quarta-feira, 9 de outubro de 2024

Arrasar a ciência Portuguesa "premiando" a produção científica irrelevante

 

Ainda na sequência do post supra, quando se ficou a saber que Portugal, uma vez mais não foi capaz de ter um representante no tal clube de prováveis vencedores de um prémio Nobel (Hall of Citation Laureates), importa frisar que a firma Clarivate Analytics, acaba de "arrecadar" para esse clube, na edição de 2024, mais 5 vencedores de um prémio Nobel, dois na área da Medicina (V.Ambros e G.Ruvkun) e três na área da Química (D.Hassabis, D.Baker e J.Jumper), o que significa que a metodologia utilizada pela Clarivate Analytics, baseada em citações, já foi validada num total de 80 prémios Nobel. 

Surpreendentemente porém, e em sentido radicalmente oposto, na Academia Portuguesa as citações valem pouco ou nada, como o prova o facto de haver neste país quem chegue à Agregação e à cátedra com um h-index=0 (zero citações). https://19-pacheco-torgal-19.blogspot.com/2024/09/sai-mais-um-titulo-de-agregado-para-um.htmle também o prova o facto do regulamento que define as regras da avaliação de unidades de investigação, ter decidido "premiar" as unidades especialistas em produzir artigos pouco ou nada citados, ao proibir que esse aspecto crucial seja considerado na sua avaliação. https://19-pacheco-torgal-19.blogspot.com/2024/09/uma-proposta-de-melhoria-inequivoca-do.html

Ranking 2024 dos países mais inovadores: Portugal novamente a fazer má figura

 


A revista The Economist publicou há poucos dias um artigo sobre os países mais inovadores do Planeta, link supra. Infelizmente o ângulo escolhido, não foi, pelo menos na minha opinião o mais feliz pois uma visita ao site do referido ranking, mostra coisas muito mais interessantes do que aquelas vertidas no artigo da revista Economist.   https://www.wipo.int/web-publications/global-innovation-index-2024/en/gii-2024-results.html

Mostra por exemplo, na figura 17b, quais são os países que estão a subir mais rapidamente no referido ranking e mostra também na figura 18 (vide extrato que inicia este post) que muito desgraçadamente Portugal está muito abaixo da Estónia, facto que no entanto não se pode considerar extraordinário, pois que o Governo daquele país, investe muito mais em investigação do que o Governo Português, vide a este respeito o post de 2021 de título "Governo da Estónia envergonha o pouco inteligente Governo Português" https://pacheco-torgal.blogspot.com/2021/09/governo-da-estonia-envergonha-governo_26.html

Porém como se já não fosse suficientemente mau que o Governo Português invista na área da ciência muito menos do que investem muitos outros países, a essa miserável desgraça ainda há que juntar uma outra, a de uma Academia profundamente endogâmica e onde muitas (a maioria ?) das contratações de professores são feitas, conforme divulgou o catedrático jubilado Jorge Calado, segundo o inacreditável e terceiro-mundista principio de não irem fazer sombra, pelo que depois não pode causar grande admiração que até mesmo as universidades Portuguesas mais conhecidas, as que se esperava que conseguissem salvar a "honra do convento", se andem afinal a afundar no prestigiado ranking Shanghai  https://19-pacheco-torgal-19.blogspot.com/2024/09/uma-analise-fina-e-contextualizada.html

PS - Ainda sobre Portugal e a Estonia, revisite-se o post anterior sob o esclarecedor título "O inacreditável milagre socialista ou a mistificação que até foi apoiada pela FCT ?https://19-pacheco-torgal-19.blogspot.com/2024/06/o-inacreditavel-milagre-socialista-ou.html

terça-feira, 8 de outubro de 2024

Ingold’s (Scopus highly cited) Blueprint for a More Sustainable, Creative, and Just world

 

https://19-pacheco-torgal-19.blogspot.com/2024/09/bleeding-out-inescapable-cycle-of.html

Expanding on the previous post discussing the Sisyphean nature of existence under capitalism it's relevant to highlight Professor Ingold's seminal work Being Alive: Essays on Movement, Knowledge and Description. This book, has amassed over 3,000 citations on Scopus, drawing attention from researchers across 25 scientific disciplines.

Ingold critiques the tendency of modern thought to separate the mind from the body, humans from nature, and knowledge from practice. He argues that understanding the world involves recognizing the fluidity and interconnectedness of these elements, proposing that knowledge is not something abstract but something lived and practiced. By emphasizing process over product, engagement overconsumption, and relationality over individualism, his philosophy invites a transformation in how we think about work, life, and our relationship with the environment. If integrated into societal practices, Ingold’s views could help nurture a more sustainable, creative, and just world.

PS - In this context, particularly regarding the theme of 'interconnectedness,' it is worth revisiting a previous post commeting an editorial by Barry K. Gills, Professor at the University of Helsinki and Editor-in-Chief of Globalizations.  https://pacheco-torgal.blogspot.com/2020/11/from-great-implosion-to-great-awakening.html