segunda-feira, 13 de junho de 2022

O putedo pela "pena" de um escritor e engenheiro

Publicam-se, actualmente, entre nós, as coisas mais aberrativas e ofensivas de uma inteligência lisa e clara, que não teme fazer escrutínios severos. 

Textos que não são coisa nenhuma, a não ser mixórdias indecifráveis, são elevados aos cornos da lua, onde ficam pendurados, para benefício dos basbaques. 

Para espanto de muito poucos, eu incluído, Portugal tornou-se, às mãos destes trapaceiros, a capital universal da “inovação” literária, onde linguagem e estrutura narrativa são revistos e actualizados todos os quartos de hora. 

Produzem-se trambolhos que ninguém lê e todos aclamam e premeiam. Portugal é, acima de tudo, um centro de pedantes provincianos e, em geral, de pouquíssima verdadeira cultura, totalmente desorientados, mas que, infelizmente, se tornam “influentes” (a pobreza intelectual do meio permite-o). 

Quando o perpetrador de um mau livro detém uma tribuna crítica, o desastre não tem remédio. O putedo literário não quer confrontos com ele, porque pode vir a precisar dos seus futuros favores de crítico. Há que engolir e calar. 

Aviso importante - Absolutamente nenhuma das frases que acima se reproduzem pertencem ao dono deste blogue. Foram todas, absolutamente todas sem excepção retiradas de um post ontem publicado, seja como for fica a dúvida, quanto a saber-se se o nonagenário autor das mesmas não se aproveitou da popularidade que o Arnaldo Matos emprestou a uma certa palavra. 

domingo, 12 de junho de 2022

A inveja como adaptação que promove a competição intrasexual entre mulheres


"...Results found that induced appearance comparisons predicted increased envy, which in turn predicted greater willingness to spread negative (but not positive) gossip about an attractive woman. Two cross-sectional survey studies (online supplement) replicated the model whereby more self-reported upward appearance comparisons predicted more self-reported gossip (Supplemental Study 1) and indirect aggression toward other women (Supplemental Study 2), and these links were mediated by dispositional envy. These results support the hypothesis that envy is an adaptation that promotes intrasexual competition..." https://link.springer.com/article/10.1007/s40806-021-00298-6

O texto acima foi retirado do resumo de um recente artigo publicado na revista Evolutionary Psychological Science por investigadores de duas universidades do Canadá e é interessante para mim apenas na justa medida da hipótese que formulei num post do dia 25 de Dezembro de 2020 https://pacheco-torgal.blogspot.com/2020/12/the-repugnant-face-pandemic.html

Um pequeno mas incontestável contributo para implodir a alegada supremacia da universidade do Porto

 


Ainda na sequência do post acima sobre um ranking da treta (onde 40% do peso é relativo a estrambólicos inquéritos de opinião) segundo o qual a universidade do Porto é de longe a melhor universidade Portuguesa, atente-se nos resultados do ranking elaborado pela Scimago (onde há 4 universidades Portuguesas nos primeiros 500 lugares), o qual é baseado em 17 indicadores transparentes e passíveis de confirmação, em que 50% dizem respeito a investigação, 30% a inovação e 20% a impacto societal https://www.scimagoir.com/methodology.php ranking esse onde a universidade do Porto aparece 70 posições abaixo da universidade de Lisboa. 

O ranking Scimago possui uma limitação, a de não contabilizar prémios Nobel (ou medalhas Field) e é por isso que o verdadeiro "teste do algodão" dos rankings académicos é feito através do ranking Shanghai, cujos resultados de 2022 ainda não foram tornados públicos, mas cujos resultados de 2021 (por áreas) são mais do que suficientes, para que aqueles alunos que agora irão candidatar-se ao ensino superior, possam efectivamente saber quais são as universidades e politécnicos com as áreas científicamente mais competitivas. Vide post anterior de título "Um contributo para que os candidatos ao ensino superior não sejam enganados pelos rankings da treta"