sexta-feira, 4 de março de 2022

Cordão Humano pela Paz na Ucrânia, LISBOA, 6ªf, 4 Março, 18h

 

Não sendo objecto deste blogue proceder à divulgação de qualquer iniciativa, abro no entanto uma excepção, para divulgar uma iniciativa que me foi solicitada pelo Colega José Pedro Dionísio, Professor Catedrático no ISCTE. Mais informações no link:  https://www.cordaopazucrania.com/

PS - Sobre a iniciativa acima vale a pena recordar o post, sobre aquilo que eu acho que é a mais grave violação ética que um académico pode cometer https://19-pacheco-torgal-19.blogspot.com/2022/01/a-mais-grave-infraccao-academica-que.html

quarta-feira, 2 de março de 2022

Embaixador Russo ensina a receita para vergar a Rússia


As mortes de civis na Ucrânia já chegaram aos dois milhares e não se sabe até onde chegarão se entretanto a pressão internacional sobre a Rússia não aumentar. Felizmente para o Ocidente, o manhoso chefe da diplomacia Russa, Sergei Lavrov, revelou que o seu país está pronto para enfrentar as sanções económicas, mas que não compreende (leia-se, não consegue engolir) que haja um boicote de desportistas e cientistas Russos

A referida revelação mostra bem qual é o ponto fraco dos mafiosos que mandam na Rússia, que é exactamente onde o boicote da comunidade internacional deve agora fazer mais pressão, até porque é muito fácil boicotar desportistas e cientistas daquele país. Assim por cada dia que a Rússia permaneça na Ucrânia a comunidade internacional deverá boicotar desportistas e cientistas durante 1 ano, o que significa que neste momento ao fim de 7 dias de invasão o boicote durará 7 anos. 

Tendo porém em conta que os politicos Russos dão muito mais importância ao desporto (como o prova o doping sistemático dos seus atletas e em consequência as 46 medalhas olimpicas que perderam por conta do mesmo) poderia assim, pelo menos numa primeira fase, excluir-se os cientistas do boicote. Como é evidente os efeitos do referido boicote podem ser anulados a qualquer momento se o psicopata Putin for afastado do poder e julgado pelos crimes de guerra que praticou em Grozny, em Aleppo e agora também na Ucrânia. 

Pela minha parte, enquanto Editor recusei ontem pronunciar-me sobre o conteúdo de um artigo científico, pelo facto do mesmo ter um co-autor Russo e continuarei a boicotar (como editor e também como revisor) artigos que tenham co-autores daquele país.  

PS1 - Depois de um excelente artigo na revista The Economist no inicio de Fevereiro, o conhecido Yuval Harari escreveu mais recentemente um outro artigo com o sugestivo título "Porque é que Vladimir Putin já perdeu esta guerra"

PS2 - O tal ganancioso filho da puta Alemão que critiquei neste blogue em 22 de Fevereiro, ainda antes da invasão Russa da Ucrânia e depois novamente em 27 de Fevereiro, começa finalmente a sentir-se acuado em face da repulsa provocada pelo seu comportamento, que já levou instituições na Alemanha e fora dela a repudiarem o seu comportamento, que é desprezível a todos os títulos, tendo sido reprovado inclusive por elementos do seu próprio staff. Vide notícias abaixo:

Só deve defender a pátria quem quiser

 

A historiadora Raquel Varela, que muitos milhares neste país seguem quase religiosamente, defende a propósito da invasão Russa, que não faz sentido que o Presidente da Ucrânia exija que todos os Ucranianos entre 18 e 60 anos, sejam chamados a defender aquele país da invasão Russa, o que significa que para ela a defesa da pátria contra uma invasão estrangeira, é só para quem quiser. 

A imagem acima diz respeito a um cemitério em Colleville-sur-Mer, perto da Normandia onde estão sepultados mais de 9000 Americanos, que constituem uma ínfima parte dos mais de 90.000 Americanos, que morreram na Europa, numa guerra (em que o Presidente dos EUA Roosevelt recusou participar mesmo depois do Churchill lhe ter implorado quase de joelhos) para a qual foram obrigados a alistar-se e ainda por cima para defender uma pátria que nem sequer era a sua. Porém se não tivesse sido esse sacrifício forçado a historiadora Raquela Varela teria nascido numa Europa dominada pelo nazismo e onde todos os judeus (e outras sub-raças não arianas) teriam sido incinerados, ou na melhor das hipóteses reduzidos à condição de escravos. 

Felizmente que a mesma Raquel Varela, esclarece logo a seguir que não é a favor da NATO, o que ajuda a perceber que ela não se importaria nada que cada país europeu tivesse de enfrentar sozinho o psicopata Putin e os seus planos dementes (que implicam gastar anualmente mais de 50 mil milhões de euros em armamento, ao mesmo tempo que há 18 milhões de Russos que vivem em condições de pobreza miserável) para expandir as fronteiras do seu país até coincidirem com as do Império Czarista (que inclui a Finlândia) e que pela sua loucura não são muito diferentes dos planos do Estado Islâmico (que até incluem a ocupação de Portugal e da Espanha pelo facto destes países terem sido ocupados pelos mouros durante 500 anos), com a grande diferença que o primeiro nem sequer se coíbe de fazer ameaças nucleares contra todos aqueles que se atreverem a fazer-lhe frente.