domingo, 12 de junho de 2022

Um pequeno mas incontestável contributo para implodir a alegada supremacia da universidade do Porto

 


Ainda na sequência do post acima sobre um ranking da treta (onde 40% do peso é relativo a estrambólicos inquéritos de opinião) segundo o qual a universidade do Porto é de longe a melhor universidade Portuguesa, atente-se nos resultados do ranking elaborado pela Scimago (onde há 4 universidades Portuguesas nos primeiros 500 lugares), o qual é baseado em 17 indicadores transparentes e passíveis de confirmação, em que 50% dizem respeito a investigação, 30% a inovação e 20% a impacto societal https://www.scimagoir.com/methodology.php ranking esse onde a universidade do Porto aparece 70 posições abaixo da universidade de Lisboa. 

O ranking Scimago possui uma limitação, a de não contabilizar prémios Nobel (ou medalhas Field) e é por isso que o verdadeiro "teste do algodão" dos rankings académicos é feito através do ranking Shanghai, cujos resultados de 2022 ainda não foram tornados públicos, mas cujos resultados de 2021 (por áreas) são mais do que suficientes, para que aqueles alunos que agora irão candidatar-se ao ensino superior, possam efectivamente saber quais são as universidades e politécnicos com as áreas científicamente mais competitivas. Vide post anterior de título "Um contributo para que os candidatos ao ensino superior não sejam enganados pelos rankings da treta"

sábado, 11 de junho de 2022

Are you willing to read scientific articles reviewed by artificial intelligence algorithms instead of human reviewers?

Still following the previous post on the recent Elsevier report about the future of research, it is worth mentioning that the review of scientific articles is mentioned more than one hundred times on it, and on page 118 one can find the results of a survey regarding the question that appears as the title of this post. The results show that 79% of researchers have responded negatively, but this figure represents a reduction compared to 2020 when the percentage of negative responses was 84%Does this mean that a decade from now there will be a minority of researchers who thinks that articles reviewed by artificial intelligence algorithms are substandard articles ?

In any case, it is not difficult to believe that the results would be very different if the question had been: would you be willing to read scientific articles reviewed by humans who had significant help from artificial intelligence algorithms in this process?

Catedrático do Técnico soma mais dois artigos "despublicados"

 

https://19-pacheco-torgal-19.blogspot.com/2022/05/catedratico-do-ist-continua-somar.html

Relativamente ao tal catedrático mencionado no post acima seguem abaixo os links para os dois novos artigos "despublicados":

https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0141029621014759

https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0950061821005134

No tal post anterior mencionado no inicio deste, foi sugerido que a indexação de artigos despublicados na Scopus e na Web of Science deveria permitir separá-los por graus de gravidade, pois facilitaria a pesquisa dos países e instituições que possuem o maior número de artigos "despublicados" por razões graves que muito prejudicam a Ciência. O que não é por exemplo o caso de um artigo "despublicado" porque um autor não declarou um conflito de interesses, ou porque continha uma imagem para a qual não foi obtida permissão para o seu uso ou porque continha 15% de texto do próprio autor que já tinha sido publicado antes. Recorde-se a este respeito que se há quem defenda que no máximo só se pode utilizar 10% de textos próprios já publicados, também há quem defenda que essa percentagem possa ir até 30%:
"some scholars see “self-plagiarism” as an incorrect term because it forms a contradiction. The word “plagiarism” comes from the Latin for “to kidnap”. It literally means that you are stealing your work from another source. If applying this definition to the term “self-plagiarism”, it is extremely confusing as an author cannot steal his own work... Samuelson (1994) suggested that authors can reuse as much as 30% of his/her previous work in a new publication, while Bretag and Carapiet (2007) limit the percentage to 10%https://biblio.uottawa.ca/omeka2/linking-cultures/self-plagiarism-ma

Jamie L. Callahan, Editora Chefe da revista "Human Resource Development Review" e catedrática de Organização e Ética na universidade de Durham, apresentou uma análise bastante detalhada da questão na qual cita uma opinião que faz bastante sentido:  

Até porque convém ter presente que os investigadores são literalmente "forçados" a ceder os direitos do seu próprio trabalho científico às revistas, o que na verdade não é muito diferente do significado de extorsão (beneficio ilegitimo sob ameaça de retaliação) pois de outra maneira não conseguem publicar nessas revistas e são por conseguinte prejudicados na sua avaliação de desempenho. Irónico (e diabólico) é por isso, que depois de serem obrigados a precindir de um direito próprio sejam depois condenados por estarem a "infringir" os direitos sobre o seu próprio trabalho, que foram extorquidos pelas revistas.