quinta-feira, 15 de junho de 2023

Um agradecimento muitíssimo insuficiente

 

O implacável Director-geral Adjunto Eduardo Dâmaso, é hoje autor de um artigo na revista Sábado, com o título "A omertá dos poderosos", onde escreve que o jornalismo e a sociedade civil deste país, não agradeceram o suficiente a pessoas como Paulo Morais e o professor Jónatas Machado. 

O primeiro pela imensa coragem "na denúncia dos abusos de muitos poderes". E o segundo por enquanto Director do Centro de Direitos Humanos, ser pioneiro do combate contra processos judiciais, "que apenas visam silenciar e punir os cidadãos que denunciam injustiças". 

PS - Pela parte que me toca, recordo que por diversas vezes elogiei o Paulo de Morais, como por exemplo aqui https://pacheco-torgal.blogspot.com/2021/01/o-campeao-da-democracia-ataca-novamente.html

ChatGPT: Diabo ou anjo da guarda ?

 


Na sequência do post supra de 10 de Junho, sobre os países que já produziram mais publicações sobre o ChatGPT, indexadas na Scopus, área onde Portugal apresenta um desempenho decepcionante, abaixo do Camboja, do Paquistão e da Nigéria, sou a divulgar uma das últimas dessas publicações, com o curioso título "What if the devil is my guardian angel: ChatGPT as a case study of using chatbots in education", de investigadores de vários países e que foi publicado na revista Smart Learning Environments. https://slejournal.springeropen.com/articles/10.1186/s40561-023-00237-x#Sec32  Artigo esse do qual entendo pertinente reproduzir abaixo a figura 7, do mesmo, que mostra a resposta do ChatGPT, quando solicitado para criar um teste de física, com 10 questões, para um aluno do 8º ano: 



terça-feira, 13 de junho de 2023

Será que o omnisciente ChatGPT consegue projectar um betão contendo agregados reciclados capaz de durar 1000 anos ?



A segunda edição do livro mencionado no link acima, foi concluída hoje. Agora que os capítulos estão entregues, resta esperar que a Elsevier trate dos passos que faltam para que daqui a poucos meses esta nova edição seja publicada. 

Embora haja muitas pessoas que não fazem a mínima ideia que o betão, é o material mais utilizado no Planeta Terra, o facto é que há muitas infra-estruturas executadas com aquele material que se degradam prematuramente (por razões várias que extravasam o âmbito deste post) necessitando por isso de obras de reparação (e ou reabilitação) que constituem o âmbito do referido livro. Quando essas obras não acontecem o resultado é infelizmente aquele que se viu na Itália com o colapso da ponte Morandi, que matou 43 pessoas https://www.publico.pt/2022/07/07/mundo/noticia/evitavel-pergunta-colapso-ponte-morandi-comeca-resposta-2012625

Porém a parte mais interessante deste post prende-se com a pergunta que fiz ao ChatGPT e que reproduzo: "Pretendo saber saber qual a composição de um betão, à base de agregados reciclados, com uma resistência à compressão de 100 MPa, ao fim de  28 dias de cura, que estará sujeito durante esses 28 dias a uma temperatura de 2 graus celsius negativos e que exposto a condições quimicamente agressivas, terá uma vida útil de 1000 anos"

Reproduzo abaixo a resposta do ChatGPT, merecendo destaque naquela, a parte que sublinhei a cor amarela, que mostra que a engenharia civil (ainda) continua a salvo da força bruta do referido modelo de inteligência artificial, o mesmo que já anda a fazer (muitos) estragos em muitas outras áreas.

Resta do ChatGPT: Para obter um betão com uma resistência à compressão de 100 MPa, utilizando agregados reciclados e com durabilidade de 1000 anos, é necessário considerar cuidadosamente a seleção dos materiais e a formulação da mistura. Aqui está uma sugestão de composição:
  1. Cimento: Utilize um cimento de alta resistência, como o cimento Portland de classe 52,5 ou um cimento com adições pozolânicas, como a cinza volante ou sílica ativa. Esses tipos de cimento são conhecidos por proporcionar resistência superior.

  2. Agregados: Utilize agregados reciclados de alta qualidade e durabilidade, que sejam resistentes às condições químicas agressivas. Certifique-se de que os agregados reciclados sejam bem processados, limpos e estejam livres de impurezas que possam prejudicar a durabilidade do betão.

  3. Relação água-cimento: Para alcançar uma alta resistência à compressão, é recomendável utilizar uma relação água-cimento baixa, normalmente entre 0,25 e 0,35. Essa proporção reduzirá a porosidade e melhorará a resistência do betão.

  4. Aditivos: Adicione aditivos que melhorem a resistência química e a durabilidade do betão. Por exemplo, aditivos plastificantes de alta resistência, aditivos redutores de permeabilidade e aditivos impermeabilizantes podem ser utilizados para aumentar a durabilidade e a resistência às condições químicas agressivas.

  5. Cura: É fundamental realizar uma cura adequada para maximizar a resistência e a durabilidade do betão. Certifique-se de seguir um regime de cura apropriado, considerando a temperatura de -2 graus Celsius. Isso pode incluir o uso de isolamento térmico e coberturas para proteger o betão do congelamento durante o período de cura.

É importante ressaltar que a obtenção de uma resistência à compressão de 100 MPa e uma vida útil de 1000 anos é um desafio significativo. Portanto, é recomendável consultar especialistas em betão, engenheiros civis e realizar testes de laboratório para otimizar a composição e garantir a durabilidade desejada.