segunda-feira, 7 de agosto de 2023

To GPT or not GPT?


Still following the previous post about a chatGPT presentation by a Full professor of MIT (link above) check below a paper published today in the journal Computers and Education: Artificial Intelligence
I found the part that compares ChatGPT and Wikipedia to be especially interesting: "And here Wikipedia has a key advantage over ChatGPT: the power of citations. Wikipedia articles must cite all claims and hyperlink to sources for each claim. Articles that do not follow these rules display an advisory note to readers that the claims are under-cited. The citations are vital because they provide primary-source documentation to which readers can link if they wish to learn more. This feature is lacking in ChatGPT, which can provide a skeletal bibliography if asked (formatted in the style of users' choosing), but which generally does not cite sources within its responses" https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S2666920X23000395#sec2

In this context, it is worth remembering the paper "ChatGPT and the potential growing of ghost bibliographic references" recently published in Scientometrics which warns against references to non-existent papers https://link.springer.com/article/10.1007/s11192-023-04804-4

PS - I asked ChatGPT to criticize the article published in the journal Computers and Education and got the following reply: 

"The text is quite dense and could be difficult for some readers to follow due to its extensive use of complex language and intricate sentence structures. The author should consider simplifying certain passages to enhance readability and comprehension.
Lack of Counterarguments: While the author acknowledges potential concerns and challenges posed by ChatGPT, the text largely focuses on the positive aspects and ways to utilize the technology effectively. It would be more balanced to include more detailed discussions of potential drawbacks, such as overreliance on AI, potential bias in AI-generated content, and the potential for devaluing human skills.
Analogies and Comparisons: The extensive use of analogies, particularly the calculator analogy, can sometimes oversimplify complex issues related to AI integration. The text could benefit from more nuanced explanations that consider the unique nature of AI technology and its implications for education.
Limited Discussion on Ethical Considerations: While the author briefly touches on concerns about AI-generated misinformation and bias, a more thorough exploration of ethical considerations is warranted. This could include discussions on responsible AI usage, transparency in AI algorithms, and potential consequences of delegating critical thinking to AI tools.
Practical Implementation: The text outlines potential ways to incorporate ChatGPT into educational settings, but lacks practical examples and real-world case studies. Including concrete scenarios and success stories would enhance the text's applicability and relevance.
Overemphasis on ChatGPT Limitations: While the author discusses some limitations of ChatGPT, such as its inability to fully comprehend texts or accurately generate certain content, the text might appear overly critical of AI's current capabilities. It's important to recognize that AI technology is rapidly evolving and improving over time.
Addressing Technological Changes: The text acknowledges that AI's impact on job markets will be gradual, but does not delve deeply into the strategies educators and institutions can employ to adapt to these changes and prepare students for an AI-driven future"

sábado, 5 de agosto de 2023

Mais um concurso para um lugar de professor catedrático que exige um h-index mínimo igual ou superior a 15

 

A universidade do Minho acaba de anunciar um concurso para um lugar de Catedrático da área científica de engenharia civil (Edital nº 1434/2023 de 2 de Agosto) onde se exige: 
"Evidência da relevância do trabalho na comunidade científica, expressa por um h -index (sem -auto citações) igual ou superior a 15 (nas bases de dados Scopus ou Web of Science)"

Curiosa e coincidentemente, em 19 de Dezembro de 2022, já tinha divulgado um concurso para um lugar de catedrático de engenharia civil, na universidade de Lisboa, onde também era exigido um h-índex mínimo de 15 na base Scopus. Fi-lo num post onde lembrei, que uma análise bibliométrica, que levei a cabo, sobre uma amostra de largas dezenas de professores, associados e catedráticos (124-cento e vinte e quatro), da mesma área científica, apurou um h-index=15, para o subgrupo com o melhor desempenho (Top 5%). 

Errado é porém admitir que de repente, no Ano da Graça de 2023, a Academia, ou pelo menos esta área científica em particular (que apesar de receber muito menos dinheiro do OE do que outras áreas ainda assim consegue ser uma mais competitivas de Portugal) se tornou tão exigente, ao ponto de definir como um requisito mínimo o mesmo valor de h-index dos professores associados e catedráticos, com o melhor desempenho. 

