segunda-feira, 3 de março de 2025

O abnegado sacrifício que pode ajudar o Estado a poupar muitos milhões de euros


Um certo órgão de informação noticiou recentemente que a conhecida sociedade de advogados Sérvulo & Associados facturou dezenas de milhões de euros ao Estado. Tendo porém em conta, que aquela é apenas uma das várias firmas, a quem o Estado Português paga dezenas de milhões de euros, sou por este meio a sugerir que os professores universitários dos cursos de Direito, tomem a iniciativa de começar desde já a praticar os mesmos serviços, com um desconto de 25%, sobre os honorários  praticados por aqueles escritórios de advogados.

É desde logo garantido, que esses serviços não irão em circunstância alguma violar a exclusividade de funções, bastando que esses professores facturem os mesmos através de empresas em nome de filhos, sobrinhos ou netos (pagando ao Estado apenas 1% de imposto), ficando assim em pé de igualdade com Sr. Primeiro-Ministro. Quer dizer, não será bem bem em pé de igualdade, já que esses professores, estarão por conta do referido desconto, a fazer um elevado sacrifício patrimonial e pessoal, para ajudarem o nosso pobre país a reduzir em vários milhões de euros por ano a despesa global com serviços jurídicos.

Declaração de interesses - Declaro que no passado produzi posts críticos sobre o PSD, como por exemplo este aqui  https://pachecotorgal.com/2023/06/12/psd-partido-so-demagogia-a-favor-das-coutadas-de-negocio-particulares/ mas verdade seja dita, que também produzi vários posts não menos críticos sobre o PS.

PS - Ainda sobre a rica empresa do Sr. Primeiro-Ministro, agora pertença exclusiva dos seus filhos, é pertinente divulgar algo que foi escrito pelo catedrático jubilado Vital Moreira, no seu blogue: "...a Solverde tem cinco juristas ao seu serviço e é assessorada por dois escritórios de advogados de topo mostra que ela não precisava nada dos serviços alegadamente prestados por Montenegro através da sua empresa familiar de fachada e reforça a supeição de que a tal "avença" pode não passar de um pagamento de favor"

sábado, 1 de março de 2025

Depois de um ataque aos investigadores a ironia do destino bate à porta

 

No passado mês de Novembro, escrevi no post supra que o ataque do Governo de Luís Montenegro à investigação científica, conseguiu algo absolutamente impensável, ser superior, inclusive aquilo que tinham sido os elevado cortes efectuados pelo Governo Passos Coelho durante o resgate da troika. Assim sendo e sem qualquer hipocrisia, registo agora com alguma satisfação, que a ironia do destino, essa velha conhecida da política, não tardou a ajustar contas com ele. O mesmo Montenegro que tão pouca consideração mostrou pelos investigadores, está agora ele mesmo sob ataque, pelo facto, de não ter "alienado" a sua rica empresa, antes de ter iniciado funções como Primeiro-Ministro. Por manifesto desprezo pela ética Republicana (ou talvez por pura ganância), preferiu antes continuar a ver o seu património aumentado em centenas de milhares de euros todos os anos, ao mesmo tempo que era Primeiro-Ministro de Portugal.  Compare-se este comportamento com o do Ex-Presidente Ramalho Eanes que recusou receber 1,3 milhões de euros em retroactivos da sua pensão militar. https://19-pacheco-torgal-19.blogspot.com/2024/11/revisitar-imparavel-epidemia-de.html

PS - Hoje no jornal Público o conhecido investigador aposentado António Barreto escreve algo que retrata bem este desgraçado país: "O universo da promiscuidade e da corrupção é tal que não se consegue saber onde começa e acaba...É difícil perceber a razão pela qual, após cinquenta anos de democracia e dezenas ou centenas de casos de corrupção, favoritismo, peculato ou prevaricação, um eleito, autarca, deputado ou governante, não trata, na véspera de tomada de posse, de vender o que tem e não deve terhttps://www.publico.pt/2025/03/01/opiniao/opiniao/consciencia-tranquila-2124399

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2025

Examining 11 Million Job Postings: The Growing Irrelevance of University Degrees

 


Expanding on the concerns raised in the January 19 post titled "The Twin Forces Leaving Many Universities Struggling to Remain Relevant—or Even Facing Financial Ruin,"- linked abovewhich underscored significant challenges facing higher education institutions, a newly published study presents additional troubling findings. These latest insights further highlight the growing difficulties universities must navigate to maintain their relevance and financial stability. 

The study, published yesterday in the journal Technological Forecasting and Social Change, was conducted by researchers from several European institutions and one from the United States. It analyzed approximately 11 million online job postings from 2018 to mid-2024, focusing on emerging professions in the fields of Artificial Intelligence (AI) and sustainability.

The findings indicate a notable shift in hiring practices, particularly in AI-related roles, where employers are increasingly prioritizing skills over traditional degree requirements to address talent shortages. Between 2018 and 2023, demand for AI roles grew by 21%, while mentions of university degree requirements for these positions declined by 15%. The study also reveals that AI skills command a 23% wage premium, exceeding the premium associated with advanced degrees. In contrast, university degrees offer a significantly lower wage premium for both AI and sustainability-related roles. To better leverage human capital and mitigate talent shortages, the authors advocate for alternative skill-building pathways, including apprenticeships, on-the-job training, MOOCs, vocational education and training programs, micro-certifications, and online boot camps. https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0040162525000733