sábado, 20 de janeiro de 2024

96% das Câmaras Municipais ainda não foram capazes de criar um roteiro para a neutralidade carbónica


Um artigo ontem publicado, informa que 96% das Câmaras Municipais ainda não foram capazes de criar um roteiro para a neutralidade carbónica  e também que 60% das Câmaras Municipais ainda não possuem planos municipais de adaptação às ações climáticas. E isto apesar do prazo legal previsto para a conclusão dos mesmos, estar perto do fim, o que significa desde logo que a maioria da Câmaras não sabem o que é cumprir um prazo. Segundo reza o artigo, o atraso no cumprimento dos requisitos legais é consequência da "falta de recursos humanos qualificados”. https://smart-cities.pt/noticias/so-11-municipios-criaram-roteiro-para-a-neutralidade-carbonica-e-mais-de-metade-nao-tem-plano-climatico-19-01/ 

Talvez se as Câmaras Municipais deste país, dedicassem a esse importante tema a mesma atenção que dedicam à compra de viaturas de luxo (como aquelas três descaradas Câmaras Municipais, que acharam boa ideia desperdiçar o dinheiro dos contribuintes na compra de um Porsche) esse problema já estivesse resolvido há muito. 

Talvez se as Câmaras Municipais deste país, contratassem menos advogados (como a CMLisboa que emprega várias centenas de advogados) e mais técnicos com conhecimentos efectivos sobre a neutralidade carbónica no ambiente urbano, talvez esses planos já estivessem prontos há muito tempo. 

Felizmente porém que há na Academia Portuguesa investigadores, que certamente podem ajudar as Câmaras Municipais nessa tarefa, como por exemplo aqueles da universidade de Coimbra e do Politécnico de Coimbra, que muito recentemente, no dia 14 de Janeiro, foram autores de um artigo, onde se pode ler que pode "ajudar os decisores municipais a planear suas cidades para um futuro sustentável" https://www.mdpi.com/1996-1073/17/2/409

No contexto supra é pertinente divulgar quais são as universidades Portuguesas mais activas no tema das cidades sustentáveis. Assim apresenta-se abaixo o resultado de uma pesquisa, hoje efectuada, na conhecida base de dados Scopus, sobre as universidades com mais publicações científicas relacionadas com cidades sustentáveis. As publicações referidas foram obtidas pela pesquisa das seguintes palavras: (sustainable AND cities), (green AND cities), (resilient AND cities), (green AND infrastructure), (low AND carbon AND cities ), (smart AND cities),  (urban AND sustainability), (urban AND ecology), (urban AND resilience ),(climate-resilient AND cities).

A lista corresponde ao rácio publicações por cada 100 docentes ETI, para aquelas que possuem mais de  200 publicações indexadas sobre cidades sustentáveis-CS, onde se percebe desde logo, que sozinha,  a Universidade de Aveiro fez mais do que as duas universidades de Lisboa juntas:

Universidade de Aveiro...........62 publicações CS por centena de docentes
Universidade do Minho...........40
Universidade do Porto.............30
Universidade de Lisboa...........29
Universidade Nova..................27
Universidade de Coimbra........23

Curiosamente, a universidade do Minho e a universidade de Aveiro, são as duas universidades Portuguesas mais sustentáveis (leia-se com melhor desempenho ambiental)

PS - A pertinência do presente tema está bem patente no artigo que foi publicado na revista The Economist (edição The World Ahead 2024) sobre a urgência da adaptação das cidades às ondas de calor https://19-pacheco-torgal-19.blogspot.com/2023/12/the-economist-qual-o-numero-de-mortos.html

quarta-feira, 17 de janeiro de 2024

O elo comum entre o judeu Elad Kaspin, o palestiniano Khalid Mansour e o português Pacheco Torgal


Hoje o jornal Público contém um interessante artigo sobre uma empresa que produz materiais de construção, à base de fibras vegetais. Nesse artigo fica-se a saber que a referida empresa opera no Baixo Alentejo, dedicando-se à produção de blocos para paredes de edifícios, à base de cal e cânhamo (Cannabis sativa), sendo propriedade de um israelita de nome Elad Kaspin e a um palestiniano Khalid Mansour, que assim contribuem para ajudar Portugal a atingir a conhecida e urgente meta europeia da descarbonização do parque edificado https://www.publico.pt/2024/01/17/local/noticia/partir-alentejo-canhamor-quer-ajudar-descarbonizar-casas-2076860

O meu interesse sobre os materiais de construção, à base de fibras vegetais, iniciou-se há quase 15 anos atrás, com um artigo que se tornou um dos mais citados de sempre da engenharia civil Portuguesa https://pacheco-torgal.blogspot.com/2020/05/engenharia-civilartigos-mais-citados-de.html e que passados todos estes anos, ainda surpreendentemente, continua a receber todos os anos, dezenas de citações de investigadores estrangeiros, aliás só em 2023 e 2024 recebeu sete dezenas de citações. 