A verdade é que a tal supracitada análise bibliométrica, foi efectuada há quase uma década atrás, https://repositorium.sdum.uminho.pt/handle/1822/30767 pelo que tendo em conta o valor do rácio h-index/ano, que foi uma das métricas apuradas na altura (tanto para associados como para catedráticos), multiplicado pelos anos que decorreram entretanto, significa que o valor actualizado desagregado, resulta num h-index=21 para os melhores associados e num h-index=27 para os melhores catedráticos desta área científica.  O que significa assim que o h-index mínimo=15, exigível neste concurso (e também no outro anterior da universidade de Lisboa) é afinal inferior ao h-index do grupo dos melhores professores associados. 

Questão diferente mas não menos pertinente é a aquela que se relaciona, com a iniquidade (e consequente violação do principio do mérito consagrado na Constituição da República Portuguesa)  de se exigirem mínimos de h-index aos novos catedráticos, ao mesmo tempo que se faz vista grossa ao facto de haver catedráticos que não possuem esses mínimos. Talvez a dita iniquidade permita perceber melhor porque é que no final do tal post sugeri o "despedimento dos Associados e Catedráticos com um h-índex inferior a 10https://19-pacheco-torgal-19.blogspot.com/2022/12/h-index-minimo-como-condicao-de-acesso.html

PS - Em Outubro de 2021, comentei o facto da universidade do Porto, ter despedido um professor porque aquele mostrou-se incapaz de produzir artigos com credibilidade. Por certo deve ter sido o primeiro a ser despedido de uma universidade pública Portuguesa por essa razão. https://pacheco-torgal.blogspot.com/2021/10/publico-professor-universitario.html Seja como for fica-se com a noção que se ele tivesse produzido 1 artigo com credibilidade não teria sido despedido. Mas será que produzir 1 artigo com credibilidade é suficiente como patamar mínimo da Academia de um país europeu ? Mesmo a condição de despedimento, por mim sugerida, para aqueles professores associados ou catedráticos, que foram incapazes de produzir 10 artigos com credibilidade, não estava sujeita a qualquer limite temporal, significando isso que mesmo que tivessem levado 30 anos para os produzir já estariam a salvo desse despedimento. Pergunto por isso, será exigir muito que um professor universitário de uma universidade de um país europeu consiga produzir 1 artigo credível a cada 3 anos, quando ainda por cima nesse mesmo país há doutorados que apesar de terem produzido muitíssimo mais do que isso, como esta aqui, mesmo assim foram "despedidos"?

terça-feira, 1 de agosto de 2023

Cientistas do depart. de Engenharia Civil do MIT conseguem armazenar energia eléctrica em compósitos à base de cimento


A conhecida revista Science acaba de dar destaque aos resultados de uma investigação de cientistas do MIT, que conseguiram armazenar energia elétrica numa mistura à base de cimento e carbono negro. Os referidos investigadores, que afirmam que uma habitação com um volume de 45m3 de betão nas suas fundações poderia armazenar 10kWh (consumo médio diário de uma família), pretendem em seguida aumentar a escala do estudo por forma a conseguir igualar a capacidade de uma bateria de 12 volts, como aquelas que são utilizadas pelos veículos elétricos. https://www.science.org/content/article/electrified-cement-could-turn-houses-and-roads-nearly-limitless-batteries

Tendo em conta que os investigadores Chineses, são aqueles que não por acaso, possuem em todo o Planeta, o maior número de artigos, sobre o desempenho de compósitos à base de cimento e carbono negro, na vertente da auto-sensibilidade para fins de auto-monitorização (400% a mais do que os EUA, o segundo país desse ranking) não constituirá grande surpresa que utilizem essa massa critica para tentarem ultrapassar os EUA, agora também na parte da capacidade de armazenamento de energia elétrica, em materiais de baixo custo. Quem sabe talvez nessa altura haja em Portugal quem finalmente consiga perceber a extensão da inominável estupidez que se criticou aqui https://19-pacheco-torgal-19.blogspot.com/2023/07/colaboracoes-internacionais-das.html