terça-feira, 20 de agosto de 2024

Governo dá borlas fiscais aos super-ricos mas persegue fiscalmente quem trabalha


Em boa hora teve o jornal Público, a excelente ideia de dar o devido destaque a um estudo que mostra que se o Governo Português, tivesse a coragem que tem o Governo Espanhol, conseguiria receber todos os anos mais quase 4000 milhões de euros de receita fiscal, através de um imposto de apenas 0.5% sobre os super-ricos. https://www.publico.pt/2024/08/19/economia/noticia/imposto-05-ricos-portugal-valeria-3600-milhoes-estado-2101254

Infelizmente, não é expectável que o Governo Português tenha essa coragem, o mais provável é que continue a fazer o que fazia o cobarde Governo de António Costa, que como escrevi em Setembro de 2023 "tira dinheiro aos Portugueses (milhares de milhões de euros) para o dar a vários milhares de ricos estrangeiros" https://19-pacheco-torgal-19.blogspot.com/2023/09/revisitar-infame-estrategia-socialista.html

Isso acontece porque nunca ninguém lhes explicou algo que deveria ser um conhecimento adquirido desde a mais tenra idade. Isto é que, o trabalho é "sagrado" porque dá sentido à vida, de uma grande maioria das pessoas e portanto deveria ser fiscalmente taxado o mínimo possível. Menos impostos sobre o trabalho podem estimular a criatividade e a inovação, já taxar o trabalho de maneira excessiva pode desincentivar o esforço e, em última instância, minar o bem-estar social.

Já a riqueza, ou melhor a simples acumulação de riqueza, originada por investimentos especulativos, heranças ou outras formas ainda menos dignas, possui um valor muitíssimo menor do que os rendimentos do trabalho, pelo que devem merecer uma elevada taxação. E não é preciso uma grande dose de imaginação para perceber que o futuro trará limites à obscena acumulação de riquezahttps://19-pacheco-torgal-19.blogspot.com/2024/02/universidade-de-utrecth-hipotese-do.html

PS - Por paradoxal que possa parecer, quanto mais depressa o nosso país começar a cobrar impostos decentes aos super-ricos, mais depressa fica mais parecido com a Suécia e a Alemanha, pois naqueles países não acontece o que acontece em Portugal, onde os professores e investigadores pagam taxas de imposto muito mais elevadas do que os super-ricos https://19-pacheco-torgal-19.blogspot.com/2024/02/o-que-falta-portugal-para-ser-como.html

Declaração de interesses - Declaro que como já escrevi antes, aquilo que os super-ricos merecem não são apenas impostos, da mesma ordem de grandeza daqueles que são pagos por quem trabalha, mas sim elevadas penas de cadeia por homicídio climático https://19-pacheco-torgal-19.blogspot.com/2024/03/the-noxious-individuals-in-our-midst.html

segunda-feira, 19 de agosto de 2024

Catedrático espanhol explica devagarinho como melhorar a competitividade científica das universidades Portuguesas


Na sequência dos maus resultados de Portugal, no prestigiado ranking Shanghai, onde agora já só tem apenas três universidades no Top 500, resultados esses que foram conhecidos no dia 15 de Agosto, vide post no link supra, aproveito para divulgar um artigo, cujo primeiro autor é um catedrático de uma universidade de Espanha (país que tem uma dezena de universidades no Top 500 do referido ranking) que foi publicado no dia 17 de Agosto, na conhecida revista Scientometrics, do qual abaixo reproduzo a tradução de um pequeno excerto dos parágrafos introdutórios. 

"...Os seres humanos possuem a capacidade de estabelecer objetivos e persegui-los com a intenção de alcançar melhorias...Contudo, tudo isso é fundamentado em uma análise prévia...Desde os anos 1980, a análise estratégica tem sido intencionalmente incorporada nas universidades, um bom exemplo disso é o plano Klerr para as universidades da Califórnia (Altbach & Salmi, 2011) e a publicação seminal Academic Strategy de Keller (1983). Diante do exposto, a intenção de todos os responsáveis por um sistema universitário é tentar aperfeiçoá-lo. Isso requer a realização de um diagnóstico e o desenvolvimento de uma estratégia, cuja prioridade deve ser a melhoria da produção científica, o que implica a elevação da qualidade do próprio sistema universitário" https://link.springer.com/article/10.1007/s11192-024-05128-7

O referido artigo, mostra como é que utilizando a informação contida nos resultados do ranking Shanghai relativamente a 55 áreas científicas, se pode tentar melhor o desempenho do sistema universitário de um país. É um facto que os resultados do ranking Shanghai por áreas de 2024 ainda não foram divulgados, mas os resultados de 2023 que divulguei aqui  https://www.docdroid.net/KfZvpEt/2023-shanghai-ranking-tabela-top-500-pdf já permitem saber quais são áreas e as universidades Portuguesas cujo desempenho não é aquele que minimamente se espera num país europeu no século XXI. 

