sábado, 7 de setembro de 2024

Professores catedráticos de topo ensinam a redigir uma proposta de investigação ao concurso de bolsas milionárias da ERC

Em 2021 manifestei a minha surpresa pelo facto de Portugal submeter anualmente um número muito reduzido de candidaturas ás bolsas milionárias do European Research Council, num post onde então comparei o fraco desempenho do nosso país com o desempenho da Suécia, da Suiça, da Finlândia e da Holanda. https://pacheco-torgal.blogspot.com/2021/02/sera-que-os-investigadores-portugueses.html

Neste contexto aproveito o presente post para divulgar um link relativo a um interessante ficheiro com 20 pags, contendo uma candidatura às bolsas Synergy. A referida candidatura é especialmente valiosa, pelo facto de envolver três professores catedráticos, de universidades da Suécia, da Holanda e da Alemanha, todos eles titulares de elevados valores de h-index na base Scopus, respectivamente, 73, 85 e 110   https://indico.uu.se/event/1592/sessions/998/attachments/1628/2440/B2.pdf

Declaração de interesses - Há vários anos atrás, mais precisamente num post de Novembro de 2019, sugeri que os candidatos ao título de Agregado deveriam ser obrigados a respeitar um requisito básico: "o de terem submetido uma candidatura às bolsas milionárias do European Research Council, sendo rejeitados todos aqueles, cuja candidatura não tivesse recebido pelo menos 3 notações de Excelente ou 5 notações de Muito Bom. Como é evidente as universidades "menos exigentes" poderiam satisfazer-se apenas com uma única notação de Excelente..."

PS - E será que não seria importante saber, quantos catedráticos da Academia Portuguesa nunca submeteram uma única candidatura aos concursos de bolsas milionárias do ERC ?

sexta-feira, 6 de setembro de 2024

Australia vs France: Altruism vs Ego ?

  

In March of this year, I shared a post about a groundbreaking study in which scientists from universities in 15 countries, including the USA, UK, and Germany, participated. They proposed three strategic actions to combat climate change, the first of which involves "...the gradual shift to a plant-based diet and global phaseout of industrialized animal agriculture".

In this context, I would like to share a much more recent study conducted by Spanish and Australian researchers, which was published in June in the journal Food, Culture and Society. The study analyzed the behavior of four countries—Australia, France, Spain, and Portugal focusing on how the populations in these countries show varying levels of interest in searching online for information about plant-based diets. The article shows that Australia ranks the highest and France the lowest, in terms of interest in adopting this altruistic, low-carbon diet. https://www.tandfonline.com/doi/full/10.1080/15528014.2024.2351661#abstract

Declaration of Competing Interests - I declare that I have had a particular interest in the above topic for nearly a decade and a half, which has since resulted in dozens of posts, of which I have selected only two: one from 2019, and another from 2020.

PS - Those who cannot afford to simply research this type of diet are the members of Academia, who have special responsibilities in adopting behaviors that minimize their carbon emissions  https://19-pacheco-torgal-19.blogspot.com/2024/02/moral-obligations-of-university.html

quinta-feira, 5 de setembro de 2024

Egoísmo e Ignorância: Estudo internacional revela como é que Portugal se compara com a Austrália, a França e a Espanha

 


No passado mês de Março do corrente ano, divulguei um estudo, vide post acessível no link supra, no qual participaram cientistas de universidades de 15 países, incluindo dos EUA, Reino Unido e Alemanha, os quais propuseram três linhas estratégicas de combate ás alterações climáticas, sendo que a primeira, delas passa por uma "transição gradual para uma dieta à base de plantas e a eliminação progressiva da pecuária industrializada". 

No referido contexto aproveito para divulgar um outro estudo, muito mais recente, levado a cabo por investigadores Espanhóis e Australianos, que foi publicado no passado mês de Junho na revista científica Food, Culture and Society. Nesse estudo, foram analisados os comportamentos de quatro países, Austrália, França, Espanha e Portugal, entre 2004 e 2023, relativamente à forma como as populações daqueles países mostram maior ou menor apetência pela procura de informações online sobre uma alimentação à base de plantas. 

O artigo em causa contém várias figuras e tabelas, mas reproduzo acima apenas a primeira, onde é possível constatar, que Portugal fica abaixo da Austrália, mas ainda assim acima da Espanha e da França, em termos de revelar um interesse superior pela referida dieta.  https://www.tandfonline.com/doi/full/10.1080/15528014.2024.2351661#abstract

Declaração de interesses - Declaro que tenho um interesse particular no tema supra, pelo menos desde há quase uma década e meia, que posteriormente se traduziu em dezenas de posts, dos quais seleciono apenas três, um de 2019, outro de 2020, e um outro de 2022

PS - Quem não se pode dar ao luxo de ficar apenas pela pesquisa desse tipo de alimentação, são os membros da Academia, que tem especiais responsabilidades na adopção de comportamentos que minimizem as suas emissões de carbono  https://19-pacheco-torgal-19.blogspot.com/2024/02/obrigacoes-morais-de-professores.html