quinta-feira, 25 de agosto de 2022

Transformar um péssimo resultado obtido num ranking da treta num auto-elogio que merece o Óscar da falta de vergonha

 

Já se sabia que neste país, talvez para não destoar do optimismo radical e não raras vezes alucinado dos membros deste Governo (que até conseguem o milagre de descobrir aspectos positivos em desgraças, como foi a desgraça do incêndio no Parque Natural da Serra da Estrela) havia jornalistas que evitavam olhar para os aspectos negativos da classificação de universidades Portuguesas em rankings de elevado prestigio, o que eu não sabia era que até havia jornalistas que acriticamente (e de modo quase acéfalo) se limitavam a fazer copy/paste de comunicados de instituições de ensino superior (de cujo Conselho Geral faz parte o catedrático Taborda Barata da UBI, o Catedrático José Tribolet do Técnico mas também gente deste calibre), as quais tentam fazer passar como sendo coisa altamente meritória, um resultado péssimo obtido num ranking da treta, como hoje mesmo dá conta a "notícia" publicada aqui. https://www.reconquista.pt/articles/unirank-ipcb-entre-os-melhores-classificados-do-pais

Comentários sobre o referido ranking da treta, podem encontrar-se no final deste post, porém mesmo que no limite se admitisse que este ranking valia mais do que um caracol, então uma simples ordenação das instituições de ensino superior Portuguesas, por ordem decrescente do  número daquelas que obtiveram classificações máximas num maior número de critérios, a partir do ficheiro onde se encontram 1140 instituições (e onde bizarramente até foram colocadas universidades sem quaisquer dados, o que mostra bem o "rigor" do Multirank) permitiria estabelecer o muito esclarecedor ranking que abaixo se apresenta, onde, pasme-se, a Universidade do Porto aparece ao mesmo nível do Politécnico de Viana do Castelo e da Escola de Educação Paula Frassinetti (o que prova sem qualquer margem para dúvida que se trata de um ranking da treta, para não dizer coisa pior) e onde curiosa e espantosamente a tal instituição que foi mencionada no parágrafo anterior (e que merece o Óscar da falta de vergonha) aparece com um desempenho nulo, mas que ainda assim conseguiu descobrir elevado mérito no zero.  

ULisboa........................................5 classificações de nível A

IPBragança..................................4
UNova..........................................4
UMinho........................................4
ISCTE..........................................3
UAveiro........................................3
UCoimbra.....................................2
UCatólica......................................2
UALG...........................................2
UFPessoa.....................................2
UMaia...........................................2
IPol Viana Castelo.......................2
UPorto..........................................2
E. Sup. Edu.Paula Frassinetti ......2
ULusofona.....................................2
UTAD............................................1
IPolPortalegre...............................1
UAberta.........................................1
ULusofona Porto...........................1
IPolCoimbra..................................1
IPolLisboa....................................1
ISAG ............................................1
IPolit Maia ...................................1
ISMAT..........................................1
UBI...............................................0
IPol Leiria.....................................0
IPolCBranco.................................0

 

Para quem não saiba, convém esclarecer que o Multirank, é uma iniciativa de chico-espertos (leia-se gente com excesso do gene da mediocridade), que acharam ser boa ideia inventar um ranking, baseado em critérios da treta, que devem muito pouco e em muitos casos nada ao mérito (onde os prémios Nobel, valem rigorosamente zero) para dessa forma tentar diminuir a incontestada supremacia Americana na área da ciência e do ensino superior. Quem o afirmou, sem papas na língua, foi um antigo Ministro do Ensino Superior e da Ciência do Reino Unido, que é actualmente responsável pela Agência Espacial daquele país. 