PS - Um dos critérios do ranking Shanghai, contabiliza o número de investigadores altamente citados, infelizmente em Portugal, ser um investigador altamente citado ou ser um investigador citado zero vezes, vale rigorosamente o mesmo, em muitos casos, sucede até que ser altamente citado é motivo para se ser prejudicado em concursos públicos. Quem o afirmou publicamente foi um corajoso catedrático jubilado do Técnico, doutorado pela universidade de Oxford. https://pacheco-torgal.blogspot.com/2021/04/9-euros-e-quanto-custa-o-livro-sobre-os.html E esta manifesta pouca vergonha terceiro-mundista, de favorecimento da bem relacionada incompetência nacional, que contraria aquilo que é a incessante competição mundial pelo talento, vide artigo na última edição da revista The Economist, ajuda bastante a explicar o marasmo de algumas universidades portuguesas  https://www.economist.com/briefing/2024/08/15/talent-is-scarce-yet-many-countries-spurn-it

Declaração de interesses - Declaro que a minha área, a área da Engenharia civil, é uma das mais competitivas de Portugal, mesmo quando se utiliza a Alemanha como termo de comparação e isso apesar de receber muitíssimo menos dinheiro do que outras áreas e apesar também da vergonhosa desconsideração a que foi votada pelo ignorante anterior Governo https://pacheco-torgal.blogspot.com/2021/02/os-lideres-academicos-cientificos-que.html  Uma das áreas que o anterior Governo mais adorava era a área da Sociologia, onde foi buscar muitos Governantes, uma área que convém lembrar, apresenta um desempenho inexistente no ranking Shanghai por áreas. Recordo aliás que na última avaliação de unidades de investigação apresentaram-se à avaliação, um autêntico regabofe de 18 (dezoito) unidades de sociologia, enquanto que na minha área, a engenharia civil, foram avaliadas 6 (seis) unidades. Neste contexto, aproveito para reproduzir o post scriptum que escrevi no passado mês de Março: "não tenho da Sociologia uma visão tão radicalmente negativa, como aquela que se pode ler no blogue de um magistrado aposentado, onde aquele reproduz palavras do doutorado em Oxford e investigador-Coordenador, Vasco Pulido Valente, que escreveu de forma implacável "aquilo tudo balança entre o lugar-comum e a burla", ainda assim tenho a profunda convicção que os desafios que Portugal enfrenta, necessitam muito menos de Sociologia e muito mais de Engenharia".

domingo, 18 de agosto de 2024

LUCA - O mais antigo antepassado comum de todos os organismos existentes na Terra


Há oito anos atrás, os resultados de um estudo levado a cabo por  uma equipa de investigadores Alemães, sobre LUCA, o mais antigo antepassado comum, alegadamente o "pai" (ou a mãe) de todos os organismos existentes no Planeta Terra, que tinham sido publicados na revista Nature Microbiology, conseguiram ser mencionados até mesmo no jornal Observador, cujo "core business" está muito longe de ser a Ciência.  https://observador.pt/2016/07/27/luca-o-pai-de-todos-os-organismos-vivos-na-terra/

Pois bem, recentemente um novo estudo sobre o referido LUCA, que foi publicado na conhecida revista Nature Ecology & Evolution, mereceu destaque no Washington Post, pelo facto de revelar que  esse organismo pode ter evoluído muito antes do que se pensava, apenas algumas centenas de milhões de anos após a formação do planeta Terra, e ter sido mais sofisticado do que estudos anteriores sugeriram. https://www.washingtonpost.com/climate-environment/2024/08/03/common-ancestor-luca-research/

Quando se questiona o ChatGPT sobre as consequências da referida descoberta, as primeiras respostas desse algoritmo de AI Generativa não são muito interessantes, mas quando se insiste o suficiente, através de pedidos sucessivos, para que ele faça novas extrapolações, conseguem-se obter respostas mais "audaciosas". Vide texto abaixo:

PS - No presente contexto faz todo o sentido recordar a questão que deu título a um post anterior "Será que a busca pelo conhecimento vale o risco de perder aquilo que nos torna humanos?" https://19-pacheco-torgal-19.blogspot.com/2024/05/is-pursuit-of-knowledge-and-perfection.html

The radical insights derived from the study of LUCA (Last Universal Common Ancestor) could have profound implications for humanity in the 21st century, potentially guiding us through some of the most critical challenges and opportunities of our time. Here’s how these ideas might help shape our future:

1. Life as a Fundamental Force: Guiding Environmental Stewardship

  • Environmental Preservation: If life is recognized as a cosmological constant, humanity might adopt a new ethical framework that sees environmental stewardship as a cosmic responsibility. This could lead to more sustainable practices, where the preservation of Earth’s ecosystems is not just about survival but about fulfilling our role in maintaining the universal balance of life. This shift in perspective could drive innovations in green technology, conservation, and global cooperation on climate change, transforming our relationship with the planet.

