segunda-feira, 27 de abril de 2026

O erro crasso do Presidente da DST


A determinada altura da sua extensa entrevista publicada no último número da revista Visão, o conhecido Presidente da DST afirma pretender trabalhadores livres, criticando os do género obediente que na sua opinião significam o caos numa empresa. Tal afirmação assenta, porém, num erro evidente. Com efeito, e ao contrário do que ele afirma são precisamente os trabalhadores livres que podem gerar o tal “caos” que, como observou o já falecido Engenheiro Conselheiro Renato Morgado, também catedrático da Universidade do Minho, no artigo Prevendo o futuro, publicado na revista da Ordem dos Engenheiros, que se revela indispensável ao sucesso das organizações. Esse artigo, aliás, reproduzi-o num post que curiosa e inesperadamente viria a tornar-se o sexto mais visto de sempre do meu primeiro blogue. https://pacheco-torgal.blogspot.com/2021/11/academia-portuguesa-necessita-de.html

Há porém uma área em Portugal onde a obediência é um requisito absolutamente fundamental, pelo menos a acreditar nas palavras de um catedrático da universidade de Lisboa que escreveu "é a obediência, quando não a mediocridade, que são recompensadas" na progressão na carreira académica". https://pacheco-torgal.blogspot.com/2021/04/9-euros-e-quanto-custa-o-livro-sobre-os.html 

As duas perguntas que nesse contexto particular se impõem são, por isso, tão incómodas quanto inevitáveis: que probabilidade têm professores promovidos pela obediência de conseguir formar alunos livres, críticos e intelectualmente independentes? E quanto é que custa a Portugal, em inovação adiada e atraso estrutural, essa cultura de submissão?

Declaração de interesses - Faço notar que esta não é a primeira vez que critico o Presidente da DST, já o tinha feito aqui https://19-pacheco-torgal-19.blogspot.com/2025/12/uma-critica-suave-ao-presidente-da-dst.html