domingo, 26 de novembro de 2023

A supina tacanhice do Magnífico Reitor

 

https://19-pacheco-torgal-19.blogspot.com/2023/11/troca-de-correspondencia-com-os.html

No dia 14 de Novembro, revelei no post acessível no link supra, o conteúdo de vários emails, incluindo a parte inicial de um email de 2018, onde critiquei o Reitor da universidade de Lisboa, e o seu sonho tacanho de pretender destruir a carreira de investigação, "exercício" no qual fui na altura (inesperadamente) acompanhado pelo próprio Reitor da Universidade Nova. Mas a melhor parte é trazida agora, cinco anos depois, pela revista The Economist, edição de 18-24 Novembro, "The World ahead 2024",  com um artigo nas págs 75-77. 

O artigo em causa compara diversos modelos de financiamento da ciência, de onde destaco um que passa por financiar investigadores durante sete ou mais anos (ao invés de financiar projectos de curta duração) modelo esse que é utililizado no Howard Hughes Medical Institute fundado em 1953 e que produz quase o dobro dos artigos altamente citados, face ao modelo de financiamento clássico e que até já gerou mais de 30 prémios Nobel. O artigo informa que esse sucesso levou a que em 2021, na famosa universidade de Stanford tivesse sido criado um novo instituto de investigação (ARC) que funciona em moldes similares.

E a ciência Portuguesa, já há muito que se sabe, precisa desesperadamente de ganhar um prémio Nobel (o último foi há 74 anos, o que significa, goste-se ou não, que é um símbolo da ditadura Salazarista), e para atingir esse objectivo precisa de cientistas com muitos artigos altamente citados, pois foi à conta desses que a metodologia da firma Clarivate Analytics já conseguiu a proeza de acertar no nome de setenta vencedores de prémios Nobel https://19-pacheco-torgal-19.blogspot.com/2023/03/o-desesperadamente-almejado-novo-nobel.html

The Economist "The World Ahead 2024"__What constitutes the most efficient method for financing scientific endeavors?


Continuing from the earlier discussion (referenced in the link above) advocating for European innovators to prioritize value creation over the traditional emphasis on patents, and delving into the inquiry of scientific fields that deliver "sufficient value for taxpayers' money," it's pertinent to highlight a compelling article featured in a recent The Economist's edition “The World Ahead 2024”.

The article commences by addressing the substantial time investment scientists dedicate to grant applications—revealing, for instance, that Australian researchers collectively spent an astonishing 614 years in a single year pursuing grants. It then proceeds to scrutinize different models of science funding. Notably, the Howard Hughes Medical Institute, established in 1953, stands out, with a model funding researchers rather than projects (generously funded for 7 years or more).

This model produced nearly twice as many highly cited articles compared to the standard funding model and boasts a track record that includes over 30 Nobel prizes. The article underscores the transformative success of this approach, leading to the establishment of a new research institute (ARC) at Stanford University in 2021, which adopts similar principles. 

PS - In the aforementioned context check also the post "New study suggest that prestigious European grants might be biased

sábado, 25 de novembro de 2023

O importante dia 25 de Novembro e a revisitação de uma pergunta fundamental


Com a devida vénia, reproduzo abaixo, as palavras do conhecido António Barreto (que foi Investigador Principal do Instituto de Ciências Sociais até 2008), que no importante dia de hoje, fazem parte do seu artigo na página 5 jornal Público:
"...ao contrário do que se diz hoje em certas instâncias, o 25 de Novembro não é fracturante. Não foi na altura, nem a sua comemoração o é hoje. Pelo contrário, o 25 de Novembro impediu uma fractura radical, violenta e ameaçadora....Salvou a liberdade e a democracia. Permitiu a Constituição e as eleições. Prometeu o pluralismo, que garantiu. Não vingou, não matou, não prendeu, nem proibiu os responsáveis pela deriva autoritária e revolucionária. Sem Novembro, teríamos talvez a ditadura ou uma a guerra civil."

Sobre o contexto supra e atenta a autêntica desgraça, em que ao longo das décadas que se seguiram ao 25 de Novembro, se transformou o nosso país, entendo pertinente revisitar uma pergunta fundamental para o futuro de Portugal, que foi feita pelo mesmo António Barreto, no ano de 2020: "Será que estamos mesmo condenados a ter os mais ilustres corruptos...da Europa...https://pacheco-torgal.blogspot.com/2020/12/uma-pergunta-fundamental.html

A resposta a essa pergunta fundamental chegou, oficialmente, três anos depois, pelas palavras do próprio Presidente do Supremo Tribunal de Justiça, o qual afirmou publicamente ainda antes mesmo do inesperado terremoto do dia 7 de Novembro, que tem a certeza que a "corrupção está instalada" em Portugal. 

A trágica ironia é que nada disto é novo, pois já em 2021 se podia ler no jornal Público que: "Quase 90% dos portugueses acredita que há corrupção no Governo...Na lista dos mais corruptos...estão os deputados da Assembleia da República..."https://pacheco-torgal.blogspot.com/2021/06/quase-90-dos-portugueses-acreditam-que.html

PS - E muito antes disso, já os Portugueses tinham sido obrigados a engolir a afronta, de ter de ouvir o eurodeputado Alemão Sven Giegold, a dizer (sem faltar à verdade ou exagerar), que no que à justiça Portuguesa dizia respeito, o nosso país era assim uma espécie de República das bananas https://pacheco-torgal.blogspot.com/2020/02/eurodeputado-alemao-diz-que-ha-um.html