que devem evitar adoecer no Verão porque os médicos estão quase todos de férias) possam ajudar o Governo a combater este imenso desafio se beberem apenas meio litro de água por dia e se só tomarem banho (e lavarem os dentes) uma vez por semana !

Geopolímeros - Rigor científico, marketing e publicidade enganosa

 


Ainda na sequência do post acima e tendo em conta que o último número da revista Visão publicou um artigo sobre recifes artificiais, que serão utilizados em Cascais, Madeira e Comporta "fabricados com um geopolímero (uma mistura de minerais) ecológico" é pertinente produzir alguns comentários sobre a ecologia do referido material.

Primeiro - Como já tinha escrito há um ano atrás, o nome "geopolímero" utiliza-se somente por razões de marketing pois o termo correcto é material activado alcalinamente ou material obtido por activação alcalina. Mas se até mesmo cientistas ilustres, responsáveis pelos maiores avanços científicos nesta área (como o catedrático John Provis ou Van Deventer) continuam a utilizar a designação "aconselhada" pelo marketing então dificilmente se pode condenar tal opção a quem quer que seja.

Segundo - Os ditos "geopolímeros" não são forçosamente materiais ecológicos. Alguns deles podem de facto ter menores impactos ambientais, mas isso porém não sucede com todos eles, como já tinha escrito há 10 meses atrás, no final do post aqui https://pacheco-torgal.blogspot.com/2021/10/livro-sobre-uma-area-emergente-na.html

Terceiro - Não há qualquer prova científica, que os tais geopolímeros mencionados no tal artigo da revista Visão, possuam um baixo impacto ambiental. Pode até suceder precisamente o inverso. Mesmo uma pesquisa no google, sobre a empresa em questão, não permite saber qual a composição do material, que é uma informação essencial para essa confirmação, o máximo que se obtém é apenas isto https://www.tsf.pt/futuro/startup-vai-construir-apartamentos-para-peixes-em-cascais-comporta-e-madeira-14980973.html

Obs - A imagem acima, onde se informa quais são os aspectos dos referidos materiais que necessitam de mais estudos (cor azul) foi retirada de um artigo importante que mencionei no tal post de há 10 meses atrás