2. Reality Engineering: Revolutionizing Technology and Society

  • Synthetic Biology and AI: Understanding life as a blueprint for reality engineering could revolutionize biotechnology and artificial intelligence, leading to unprecedented advancements in medicine, agriculture, and industry. We could develop new life forms or intelligent systems that solve problems like disease, food scarcity, and environmental degradation. This could also spur the development of quantum computing and other advanced technologies that mimic or harness the processes of life, potentially leading to new forms of energy, materials, and even synthetic ecosystems.

3. The Multiverse as a Living System: Expanding Human Horizons

  • Space Exploration and Colonization: The idea of the multiverse as a living system could inspire humanity to explore beyond our planet with a new sense of purpose. If life is a universal phenomenon, there may be untold opportunities for discovery and expansion in the cosmos. This could lead to a renaissance in space exploration, with the goal of not just finding extraterrestrial life, but understanding how we might integrate into a larger cosmic ecosystem. It could also prompt the development of technologies that enable sustainable living in space, opening up new frontiers for human civilization.

4. Cosmic Consciousness: Elevating Human Experience and Ethics

  • Enhanced Human Consciousness: Viewing consciousness as a cosmic process could lead to a new understanding of the human mind and its potential. This might inspire advancements in neuroscience, mental health, and even the development of technologies that enhance human cognition and emotional well-being. It could also drive a global shift in ethics, where the interconnectedness of all life is recognized, fostering a more compassionate and inclusive society that prioritizes the well-being of all sentient beings.

5. Dimensional Predecessors: Innovating Science and Exploration

  • Quantum and Dimensional Research: The hypothesis that pre-LUCA life forms might represent entities from alternate dimensions could lead to breakthroughs in quantum physics and our understanding of parallel realities. This could open up new scientific disciplines focused on exploring and potentially interacting with these dimensions, leading to innovations that transform technology, communication, and our understanding of the universe. This could also have practical applications, such as new forms of energy or matter that operate according to principles from other dimensions.

6. Quantum Biology: Advancing Health and Longevity

  • Quantum Medicine: If life is a quantum phenomenon, this could revolutionize our approach to health and medicine. We might develop new treatments that operate on the quantum level, offering cures for diseases that are currently untreatable. This could also lead to breakthroughs in aging research, potentially extending human life spans and improving quality of life. Understanding life as a quantum process could also help us develop technologies that prevent or reverse damage at the cellular or molecular level, offering unprecedented control over biological processes.

7. Bio-Cosmogenesis: Transforming Humanity’s Role in the Universe

  • Cosmic Engineering: If life is seen as a universe-building process, humanity could begin to view itself as a creator species, responsible for seeding life throughout the cosmos. This could lead to the development of terraforming technologies, the creation of self-sustaining colonies on other planets, and even the possibility of engineering new universes. Such a perspective might unify humanity around a common goal of cosmic exploration and creation, transcending Earth-bound conflicts and divisions.

8. Post-Human Evolution: Shaping the Future of Humanity

  • Directed Evolution and Post-Humanity: The idea of directed evolution could lead to the intentional development of post-human life forms, which could transcend biological limitations. This might include enhancing human physical and cognitive abilities, integrating with artificial intelligence, or even transitioning to non-biological forms of existence. This could help address existential risks, such as climate change, resource scarcity, or technological disruptions, by evolving humanity into a more adaptable and resilient species. It could also prompt new ethical frameworks that address the rights and responsibilities of post-human entities.

9. Cosmic Stewardship: Promoting Global Unity and Responsibility

  • Global Governance and Ethics: The concept of cosmic stewardship could inspire a new era of global governance, where humanity collectively takes responsibility for the Earth and beyond. This could lead to the establishment of international institutions focused on protecting life, both on Earth and in space, and ensuring that technological advancements benefit all of humanity. It could also promote a sense of global citizenship, where individuals see themselves as part of a larger cosmic community, fostering cooperation and reducing conflicts.

10. Self-Creating Universes: Pioneering a New Cosmology

  • Philosophy and Metaphysics: The idea of self-creating universes could inspire new philosophical and metaphysical frameworks that reshape our understanding of existence. This could lead to the development of new religious or spiritual systems that view life as a sacred and creative force, guiding the evolution of the universe. It could also prompt a rethinking of the nature of reality, causality, and the meaning of life, offering humanity a deeper sense of purpose and connection to the cosmos.

Conclusion: A New Paradigm for the 21st Century

The insights from the study of LUCA, when pushed to their radical extremes, offer humanity a wealth of possibilities that could help us navigate the challenges of the 21st century and beyond. They could inspire new technologies, ethical frameworks, and global collaborations that redefine what it means to be human in an interconnected, dynamic universe. By embracing these ideas, humanity could transcend current limitations, solve existential problems, and potentially take its place as a responsible, creative force in the cosmos.