domingo, 23 de fevereiro de 2025

Qual a deslumbrante universidade chinesa que está por trás do fenómeno DeepSeek ?

 


Sobre o modelo Chinês de IA generativa DeepSeek-R1, que no passado mês de Janeiro provocou um terramoto nas ações das empresas tecnológicas dos EUA, que perderam mais de 1.000.000 milhões de dólares (1 trilião na versão Americana), vide post no link supra (no qual listei as universidades e politécnicos mais produtivos em termos de publicações indexadas sobre IA), aproveito para divulgar um recente artigo, incluido no último número da conhecida revista The Economist, com o esclarecedor título "Por trás do DeepSeek está uma deslumbrante universidade chinesa" https://www.economist.com/china/2025/02/19/behind-deepseek-lies-a-dazzling-chinese-university 

A pergunta que interessa fazer é, porque é que foi uma universidade Chinesa, e não uma universidade europeia que conseguiu essa proeza ? E a resposta a essa pergunta não pode deixar de lembrar que em Agosto de 2024, um artigo publicado na conhecida revista Nature, informava que o Top 10 dos artigos científicos mais citados sobre IA, foram todos produzidos por investigadores de empresas dos EUA e da China, da Europa havia nada menos do que zero virgula zero https://19-pacheco-torgal-19.blogspot.com/2024/08/the-list-of-companies-that-are.html E acima de tudo apontar culpas a quem realmente as merece, à auto-sabotagem levada a cabo por políticos míopes e medíocres, que conseguiram sufocar a ambição empreendedora dos investigadores europeus, como aliás aparece escrito no relatório Draghi https://19-pacheco-torgal-19.blogspot.com/2024/12/where-is-courage-ercs-maria-leptin.html

Declaração de interesses - Declaro que há vários anos que integro o Editorial Board da revista científica  Journal of Zhejiang University-SCIENCE A Applied Physics & Engineering  https://link.springer.com/journal/11582 

PS - Sobre o tema supra vale a pena revisitar o post do passado dia 8 de Dezembro de título "Estarão os 100 Investigadores mais citados de Portugal a aproveitar devidamente a notável ascensão da Ciência Chinesa ?"

sábado, 22 de fevereiro de 2025

A infame cláusula pidesca que vai ajudar o Almirante Gouveia e Melo

Uma corajosa professora universitária que costuma irritar muita gente neste país e que mencionei em posts anteriores, como por exemplo naquele acessível no link supra, veio ontem irritar o PSD com o seu novo artigo no jornal Público. No mesmo lembra aquilo que acontece em países como o Reino Unido, Espanha e França, no respeitante à consulta do património dos políticos:
“O site do Parlamento britânico permite, em poucos clics, chegar à declaração de interesses de cada deputado, incluindo donativos para eventos políticos, ou da esfera individual (por exemplo, bilhetes para competições desportivas), bem como a lista do património, com os respetivos valores. O registo é atualizado de duas em duas semanas”.
“Em Espanha, onde a declaração de bens e rendimentos e a de interesses económicos de todos os deputados e senadores também estão disponíveis no site do Congresso, encontramos detalhes sobre rendimentos de diferentes fontes, património imobiliário (com data de compra), carros, (com o modelo respetivo), montantes detidos em depósitos bancários”
“Em França, no site da Alta Autoridade para a Transparência da Vida Pública podemos procurar qualquer responsável político usando algumas letras do seu nome. Procurei Elizabeth Borne e fiquei a saber que a declaração de interesse e atividades e a de património já foram entregues, mas aguardam verificação pela Alta Autoridade para serem publicadas”
Ela só se esqueceu de referir aquilo que eu lembrei num post anterior, que os políticos Franceses que se esquecerem de entregar as declarações sobre o seu património ou omitirem informações podem arriscar 3 anos de cadeia, o pagamento de 45.000 euros de multa, e ainda ficarem 10 anos sem poderem exercer funções públicas.
Nesse artigo a professora da Universidade Nova, comparou depois os deveres de transparência patrimonial a que estão obrigados os políticos nesses países, com a pouca vergonha que ocorre no nosso país. Em Portugal, o registo de interesses dos políticos estava depositado numa sala do Tribunal Constitucional onde só se podia entrar com um caderninho e um lápis — nem telefone, nem computador — e havia um limite diário para o número de declarações que podiam ser consultadas. Mencionando inclusive o favor que a revista Sábado fez aos Portugueses, quando enviou vários jornalistas ao Tribunal Constitucional para consultar o património de milhares de políticos Portugueses e que eu na altura comentei neste post aqui https://19-pacheco-torgal-19.blogspot.com/2023/01/as-cabras-e-os-cabroes.html
A referida professora escreve ainda que desde que foi criada a Entidade para a Transparência, a problema agravou-se e as coisas tornaram-se menos transparentes. Não só continua a ser impossível a qualquer cidadão deste país, conseguir saber a partir da sua casa, como sucede com os cidadãos do Reino Unido, da Espanha ou da França, qual o património dos políticos Portugueses, como os jornalistas tem eles próprios dificuldade em ter acesso a essa informação, pois a tal “Entidade para a Transparência” recusou fornecer ao Observador as declarações de rendimento e património dos ministros do Governo AD.
O artigo em causa termina dando conta da afrontosa vontade do PSD, em fazer aprovar (em conjunto com o PS que também gosta pouco de transparência) uma alteração à lei actual, alteração essa que ela designa como pidesca, destinada a inibir a consulta do património dos políticos. 
PS - Como é evidente o Almirante Gouveia e Melo deve estar muito agradecido, pelo contributo da referida cláusula para aumentar de forma significativa o número daqueles Portugueses e Portuguesas, que com o seu voto no dia 25 de Janeiro de 2026, irão garantir que logo na primeira volta, ele se torne o próximo Presidente da República Portuguesa. 

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2025

Addressig publication inflation: Nobel Laureates vs. Hyper-Prolific Researchers


Expanding on the previous discussion about the mathematician who debunked the myth of fraudulent "super-publication powers" and identified indicators of "papermilling," (linked above) it is essential to shed light on a recent study that further reinforces these concerns. This study has brought to attention that approximately 10% of the most influential researchers worldwide, are producing papers at rates that defy credibility and reason. The study also examined 462 Nobel laureates, showing that legitimate publication rates typically plateau at around 20 papers per year.  https://www.tandfonline.com/doi/full/10.1080/08989621.2024.2445280#abstract

In light of the ongoing concerns surrounding the prevalence of "super-publication powers," I have just a few minor comments. A previous study I referenced, which analyzed 90 million papers across 241 subjects, revealed that an excess of publications does not facilitate the turnover of central ideas within a field. Instead, it leads to the ossification of the established knowledge base. Moreover, in this context, it is worth revisiting Vladlen Koltun's perspective, as he has been a vocal critic of the current publishing culture. Koltun has explicitly argued that researchers should prioritize producing fewer but more impactful papers, emphasizing the need to reduce the focus on volume in favor of meaningful contributions to science  https://pacheco-torgal.blogspot.com/2021/11/evaluating-researchers-in-fast-and.html