sexta-feira, 9 de junho de 2023

Conhecido Catedrático de Direito de Coimbra equipara advogados a taxistas


Parece que alguns advogados não gostaram, que ontem um conhecido catedrático jubilado da universidade de Coimbra os tenha equiparado a taxistas, num post onde mostrou de forma muito clara que sobre algumas leis, muito ironicamente a Ordem dos Advogados (foto da actual Bastonária/Sindicalista acima) parece afinal saber muito pouco, já que nem sequer mostrar sabe quais são as circunstâncias em que se efectivamente pode aplicar o direito de resistência https://causa-nossa.blogspot.com/2023/06/corporativismo-43-o-gremio-dos-advogados.html

Contudo não tem aqueles qualquer razão na sua lamentação, porque serem equiparados a taxistas é afinal um grande elogio (e ao mesmo tempo um desprestigio para os taxistas), porque se é verdade que alguns Portugueses já foram vitimas da ganância de alguns taxistas (uma percentagem que deve ser inferior a 0.1%) também não é menos verdade que um número muitíssimo maior de Portugueses, milhões, já foram prejudicados pela acção de muitos advogados, que já deviam ter sido proibidos de exercer essa profissão e infelizmente só ainda não o foram porque a referida Ordem dos Advogados não consegue (como era suposto) dar resposta a milhares de processos disciplinares atrasados, mas principalmente pela acçáo altamente lesiva dos advogados-deputados, que aprovaram leis que contribuem para a impunidade dos corruptos, que há muito empobrecem este país https://19-pacheco-torgal-19.blogspot.com/2022/02/revista-sabado-revela-como-mais-uma-vez.html

E sobre leis altamente lesivas aprovadas pelos advogados-deputados, é pertinente relembrar aquilo que esta semana aparece escrito na página 41 da última edição da revista Sábado, pelo corajoso Director Geral Adjunto Eduardo Dâmaso, não só sobre deputados que prometiam fazer leis à medida "Por 200 mil contos faço a lei à medida do seu projecto" mas também sobre a incompetente redacção da lei sobre tráfico de influências, que afirma ele "tornou impossível a investigação de qualquer caso".

PS - A Bastonária/Sindicalista da Ordem dos Advogados, é a mesma que disse sem se rir, que 35.000 advogados não é um número excessivo para um país de 10 milhões (um rácio de 350 advogados/cem mil pessoas) muito embora os ricos países do Norte da Europa, possuam muito menos advogados do que Portugal (a Finlândia possui 4 vezes menos e a Suécia possui 5 vezes menos por cada cem mil pessoas). E o excesso de advogados em Portugal não é certamente alheio ao facto do nosso país ser, como ontem se ficou novamente a saber, um dos países europeus onde os processos em tribunal demoram mais tempo, pois como é sabido quantos mais recursos os advogados interpuserem mais recebem, só os advogados do Isaltino Morais apresentaram 44 recursos, pelos quais aquele pagou mais de 100.000 euros só em taxas de justiça, significando isso que ele terá gasto muitíssimo mais com os seus advogados. Também de certeza que a Bastonária/Sindicalista nunca deve ter ouvido falar de um catedrático de economia da universidade do Texas (doutorado pelo MIT), que analisou a evolução do PIB de 54 países durante 25 anos, e concluiu que há um aumento do PIB com o aumento do número de advogados até ao valor de 23 advogados por cada mil trabalhadores de serviços (white collar workers) porém quando o número de advogados excede esse valor óptimo o excesso de advogados passa a contribuir para o empobrecimento desse país. https://www.cambridge.org/core/journals/law-and-social-inquiry/article/abs/optimum-number-of-lawyers-a-reply-to-epp/B40D7615EB95D49E29E2D435282BCAB0

quinta-feira, 8 de junho de 2023

O inferno de que o diabo gosta...e pelos vistos os urbanitas Portugueses também


A revista Visão desta semana aposta acertadamente em cavalgar o "diabo" que brevemente nos trará temperaturas de 50 ºC. É um tema premente mas que bem vistas as coisas está longe de ser uma originalidade, pois a última edição da conhecida revista The Economist, publicada na passada Sexta-Feira, trazia um artigo precisamente sobre o facto das temperaturas de 50 ºC irem passar a ser frequentes na zona Mediterrânica https://www.economist.com/science-and-technology/2023/06/01/temperatures-of-50degc-will-become-much-more-common-around-the-mediterranean

Artigo esse que se segue a outros artigos, sobre o mesmo inferno, que foram publicados em edições recentes da mesma revista The Economist e que eu mencionei aqui https://19-pacheco-torgal-19.blogspot.com/2023/05/o-diabo-pode-ainda-nao-ter-chegado-mas.html  Aquilo que porém o artigo da revista Visão não diz, é que se é verdade que um corpo humano saudável consegue sobreviver a uma temperatura limite superior a 45 ºC, em baixas condições de humidade relativa do ar-HR, por conta do mecanismo de arrefecimento natural, associado à evaporação do suor, no entanto para elevadas condições de HR, o facto é que o mesmo corpo só consegue suportar temperaturas inferiores a 31 ºC, como se ficou a saber num estudo publicado na revista científica Journal of Applied Physiology https://19-pacheco-torgal-19.blogspot.com/2022/03/a-antecipacao-de-um-quase-inferno-e-um_27.html

PS - No contexto supra, entendo pertinente recordar aquilo que em Julho de 2021 escrevi num post com o título "Os urbanitas que pagam em excesso para viverem num forno"  https://pacheco-torgal.blogspot.com/2021/07/os-urbanitas-que-pagam-em-excesso-para.html

quarta-feira, 7 de junho de 2023

The Economist - A very competitive Western economy based on heavily drugged workers ?


Among the many interesting articles that were part of the penultimate issue of The Economist, there was not only the one on page 67, which aimed to answer the question "What would humans do in a world of super-AI?" that I mentioned in a recent post here https://pachecotorgal.com/2023/06/04/chatgpt-helps-cut-billions-in-healthcare-costs/

There was also another interesting article on page 69, where it is noted that the shortage of the neuro stimulant drug Adderall (which by the way is banned in several countries because it is  highly addictive), may be associated with a drop in productivity in the United States https://www.economist.com/finance-and-economics/2023/05/25/what-performance-enhancing-stimulants-mean-for-economic-growth

An explanatory hypothesis could be the high pressure from employers in that country, which last year had already merited another article in the same The Economist (June 8th edition), due to the fact that they even "advised" employees to take psychedelic drugs to boost creativity https://19-pacheco-torgal-19.blogspot.com/2022/06/os-patroes-que-aconselham-os-empregados.html