terça-feira, 19 de julho de 2022

A informação enviesada do jornal Público sobre as taxas de desemprego de recém-licenciados por tipo de curso

 

O jornal Público analisou muito recentemente as estatísticas de desemprego de recém-licenciados que foram recentemente disponibilizadas no portal Infocursos. Na sequência dessa análise (infelizmente) acharam boa ideia divulgar uma lista de 37 cursos que não tem "nenhum aluno recém-licenciado inscrito no IEFP". 

Trata-se porém de uma informação que possui pouco interesse e que permite poucas extrapolações pela simples razão que desde logo não é possível comparar cursos que formam 20 alunos por ano com cursos que formam 200 alunos por ano. Olhando para lista do jornal Público, somos por exemplo levados a crer que o curso de Música, variante de Jazz (!!!) do Politécnico de Lisboa é um caso de sucesso em termos de empregabilidade, somente porque aparece na referida lista, mas por exemplo muitos cursos de engenharia não o são, porque não aparecem na mesma lista. Pelo que somente a lista relativa aos cursos com maior taxa de desemprego fornece informação minimamente útil. 

E de facto se olharmos para os 40 cursos com a maior taxa de desemprego de recém licenciados constata-se que há 7 cursos de universidades públicas, 12 cursos de universidades privadas, 19 cursos de politécnicos públicos e 2 cursos de politécnicos privados. Turismo e Gestão são os dois cursos com mais recém-licenciados desempregados. Conclui-se também que não há nenhum curso de engenharia no Top 40 dos cursos com mais recém licenciados desempregados. 

Declaração de interesses - Declaro que partilho da opinião que vi escrita em 2021 num jornal asiático, sobre o facto dos engenheiros serem uma "raça especial", não só porque fazem muito mais falta do que os advogados (Presidente do Santander dixit) mas por conta da importância da sua formação (direcionada para a resolução de problemas em moldes que a neurociência recentemente explicou) que é especialmente importante à luz do principio da utilidade, o qual foi mencionado no post https://pacheco-torgal.blogspot.com/2021/11/ronaldo-versus-attenborough.html neste contexto vide abaixo a lista dos 14 grandes desafios da engenharia a nível mundial, que mostram bem a importância crucial desta área:

* Make solar energy affordable.
* Provide energy from fusion.
* Develop carbon sequestration methods.
* Manage the nitrogen cycle.
* Provide access to clean water.
* Restore and improve urban infrastructure.
* Advance health informatics.
* Engineer better medicines.
* Reverse-engineer the brain.
* Prevent nuclear terror.
* Secure cyberspace.
* Enhance virtual reality.
* Advance personalized learning.
* Engineer the tools for scientific discovery

http://www.engineeringchallenges.org/File.aspx?id=11574&v=34765dff

segunda-feira, 18 de julho de 2022

Socialista diz que Portugueses têm de deixar de ser parasitas


Uma conhecida militante socialista (foto acima) que andou mais de 20 anos na politica e depois foi fazer uma perninha (muito bem paga) como Administradora no Banco de Portugal e desde 2019 anda outra vez na politica, com o modesto salário de deputada europeia, vem hoje dizer no jornal Público que os Portugueses tem de se libertar da dependência dos fundos europeus, que é quase o mesmo que dizer que os Portugueses tem de deixar de parasitar o dinheiro dos outros países europeus. 

E quando será que a nossa classe politica deixa de parasitar os impostos pagos pelos Portugueses e que utilizam para sustentar boys e girls com vencimentos de quase 3000 euros/mês e também para sustentar infames subvenções vitalícias, as tais subvenções que permitem que o Armando Vara receba uma pensão de 8551 euros/mês, sendo 3961 euros correspondentes aos descontos que efectuou e 4590 euros respeitantes à subvenção vitalícia? É por isso caso para dizer, quem bem prega Frei Tomás (leia-se a freira Tomasina) faz o que ela diz não faças o que ela e os seus amigos socialistas fazem

Aposto que milhões de Portugueses não se importariam nada de trocar a tal "dependência dos fundos europeus" por uma carreira de dezenas de anos na politica complementada com uma perninha na Administração do Banco de Portugal. Eu pessoalmente não me importava nada de ter uma pensão de reforma que fosse apenas 33% da gorda pensão que a descarada senhora irá receber. 

Declaração de interesses - Declaro que em tempos escrevi coisas pouco simpáticas sobre o Banco de Portugal https://pacheco-torgal.blogspot.com/2020/06/infames-luxos-salariais.html

PS - De certeza absoluta que a referida socialista ainda não deve ter aconselhado o Sr. José Sócrates a libertar-se da anormal e excessiva dependência de "fotocópias" do amigo Santos Silva 

Uma dissertação que merece ser analisada por um juiz que analise as várias e peculiares semelhanças relativamente a um livro do qual sou primeiro autor



Reproduzo abaixo quatro exemplos, onde se comparam textos de um livro do qual sou primeiro autor (ISBN 978-972-8600-22-8) o qual desde o ano passado passou a ser de leitura obrigatória na unidade curricular de "Construção Circular", do curso de engenharia civil da universidade do Porto e também de uma dissertação, que foi aprovada na Escola Superior de Tecnologia do Instituto Politécnico de Castelo Branco, de título: "Análise da sustentabilidade dos materiais de construção:Definição de uma matriz de avaliação". A composição do júri da defesa da referida dissertação é apresentada no final deste post. 

