segunda-feira, 31 de outubro de 2022

Bloodymir Putin once again raises the ominous specter of pushing Russia into the dire straits of a beggar nation

 

A few months ago on March 3, Yuval Noah Harari wrote that Russia is nothing more than “a gas station with nukes“. And in fact, a report published in July that examined the financial implications of phasing out fossil fuels in six emerging economies showed that fossil fuels represent a staggering 34% of the total Russian government revenue. But even with all those fossil fuel revenues, Russia's GDP per capita is just 12.000 USD ! So if we already lived in a non-fossil fuel civilization (that we need to become) Russia's GDP per capita would be slightly higher than Botswana's but lower than Cuba's.

The same report warns that 13 trillion USD in fossil fuel revenues will just disappear in a low-carbon world economy and advised that those six fossil fuel-dependent countries must diversify their economy in order to tackle that dramatic change. But it is not easy to see how will Russia be able to do that if it has a very serious lack of highly skilled human resources. Russia has almost the same GDP per capita as Bulgaria but has a ratio of top scientists per million of the population that is only half that of Bulgaria.

But even that much was before thousands of Russians (including highly skilled ones) fled to neighboring countries https://www.nature.com/articles/d41586-022-01622-1 not to mention the many (more than 200.000) who recently fled Russia after the military conscription began on 21 September, which further exacerbated the Russian brain drain.

Gulnaz Sharafutdinova, a Russian-born Professor at King´s College, explained that the invasion of Ukraine is due only to the fact that Putin´s popularity among the Russian people was declining, because of economic-related problems. So is not without some irony that Putin's invasion of Ukraine has contributed to accelerating the phase-out of fossil fuels thus aggravating those economic problems.

This underscores that the very same Putin who has compared himself to 18th-century tsar Peter the Great will be remembered as the sole responsible for plunging Russia into economic hardship, reminiscent of a bygone era when Russian teachers received compensation in the form of mere bottles of vodka as their monthly salary.

sábado, 29 de outubro de 2022

A supina hipocrisia do marido da catedrática


Hoje um hipócrita ex-Ministro da Justiça do Governo de José Sócrates (foto acima) jura na imprensa diária, que é justa e equilibrada, a pena de 25 anos de cadeia recentemente aplicada pelo tribunal de Castelo Branco a um individuo culpado por ter ateado 16 fogos.

Mas que moral tem este senhor, que até foi responsável pela mais vergonhosa reforma penal que algum dia ocorreu em Portugal, a qual não só descriminalizou as burlas como passou também a permitir um regabofe de penas suspensas, inclusive em crimes como por exemplo, a tortura com electrochoques, o rapto com tortura ou o abuso sexual de crianças com cópula, para vir dizer que a referida pena de 25 anos é justa e equilibrada ?

Mas afinal é justa e equilibrada comparada com o quê ? Comparada com a pena de zero anos que cumprem os banqueiros Portugueses, que somente entre 2008 e 2020 conseguiram fazer desaparecer 21836 milhões de euros um valor que é equivalente a mais de 200 vezes o valor da famosa fraude do Alves dos Reis ? Ou será que é justa e equilibrada, quando se compara com a pena de zero anos, que cumpre a gatunagem (Medina Carreira dixit) que há 50 anos, rouba com total impunidade este país?  

Declaração de interesses - Declaro que em posts anteriores já critiquei o referido marido da catedrática, como por exemplo aqui https://pachecotorgal.com/2022/01/29/o-patetico-marido-da-catedratica/

quinta-feira, 27 de outubro de 2022

A0 e A+__As duas novas categorias de desempenho energético de edifícios e os advogados especialistas em garantir a impunidade de criminosos


É profundamente irónico, que à medida que se acentuam as exigências a que deve responder o parque edificado, não só em termos de resiliência às alterações climáticas, mas também em termos de desempenho energético, vide as novas exigências da União Europeia, divulgadas há 2 dias, onde se podem ler, por exemplo, as metas para os novos edifícios que terão de ter emissões zero a partir de 2030 (2028 para os edifícios públicos) e também sobre a criação de duas novas categorias de desempenho energético (Ao e A+) para os edifícios de emissões zero e para os edifícios de emissões nulas e que produzem energia renovável, se constate que a soma das colocações da primeira e segunda fases, no curso de engenharia civil tenha sido decepcionante (577 alunos colocados este ano contra 649 alunos colocados em 2021) e isto ao mesmo tempo que, como referi anteriormente, o curso de Direito esgotou logo na primeira fase a totalidade das quase 2000 vagas iniciais.  https://19-pacheco-torgal-19.blogspot.com/2022/09/engenharia-civil-politecnico-do-porto.html 

Bastante razão tinha a Presidente do Santander que até se queixou publicamente que eram necessários mais engenheiros porém continuava a aumentar o número de advogados. Qual é afinal a razão para esta bizarra obsessão nacional pelo curso de Direito, quando no nosso país até já existe um notório excesso de advogados (500% a mais do que a Suécia e 800% a mais do que a Finlândia, após correcção da diferença populacional). Será que necessitamos realmente de mais advogados, como por exemplo do calibre daqueles cuja especialidade é litigar até que os processos acabem por prescrever (vide recentes declarações do Director da PJ sobre "terrorismo judiciário, com recursos permanentes..."), ou daqueles que ajudaram Isabel dos Santos a desviar centenas de milhões de Angola ou como aquele sobre o qual escreveu a revista Sábado, cuja especialidade parece que é garantir a impunidade daqueles que são apanhados em excesso de velocidade ?

PS - Ainda sobre as novas exigências do desempenho energético dos edifícios, mencionadas no inicio deste post, é importante recordar um artigo publicado na conhecida revista The Economist, que mostrou que é (economicamente) muito pouco eficiente substituir veículos de combustíveis fósseis por veículos elétricos, ao contrário de intervenções energéticas no parque edificado que conseguem as mesmas reduções mas com um custo muitíssimo inferior.