Recordo que no passado mês de Novembro, divulguei a minha intenção de submeter à editora Elsevier, duas propostas para duas edições de dois livros. https://19-pacheco-torgal-19.blogspot.com/2023/11/amazon-livros-mais-vendidos.html  Na altura escrevi que esperava que as mesmas fossem aprovadas em Janeiro de 2024 e foi exactamente isso que sucedeu há vários dias atrás, o que significa em primeiro lugar, que mais uma vez, irei contribuir para ajudar o nosso país, numa área (a dos livros selecionados para indexação) onde aquele apresenta um deplorável desempenho internacional (note-se que  nessa área o Reino Unido leva uma vantagem de 240% sobre Portugal mesmo depois de corrigida a diferença populacional) https://19-pacheco-torgal-19.blogspot.com/2023/12/como-e-que-universidade-de-lisboa.html  Sucede que não certamente por acaso, o primeiro desses livros, é dedicado precisamente às últimas investigações, realizadas a nível mundial, na área dos materiais de construção à base de espécies vegetais, uma tendência imparável, cada vez com mais futuro, no sentido de se conseguir reduzir a elevadíssima pegada carbónica dos edifícios.  

PS - Embora haja muitos que não sabem ou que simplesmente se recusam a acreditar nisso, o parque edificado possui uma pegada carbónica que é superior à do sector rodoviário e mais importante ainda, um artigo publicado na prestigiada revista The Economist, mostrou que é (economicamente) muitíssimo mais eficiente, reduzir a pegada carbónica dos edificios do que substituir veículos de combustíveis fósseis por veículos elétricos https://pacheco-torgal.blogspot.com/2021/03/the-economistwhats-cheapest-way-to-cut_8.html

segunda-feira, 15 de janeiro de 2024

Há professores universitários a dar notas a textos do ChatGPT para desafiar os alunos a fazer melhor


O jornal público divulga hoje, aquilo que de mais interessante, ocorreu na feira tecnológica (CES 2024) realizada nos EUA, tendo escolhido para título desse artigo, um que eu também utilizei para título do presente post. Porém consultado o referido artigo não há nele qualquer informação sobre qual é ou quais são afinal as "avançadas" universidades onde se praticam essas inovadoras  "pedagogias"https://www.publico.pt/2024/01/15/tecnologia/noticia/ha-professores-dar-notas-textos-chatgpt-desafiar-alunos-melhor-2076713?ref=pesquisa&cx=page__content

Apesar dessa lacuna, fica-se no entanto a saber, por exemplo, que 50% dos estudantes universitários, usam sistemas de IA generativa, e também que de forma totalmente oposta, 75% dos docentes evitam, desconhecem ou proíbem o uso do ChatGPT. Algo que na verdade não causa muita admiração, atento o conteúdo de um post anterior sobre uma catedrática de Direito, que escreveu sobre o GPT-4 quase como se aquele fosse o Anti-Cristo !

Conclusão, sobre o impacto da IA-generativa na educação, aprende-se muito pouco no referido artigo, sendo a esse respeito, muitíssimo mais importante o conteúdo de um artigo publicado na prestigiada revista científica Nature,  https://www.nature.com/articles/d41586-023-03507-3 que eu já tinha divulgado no meu blog, num post que é um dos 10 mais visitados dos últimos 12 meses. 

Uma pesquisa efectuada hoje mesmo na plataforma ScienceDirect, revela que o último artigo científico que faz prova que a IA-generativa (modelo GPT-4) pode ser um poderoso auxiliar (leia-se Tutor omnisciente) na educação universitária, foi publicado há apenas quatro dias atrás https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S1557308723002524#sec0018

PS - E26 de Julho de 2023, o meu histórico, de sete meses, de interacções com o ChatGPT, traduziu-se em 624 solicitações correspondentes a 550 páginas (Arial 11) de respostas da referida inteligência artificial https://19-pacheco-torgal-19.blogspot.com/2023/07/chatgpt-psychological-profile-of-users.html. Apenas um mês depois, em 25 de Agosto, o meu histórico totalizava 884 solicitações, e 1034 páginas de texto  https://19-pacheco-torgal-19.blogspot.com/2023/08/a-guerra-em-curso-entre-autores-e-as.html  Hoje voltei novamente a consultar o meu histórico, correspondendo a um ano de interacções e constato ter efectuado ao longo desse período um total de 3642 solicitações ao ChatGPT, cujas respostas corresponderam a 2228 páginas de texto.