quarta-feira, 30 de outubro de 2024

As universidades "distraídas" que deixam os seus investigadores de cabelos em pé


O ranking Elsevier-Stanford de investigadores altamente citados (o único a nível mundial que consegue cumprir três requisitos básicos) e que foi tornado público no passado dia 16 de Setembro, foi divulgado pelas universidades públicas em momentos bastante diferentes:

19 e 20 de Setembro........U.Évora, U.Minho e U.Aveiro
23, 24 e 25 Setembro.......U.Porto, U.Lisboa, U.Nova, U.Madeira e ISCTE
10 de Outubro..................U.Coimbra
24 Outubro.......................UALG
28 de Outubro..................UBI

Estranhamente a última universidade da lista, achou preferível em 25 de Setembro divulgar um "ranking" que nomeei na altura como sendo o ranking da Asnice Delirante, "distracção" essa que sem dúvida alguma deve ter deixado com os cabelos em pé, os investigadores daquela universidade, constantes do ranking Elsevier-Stanford, que ainda tiveram de esperar mais de 30 dias para ver a sua universidade reconhecer publicamente o seu mérito. 

Uma hipótese para explicar a referida "distracção", passa por admitir que alguém na UBI, pretendeu agradar ao seu Magnifico Reitor (foto supra), já que o nome daquele aparecia destacado na noticia sobre o ranking da Asnice Delirante, mas a ser assim, trata-se de um autêntico tiro logo nos dois pés em simultâneo, pois essa pessoa mostrou que ignora que o ranking da Asnice Delirante, só é apreciado por dois tipos de investigadores, os especialistas da auto-satisfação, leia-se os especialistas em auto-citações e aqueles sem escrúpulos, que se aproveitam das conhecidas fragilidades do Google Académico, que rastreia tudo, incluindo até mesmo publicações que são apenas grosseiras falsificações  https://19-pacheco-torgal-19.blogspot.com/2024/05/paper-how-to-exploit-chatgpt-for-large.html 

terça-feira, 29 de outubro de 2024

O misterioso vírus da irrelevância científica que atacou forte nas instituições de ensino superior localizadas abaixo do rio Mondego


No conhecido ranking de investigadores altamente citados Elsevier/Stanford de 2024, há 633 investigadores no ficheiro carreira, que trabalham em instituições Portuguesas. Nos primeiros 78 lugares, não há um único investigador de um instituto politécnico, porque aquele que lá aparece nomeado já faleceu https://19-pacheco-torgal-19.blogspot.com/2024/09/portugal-os-100-investigadores-mais.html

Entre esses 633 investigadores, há apenas duas dezenas pertencentes a institutos politécnicos, o que representa apenas 3 (três)% do total, mas o mais estranho é que 90% dos investigadores dos politécnicos que aparecem nesse ranking, pertencem a instituições localizadas acima do Rio Mondego, o que diz bastante sobre a baixa relevância, das investigações, produzidas nos institutos Politécnicos localizados abaixo do Rio Mondego.  

E agora que os Politécnicos passaram a estar habilitados a atribuir o grau de Doutor (Lei nº 16/2023 do Governo de António Costa), deveria pelo menos limitar-se essa possibilidade somente aos professores desse subsistema, com uma obra científica minimamente relevante, para evitar que aqueles possuidores de uma obra irrelevante, leia-se de esterilidade científica comprovada, prejudiquem de forma irreversível a carreira dos futuros doutorados, como foi demonstrado num estudo de 2019 de investigadores da UCLondon https://pacheco-torgal.blogspot.com/2020/09/junior-researchers-who-coauthor-work.html e foi novamente demonstrado num outro estudo publicado este ano, que foi mencionado na prestigiada revista Science https://www.science.org/content/article/budding-scientists-inherit-career-success-or-lack-it-their-mentors 

PS - Sobre os politécnicos onde a irrelevância científica parece ser "tradição", sendo incapazes de produzir um único artigo que receba mais de 300 citações Scopus revisite-se o post https://19-pacheco-torgal-19.blogspot.com/2024/01/ranking-da-irrelevancia-cientifica.html

Pode a genética explicar que Portugal seja campeão do consumo de ansiolíticos ?

 

Na sequência do post de 25 de Dezembro de 2019 (acessível no link supra) onde se fez referência ao facto de haver um gene que só é encontrado em Portugal, e no contexto do nosso país, ser o campeão do consumo de ansiolíticos entre os 34 países da OCDE, faz sentido divulgar o vídeo, onde participa um médico especialista e investigador da universidade de Lisboa, que uma pesquisa Scopus revela que o seu artigo mais citado se foca na ansiedade, sob o título "Reliability and validity of the Portuguese version of the Generalized Anxiety Disorder (GAD-7) scale", vídeo esse no qual se sugere uma causa de natureza genética para a referida ansiedade. https://www.youtube.com/watch?v=50-Gc320CNo