Como resultado dessa chico-espertice, vemos no ranking de 2022 instituições como a universidade Taras Shevchenko ou a universidade de Kharkiv em posição superior às conhecidas universidades de Maastricht e de Amesterdão, vemos também que a universidade de Toulouse e a escola superior Telecom Paris Tech aparecem com um maior número de classificações máximas do que a universidade de Oxford, o Imperial College ou a universidade de Cambridge, que é algo que até pode ser adorado por Franceses medíocres e também sem dúvida por igualmente medíocres Portugueses responsáveis por instituições de ensino superior públicas, mas que em nada contribuirá para ajudar Portugal a fugir da mediocridade (e da pobreza) a que foi condenado por uma classe politica parasita, que é de longe a primeira responsável pelo facto de na última década quase 1 milhão de Portugueses terem sido forçados a deixarem o país onde nasceram (quase 500.000 desde que António Costa se tornou Primeiro-Ministro), para irem contribuir para a riqueza de países onde não se promove a mediocridade e onde o lugar de políticos parasitas é na cadeia.

PS - É importante realçar que nem todos os Franceses são medíocres e se renderam à auto-satisfação (masturbatória) que é o deplorável Multirank, felizmente que houve naquele país quem percebesse que o combate à supremacia das melhores universidades Americanas, se faz no ranking Shanghai, o único, que tem como um dos seus critérios, os prémios Nobel, que são apenas a mais importante distinção científica a nível mundial https://pacheco-torgal.blogspot.com/2020/09/the-economistcomo-franca-criou-uma.html

segunda-feira, 22 de agosto de 2022

Quais são as universidades e Politécnicos públicos com mais culpas pela irrelevância científica de Portugal


Na sequência do post anterior, do dia 7 de Agosto, onde apareceu o nome de quase 60 catedráticos, que ao longo de toda a sua carreira foram incapazes de produzir um único artigo que recebesse pelo menos 150 citações na base Scopus e na sequência também do post da semana passada sobre o fraco desempenho de Portugal, no período 2012-2020, em termos de publicações que tenham recebido pelo menos 300 citações, apresenta-se abaixo o desempenho das instituições de ensino superior públicas, relativamente a essa métrica. 

1 - ULisboa...............222 pub. que receberam mais de 300 citações na Scopus (2012-2020)
2 - UPorto.................220
3 - UCoimbra..............87   
4 - UMinho..................68   
5 - UAveiro.................59
6 - UNova...................57  
7 - UÉvora..................17    
8 - UBI........................16       
9 - UAberta.................13     
10 - UALG...................11  
11 - IPol.Porto.............10   
12 - UTAD...................10           
13 - IPol.Bragança........8     
14 - UMadeira...............8
15 - UAçores.................4 
16 - ISCTE....................4  
17 - IPol.Beja................2.
18 - IPol.Viana C..........2 
19 - IPol.Setubal...........2
20 - IPol.Leiria............. 2 
21 - IPol.Coimbra.........2 
22 - IPol.Lisboa............2   
23 - IPol.Guarda..........1       
24 - IPol.Santarém.......1  
25 - IPCA.....................1
26 - IPol.Viseu.............1
27 - IPol.Tomar.............0
28 - IPolPortalegre.......0  
29 - IPol.C.Branco........0

A primeira conclusão que se pode extrair da lista supra é a relativa à existência de três instituições de ensino superior, que no seu conjunto representam centenas de docentes, que entre 2012 e 2020 não foram capaz de produzir uma única publicação relevante, que tivesse recebido 300 citações. Relativamente às outras instituições, que contribuíram para evitar que a irrelevância científica de Portugal fosse pior do que já é, muito mais importante do que calcular o rácio de publicações por docente ETI, seria calcular o rácio de publicações pelos milhões de euros que cada uma delas recebeu do orçamento de estado. 

Desde logo porque é manifestamente evidente que houve algumas, no topo da lista, que produziram bastante menos do que seria expectável, tendo em conta que receberam bastante mais dinheiro da FCT do que outras universidades, como é por exemplo o caso da universidade a que pertence a Ministra da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, que tem 16 unidades de investigação que recebem cada uma mais de 1,5 milhões de euros, um número que representa o dobro das unidades da Universidade de Coimbra nas mesmas condições, quase o triplo das existentes na Universidade do Minho e mais do triplo das que existem na Universidade de Aveiro.

