segunda-feira, 21 de outubro de 2024

Addressing the Paradox of Excellence in Research: The Role of GPT at the U. of Oslo


A recent study titled "Are Outstanding Researchers Also Top Teachers?" examined the relationship between research productivity and teaching effectiveness in higher education, shedding light on the so-called excellence paradoxThe findings reveal that while highly productive researchers often excel in teaching due to their up-to-date knowledge enriching classroom instruction, they tend to receive lower teaching evaluations.  https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0038012124002982#sec5

The authors of the paper argue that this discrepancy likely stems from the heavy demands of research, which restrict the time and energy top researchers can invest in teaching. These scholars, consumed by their drive to push the boundaries of their fields, may simply deprioritize teaching. While this explanation makes sense, it's also possible that many of these researchers are simply not as interested in teaching, viewing it as secondary to their primary focus on research. 

Still, if their hypothesis is correct, leveraging GPT could be a valuable solution to help alleviate the time constraints faced by top researchers. Interestingly, the University of Oslo (UiO) has already embraced AI innovation with a custom service called GPT UiO. Tailored to meet strict European privacy regulations (GDPR), this platform empowers both students and staff to harness GPT models for a wide range of academic and administrative purposes, including writing assignments, supporting research, and even programming tasks. https://www.uio.no/english/services/ai/teacher/

PS - Several prominent researchers, including two-time Nobel laureate in Physics John Bardeen, are reported to have preferred research to teaching. Bardeen was characterized as a reserved individual who tended to avoid the spotlight, including the classroom setting. Similarly, other Nobel laureates, such as Barbara McClintock in Medicine and Eric Betzig in Chemistry, have also articulated a preference for research over pedagogical responsibilities. 

domingo, 20 de outubro de 2024

A professora da UCoimbra que ensina aos catedráticos que eles não estão acima da lei


O jornal Público dá hoje conta da luta de uma corajosa professora da Universidade de Coimbra, que já levou 5 (cinco) concursos a tribunal e em dois deles já teve ganho de causa em virtude de sentenças do Supremo Tribunal Administrativo que lhe foram favoráveis. https://www.publico.pt/2024/10/20/sociedade/noticia/professora-luta-ha-14-anos-tribunais-concursos-justos-universidade-coimbra-2108664

No referido artigo a parte escandalosa é aquela onde se pode ler: "um dos membros do júri defendeu a exclusão do candidato vencedor, considerando que este mencionara factos falsos no seu currículo, mas o júri acabou por não colher a proposta". facto esse que aliado a uma noticia de 2020, quando se ficou a saber que numa outra universidade, uma professora foi acusada de ganhar um concurso com um currículo contendo falsas declarações, https://pacheco-torgal.blogspot.com/2020/10/professores-universitarios-podem-mentir.html torna obrigatória a interrogação, afinal quantos professores universitários ganharam concursos em universidades públicas, com um currículo contendo factos falsos ?

PS - No contexto supra, convém recordar aquilo que um corajoso Professor Associado com Agregação, escreveu num artigo que foi publicado na revista do Sindicato do Ensino Superior, que todos aqueles que se atrevem a contestar concursos académicos em tribunal, estão a atacar os catedráticos jurados nesse concurso e que por essa afronta devem ser punidos.  https://19-pacheco-torgal-19.blogspot.com/2022/10/a-vinganca-cobarde-dos-catedraticos.html

Declaração de interesses - Declaro que já coloquei vários concursos académicos em tribunal e que pelo menos um dele foi anulado por violação da lei, estando outros há mais de uma década ainda à espera de sentença.  https://19-pacheco-torgal-19.blogspot.com/2024/04/pretendo-intentar-uma-acao_4.html

sábado, 19 de outubro de 2024

Uma nova e pertinente dúvida sobre o maior centro de investigação na área de ciência e engenharia dos materiais da Univ. de Aveiro

 

Na mesma página onde revela com indisfarçável orgulho que até ao momento já gerou 8 spin-offs (post acessível no link supra), o referido maior centro de investigação na área de ciência e engenharia dos materiais (CICECO), revela também que tem um "portfólio de mais de 250 patentes". Contudo esse número, aparentemente "excelente", tem que ser contextualizado no depauperado contexto nacional, em que ao contrário que acontece lá fora, as empresas nacionais fazem muito pouca ou práticamente nenhuma investigação, https://pacheco-torgal.blogspot.com/2021/08/a-prova-inequivoca-da-fraca.html  

Mas muito mais importante do que o número total, é saber qual é efectivamente o valor dessas patentes, sobre o qual nada é dito na referida página do CICECO. Nem sobre o eventual valor económico, nem sequer sobre o seu valor científico, aferido pelas citações que essas patentes possam ter recebido, que são dois indicadores relevantes, para avaliar o valor de uma patente, vide artigo cujos autores, pertencentes a instituições de vários países, analisaram quase 2,5 milhões de patentes: Xu, S., et al. Citations or dollars? Early signals of a firm’s research success. Technological Forecasting and Social Change, 2024, 201: 123208.  

Mas se nada é dito sobre o valor das patentes produzidas no centro CICECO, das duas uma, ou não o conseguem quantificar, o que é difícil de acreditar, até porque há empresas que se dedicam a apurar esse valor, como por exemplo a mediatizada Patent Vector, ou então esse valor é reduzido e é por isso que evitam divulgar essa deslustrosa informação. 

PS - Segundo um artigo muito esclarecedor que foi publicado na prestigiada revista The Economist, a maioria das patentes não tem qualquer valor, sendo apenas lixo intelectual https://pachecotorgal.com/2022/08/31/the-economist-the-inventors-whose-patents-are-worth-billions/ E foi também por essa ponderosa razão que responsáveis da Comissão Europeia mandaram dizer que é muito mais importante criar valor e muito menos patentear propriedade intelectual, relativamente à qual até dizem que há uma obsessão que não é saudável (leia-se doentiahttps://sciencebusiness.net/news/start-ups/ecosystem-forget-patent-protection-think-value-creation