Na sequência do último texto publicado neste blogue, acessível no link supra, sobre o omnipresente — e tristemente magno — problema da endogamia académica, domínio em que o nosso país, consegue, de forma verdadeiramente miserável, figurar no topo do rankings europeu, aproveito para dar a conhecer um texto recente e bastante corrosivo de um jovem e muito feroz professor catedrático (CV resumido aqui).
Nesse texto, o referido professor catedrático descreve uma endogamia doentia, entranhada numa escola da universidade de Lisboa, fica porém o aviso que esse texto, singular e bastante explosivo, tem um inicio muito pouco suave onde se pode ler: "É sempre perigoso criticar as instituições da academia portuguesa. Grande parte das pessoas que lá trabalham são mesquinhas e vingativas na proporção da sua incompetência...." https://nunopgpalma.wordpress.com/2025/12/30/iseg-um-breve-testemunho-pessoal-vinte-anos-depois/
PS - Diga-se, em abono da verdade, que, consultada a informação mais recente sobre a endogamia das diferentes unidades orgânicas, aquela criticada pelo supracitado catedrático apresenta uma taxa de 47%. Trata-se, de facto, de um valor muito superior ao observado em universidades de países como a Alemanha e o Reino Unido, mas é todavia significativamente inferior ao de muitas unidades orgânicas de universidades nacionais, onde a percentagem de endogamia ultrapassa os 80% e, nalguns casos, mesmo os 90%. https://www.cnedu.pt/content/noticias/nacional/EndogamiaAcademica_2021_2022.pdf