Abaixo reproduzo também o link para um interessante ficheiro contendo os vários emails, nos quais fiz a denúncia deste caso bizarro ao Presidente do Conselho Técnico-Científico da Escola Superior de Tecnologia do Politécnico de Castelo Branco, o doutor Arlindo Ferreira da Silva. O primeiro email com data de 5 de Novembro de 2021, que ficou sem resposta, o segundo email em 13 de Julho de 2022, também ficou sem resposta, e a terceira denúncia em 17 de Julho de 2022, a que ele finalmente se dignou responder em 19 de Julho de 2022  https://drive.google.com/file/d/1K_ZLJnECX4o9TS0YzY9ZcJS1T-rhBYCL/view?usp=sharing


Exemplo 1 
Abaixo texto do livro do qual sou primeiro autor:
As categorias de impactos ambientais correntemente utilizados para as ACV, podem abranger as seguintes:
·         Consumo de recursos não renováveis;
·         Consumo de água;
·         Potencial de aquecimento global;
·         Potencial de redução da camada de ozono;
·         Potencial de eutrofização;
·         Potencial de acidificação;
·         Potencial de formação de smog;
·         Toxicidade humana;
·         Toxicidade ecológica;
·         Produção de resíduos;
·         Uso de terra;
·         Poluição do ar;
·         Alteração de habitats

Contudo não é líquido que a importância de cada categoria seja a mesma, sendo compreensível que cada uma esteja dependente da realidade ambiental de cada país. A título de exemplo um produto que consuma uma elevada quantidade de água, constitui um elevado impacto ambiental num país bastante árido, mas já o mesmo não sucede se o produto for produzido no Norte da Europa.

Abaixo texto na página 13 da Dissertação aprovada no IPCB
As categorias de impactos ambientais usualmente utilizadas neste tipo de análise podem ser:
·         Consumo de recursos não renováveis;
·         Consumo de água;
·         Potencial de aquecimento global;
·         Potencial de redução da camada de ozono;
·         Potencial de eutrofização;
·         Potencial de acidificação;
·         Potencial de formação de smog;
·         Toxicidade humana;
·         Toxicidade ecológica;
·         Produção de resíduos;
·         Uso de terra;
·         Poluição do ar;
·         Alteração de habitats
 
Mas, dependendo do local onde a análise é efectuada, a ponderação associada a cada uma destas categorias pode variar, por exemplo, num país onde a água é um recurso escasso, o impacto ambiental associada à categoria “consumo de água” será naturalmente maior do que num país onde este recurso seja abundante.
 

Exemplo 2:
Abaixo texto do livro do qual sou primeiro autor:
padecem de algumas incertezas. De facto não é possível saber se a emissão de 1 tonelada de dióxido de enxofre é mais poluente que a emissão de 3 toneladas de dióxido de carbono ou se a poluição da água é mais gravosa que a poluição do ar
Abaixo texto na página 18 da Dissertação aprovada no IPCB
Existe um grau de incerteza associado, pois não é possível saber se 1 tonelada de dióxido de enxofre é mais poluente que a emissão de 3 toneladas de dióxido de carbono, ou se a poluição da água é mais gravosa que a poluição do ar 

Exemplo 3:

Abaixo texto do livro do qual sou primeiro autor
importante reconhecer que não existem matérias-primas inesgotáveis, não é evidente que esteja comprovado que a duração das mesmas seja a apontada por alguns autores,
Abaixo texto na página 19 da Dissertação aprovada no IPCB
extração de matérias primas, recursos esses que não são inesgotáveis. Apesar de não ser consensual a duração prevista para as reservas, 


Exemplo 4:
Abaixo texto do livro do qual sou primeiro autor:
O programa...é produzido pela U.S. Environmental Protection Agency e disponibilizado de forma gratuita a qualquer potencial utilizador...O programa apresenta no entanto uma limitação decorrente das bases de dados utilizarem valores relativos a produtos produzidos nos EUA
Abaixo texto na página 62 da Dissertação aprovada no IPCB:
Este programa apresenta como vantagem o fato de ser facilmente acedido através da internet, no entanto tem a desvantagem de as bases de dados utilizarem valores relativos a produtos produzidos nos Estados Unidos da America


Composição do júri da avaliação da dissertação de mestrado: 
Presidente: 
Doutora Cristina Calmeiro dos Santos
Vogais: 
Doutor Raimundo Mendes da Silva
Doutora Maria Constança Simões Rigueiro
Doutora Ana Teresa Vaz Ferreira Ramos