sexta-feira, 2 de agosto de 2024

Agressividade feminina: Um mundo totalmente inexplorado que os cientistas só agora começaram a desvendar

 

Na sequência do post anterior (vide link supra), sobre uma investigação que teve lugar na Suécia, acerca de mulheres com maior probabilidade de cometerem crimes, é pertinente revelar um  recente estudo que foi publicado na revista científica Aggressive Behavior, levado a cabo por uma investigadora da universidade de Ottawa, que envolveu quase uma centena de estudantes universitárias, o qual tentou desvendar as razões da "maldade" feminina https://ottawacitizen.com/news/local-news/mean-girls-ottawa-researcher-bitchiness

PS - Quem sem dúvida ficará bastante contente com os resultados das referidas linhas de investigação é o tal professor da Faculdade da Universidade de Direito da Universidade de Lisboa, que afirma, de forma pouco científica, que as mulheres são desonestas e canalhas,  pois de um ponto de vista científico, faria muito mais sentido que ele evitasse essa redutora e injusta descrição e se limitasse a suscitar a hipótese, segundo a qual, muitas mulheres são descendentes, não dos macacos, mas sim do diabo da Tasmânia, cujos hábitos sexuais, implicam que as fêmeas dessa espécie, ataquem e mordam os machos fracos  https://pacheco-torgal.blogspot.com/2021/03/meike-stoverockthe-beginning-and-the.html

quarta-feira, 31 de julho de 2024

A highly controversial perspective on the future decline of human intelligence

 

Recently, a professor affiliated with Ghent University and the University of Zurich authored a paper in the Elsevier journal Futures, titled "The dysgenics objection to longtermism". The paper posits that genetic factors could lead to a decline in future intelligence, resulting in a reduced moral status for future generations. https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0016328724001009#sec0040

The correlation between cognitive capacity and moral status is highly controversial, to say the least. For instance, those responsible for the 2008 world economic collapse were not lacking in intelligence; they were, in fact, highly intelligent individuals who made decisions that had catastrophic consequences.

Additionally, there is evidence suggesting that having a population with a high concentration of highly intelligent individuals may not always be beneficial. In 2020, The Economist published an intriguing article (that I cited in a previous post) about the potential dangers of a country having too many intelligent people https://www.economist.com/finance-and-economics/2020/10/22/can-too-many-brainy-people-be-a-dangerous-thing

terça-feira, 30 de julho de 2024

Porque é que algumas (!) universidades não são capazes de explicar aos seus alunos o que é uma publicação científica, incluindo a alunos de doutoramento?


Há alguns anos atrás gerou bastante polémica o facto de um deputado do PSD afirmar que era Visiting Scholar na universidade da Califórnia, embora essa descrição não batesse certo com a realidade dos factos. Na altura, partilhei com muitos Colegas, a minha enorme surpresa pelo facto desse deputado ter várias centenas de artigos no seu currículo De Góis, que eram na verdade apenas artigos de opinião publicados em jornais como o Público e outros do mesmo género. 

Curiosamente constatei recentemente que um doutorado pela universidade do Porto (membro de uma unidade de investigação daquela universidade), muito solicitado pela imprensa generalista, para escrever artigos de opinião, achou boa ideia colocá-los no seu currículo na plataforma Ciência Vitae, que tem como objectivo gerir os currículos científicos dos investigadores do SCTN, onde aquele possui quase 300 artigos. Porém uma pesquisa na Scopus mostra que ele só tem uma única publicação indexada naquela plataforma. 

Resta assim concluir que as universidades deste país não tem sido muito eficazes a explicar aos seus alunos o que é uma publicação científica, incluindo a alunos de doutoramento. Faz por isso todo o sentido reproduzir abaixo a definição de publicação científica segundo o ChatGPT, para dessa forma expedita ajudar a colmatar essa grave falha. 

PS - Agora que está em curso a avaliação de unidades de investigação (que não cumpre o requisito essencial denunciado pelo conhecido catedrático jubilado Ferreira Gomes) será interessante imaginar o que pensarão os avaliadores estrangeiros, que forem avaliar a unidade a que pertence o referido doutorado e constatarem que (ao contrário dos seus colegas dessa unidade) ele consegue produzir tantos "artigos" em tão pouco tempo.

Uma publicação científica é um documento que apresenta resultados de pesquisas originais, revisões de literatura, ou discussões teóricas em uma determinada área do conhecimento. Essas publicações são destinadas a compartilhar novos conhecimentos, promover a troca de ideias e fomentar o progresso científico. As características principais de uma publicação científica incluem:

  1. Originalidade: Apresenta pesquisas ou análises inéditas e contribui com novas descobertas ou interpretações no campo de estudo.

  2. Revisão por pares: Antes de ser publicada, a maioria das publicações científicas passa por um processo de revisão por pares, onde outros especialistas da área avaliam a qualidade, validade e originalidade do trabalho.

  3. Estrutura formal: Geralmente segue uma estrutura padrão que inclui título, resumo (abstract), introdução, metodologia, resultados, discussão, conclusões e referências bibliográficas.

  4. Referenciamento rigoroso: Todas as fontes e dados utilizados são citados de forma detalhada para permitir a verificação e a replicação dos resultados por outros pesquisadores.

  5. Publicação em periódicos científicos: São frequentemente publicadas em revistas ou periódicos científicos especializados, que podem ser de acesso livre ou restrito a assinantes.

  6. Contribuição para a comunidade científica: O principal objetivo é contribuir para o avanço do conhecimento científico e tecnológico, fornecendo informações que possam ser utilizadas por outros pesquisadores, educadores e profissionais da área.