PS - É importante ter presente, para efeitos comparativos, que por exemplo a Universidade de Atenas, que possui uma dimensão similar à universidade de Lisboa, e pertence a um país indiscutivelmente mais pobre do que Portugal, que entre 2012 e 2020, foi capaz de produzir 270 publicações, que receberam pelo menos 300 citações na base Scopus, o que desde logo significa, que se a comparação fosse feita relativamente a uma universidade de um país mais rico do que o nosso o resultado seria ainda mais desfavorável para Portugal. Como bem se percebe, por exemplo, pelas 462 publicações da universidade de Barcelona, as 727 do ETH Zurich ou as 1824 publicações (altamente citadas) da universidade de Stanford. É evidente porém que naquelas universidades, ao contrário do que abundantemente sucede em Portugal, não há catedráticos que ao longo da sua carreira, tenham sido incapazes sequer de produzir um único artigo que tivesse recebido 150 citações na base Scopus. 

sábado, 20 de agosto de 2022

A grande prioridade do socialismo Português é enriquecer socialistas, especialmente aqueles que têm diplomas académicos anulados


Aquele que é sem dúvida o jornalista mais odiado pelos socialistas deste país (José António Cerejo, um jornalista que não faz fretes, como o fazem muitos jornalistas cujo sonho é serem convidados para assessores do Governo) acaba de fazer mais um artigo, que sem dúvida irá aumentar ainda mais o ódio de que já é alvo, artigo esse onde revela que o felizardo Português que acaba de ser nomeado para um lugar de Administrador num Hospital, é alguém cuja licenciatura foi anulada, porque a mesma tinha sido obtida, com aproveitamento automático a nada menos do que 32 disciplinas, sem necessitar de fazer prova dos seus conhecimentos relativamente aos conteúdos dessas disciplinas https://www.publico.pt/2022/08/19/politica/noticia/excomandante-proteccao-civil-licenciatura-polemica-nomeado-administracao-hospital-castelo-branco-2017575

E se o critério de nomeação não foram as habilitações académicas, porque nesse caso a escolha teria recaído num candidato doutorado ou no mínimo habilitado com o grau de mestre, até porque há bastantes inscritos nos centros de emprego, então deve ter sido um outro, que mais nenhum outro candidato neste país possui. E pela leitura do conteúdo do artigo do jornal Público, só me ocorre um critério, aquele relativo ao facto do nomeado ter sido secretário pessoal do famoso dinossauro socialista, Joaquim Morão (foto acima), quando aquele esteve à frente da Câmara de Idanha-a-Nova, trata-se do mesmo Morão que há 30 anos está à frente da Misericórdia de Idanha-a-Nova, que em Abril deste ano teve direito a um interessante artigo pelo mesmo jornalista José António Cerejo  https://19-pacheco-torgal-19.blogspot.com/2022/04/a-mulher-de-um-famoso-ex-presidente-de.html

Por uma estranha coincidência, durante o anterior Governo socialista também acharam boa ideia escolher para um lugar de assessor, com direito a um vencimento de quase 4000 euros/mêsum socialista cujo doutoramento foi anulado por plágio  https://pacheco-torgal.blogspot.com/2021/01/3700-eurosmes-para-o-assessor-que.html

E porque é que será que na França, criar um emprego fictício para um familiar, dá direito a uma pena de cadeia efectiva, como aconteceu recentemente com o ex-Primeiro-Ministro daquele país, François Fillon, que arranjou um emprego para a mulher e em Portugal nomear alguém com uma licenciatura ou um doutoramento anulado é perfeitamente legal ? Será que a explicação para a diferença de tratamento se prende com o facto da França ser uma democracia, onde metem políticos na cadeia, mesmo aqueles que ocuparam o cargo de Primeiro-Ministro, e Portugal ser uma cleptocracia (segundo o catedrático Nuno Garoupa) ou mesmo uma corruptocracia ?