quinta-feira, 7 de julho de 2022

Políticos bondosos (quase santos) que foram vítimas inocentes de pessoas más



A imprensa revela esta semana novos desenvolvimentos sobre o caso de uma Vice-Presidente da Câmara socialista de Idanha-a-Nova, que tinha sido comentado no post acima. A juiza do tribunal de Idanha-a-Nova, que julgou o crime de burla fiscal que o MP imputou à referida Vice-Presidente (e ao seu filhinho), decidiu absolvê-la, com base no principio "in dubio pro reu" porque na sua opinião não foi possivel determinar com 100% de certeza quem foi a pessoa que falsificou as listas enviadas à segurança social, listas essas onde gentinha sem principios, colocou nomes e números de contribuintes de alegados utentes de uma associação presidida pela referida Vice-Presidente da Câmara (e pelo seu filhinho), para dessa forma aumentarem o valor do cheque pago pela Segurança Social. https://www.reconquista.pt/articles/uma-questao-de-justica-crime-sem-castigo-no-caso-mascal

Moral da história, durante vários anos a Segurança Social utilizou dinheiro dos contribuintes deste país para pagar despesas ilegais com base em documentos falsificados. A justiça chamada a pronunciar-se diz que não sabe quem é o culpado pelo crime, pelo que absolve assim aqueles que objectivamente seriam os principais beneficiários desse crime. Assim sendo, ninguém se pode admirar que de futuro, qualquer empresa que reporte às finanças dados falsificados, para dessa forma não pagar impostos, que a justiça decida absolver o dono dessa empresa, porque também não é possivel apurar se foi efectivamente o dono da empresa que deu a ordem ou se a culpa foi somente do contabilista. Neste contexto convém ter presente que ainda hoje o santo Ricardo Salgado (que no seu currículo conta com um elevado número de presenças em missas, o que já lhe garantiu um lugar no Cêu) ainda continua a alegar em sua defesa, que o buraco do BES/GES tem como único responsável um (maquiavélico) contabilista  https://expresso.pt/economia/afinal-a-culpa-foi-do-contabilista=f871509

quarta-feira, 6 de julho de 2022

Porque será que a Academia não pode facturar biliões a supervisionar a ciência produzida pelo sector empresarial ?

 


Na sequência do post acima onde se comentou uma proposta polémica, que na verdade não é assim tão polémica face aos ultimos desenvolvimentos da investigação levada a cabo no sector empresarial, que dramaticamente a Academia já não consegue acompanhar, faria todo o sentido que Academia conseguisse aprender alguma coisa com o sector empresarial, vide recente artigo no link abaixo, e começasse não só a apostar mais energias no segmento da auditoria científica de actividades de investigação empresarial, como também a cogitar como é que é possível extrair muito valor (biliões mesmo) desse valiosíssimo segmento. https://www.economist.com/business/2022/06/23/in-eys-split-fortune-may-favour-the-dull

Embora lateralmente, mas ainda assim relacionado com o tema supra, atente-se na visão do futuro que se aproxima, mencionada num recente artigo de um Professor da Universidade de Nova Iorque: 
"...artificial intelligence is close to enabling the limitless spread of highly believable disinformation. The AI program GPT-3 is already so good that you can give it a topic and a tone and it will spit out as many essays as you like, typically with perfect grammar and a surprising level of coherence. In a year or two, when the program is upgraded to GPT-4, it will become far more capable” https://www.theatlantic.com/magazine/archive/2022/05/social-media-democracy-trust-babel/629369/

Why can´t Academia earn billions while fighting corporate unethical science ?

 

Building on the earlier discussion highlighting a potentially controversial proposal (link above), recent research advancements in the corporate sector underscore that the proposal isn't as contentious as initially perceived. Acknowledging the hurdles that academia encounters in keeping pace with the rapid developments in the corporate realm, it becomes progressively sensible for academia to intensify its endeavors in scrutinizing corporate research activities. https://www.economist.com/business/2022/06/23/in-eys-split-fortune-may-favour-the-dull

The image above is not coincidental; rather, it is extracted from a compelling article authored by Jonathan Haidt, Professor of Ethical Leadership at New York University, and featured in The Atlantic. Below, I present a reproduced excerpt from this noteworthy article: 
"...artificial intelligence is close to enabling the limitless spread of highly believable disinformation. The AI program GPT-3 is already so good that you can give it a topic and a tone and it will spit out as many essays as you like, typically with perfect grammar and a surprising level of coherence. In a year or two, when the program is upgraded to GPT-4, it will become far more capable. In a 2020 essay titled “The Supply of Disinformation Will Soon Be Infinite,” Renée DiResta, the research manager at the Stanford Internet Observatory, explained that spreading falsehoods...will quickly become inconceivably easy https://www.theatlantic.com/magazine/archive/2022/05/social-media-democracy-trust-babel/629369/