terça-feira, 30 de agosto de 2022

O acesso ao ensino superior e uma imperdível e crucial vantagem competitiva


Se não é fácil saber quais as universidades onde abundam os catedráticos com uma obra científica muito pouco citada, vide lista incompleta onde aparecem quase 60, então em alternativa, os estudantes que agora se candidatam ao ensino superior, podem optar por dar preferência às universidades onde haja mais investigadores altamente citados, para assim poderem vir a beneficiar de uma eventual e futura associação com os mesmos, que a ciência já demonstrou ser crucial para o sucesso de uma carreira científica, vide artigo publicado na revista Nature https://pacheco-torgal.blogspot.com/2020/09/junior-researchers-who-coauthor-work.html

Sabendo-se que o único ranking internacional decente de investigadores (o único que cumpre três condições fundamentais, a da desambiguação, a da remoção de auto-citações e da utilização da contagem fraccionada) é aquele de que se dá conta na noticia aqui  https://tecnico.ulisboa.pt/pt/noticias/mais-de-uma-centena-de-investigadores-do-tecnico-no-top-mundial/ assim reproduzem-se abaixo os links para os dois ficheiros mencionados na noticia supra, o ficheiro sobre o impacto ao longo da carreira e o ficheiro sobre o impacto no último ano: 


Nos mesmos é notório que há várias universidades que possuem largas dezenas de investigadores altamente citados, mas é também evidente que há muitas instituições de ensino superior que não possuem sequer um único.  As primeiras localizam-se, sem surpresa, na sua esmagadora maioria no Litoral do nosso país, razão pela qual há 2 anos atrás fiz duas propostas para tentar reduzir essa grave assimetria científica. 

PS - Também sem surpresa se fica a saber que aquele Politécnico, que recentemente e de forma totalmente injustificada (mas bastante descarada) se auto-intitulou como sendo um dos melhores Politécnicos de Portugal tem afinal zero professores e ou investigadores altamente citados. O que basicamente significa que não consegue estar à altura de vários Politécnicos, como o do Porto, o de Bragança, o de Coimbra, o de Viseu, o de Setúbal, o de Viana de Castelo ou o de Portalegre. 

segunda-feira, 29 de agosto de 2022

Porcos, prepotentes e canalhas

 

Ainda na sequência do post acima, sobre alguns porcos deste país, e tendo em conta que como na Finlândia, os ricos daquele país Nórdico, são obrigados a pagar multas de trânsito muitíssimo mais altas do que aqueles que auferem menores salários, faz sentido perguntar se o facto de em Portugal isso não acontecer e as multas por excesso de velocidade, terem sido concebidas de forma absolutamente prepotente por deputados canalhas, para não causarem grave incómodo aqueles que mais ganham (ao contrário do que acontece na Finlândia em que um individuo de nome Anssi Vanjoki, que auferiu 19 milhões teve de pagar uma multa de trânsito de 116.000 euros, o que corresponde a 0.6% do rendimento anual e também na Suiça onde condutores ricos pagaram multas de dezenas de milhares de euros), se isso não é uma forma de descriminar e até utilizar a lei para perseguir os Portugueses que auferem menores salários ?  

Tenha-se presente que em Portugal a coima máxima, para quem for apanhado a circular 40 km/h acima do limite dentro de localidades, corresponde a quase dois salários mínimos, o equivalente a 6% do rendimento anual, de quem ganhe o ordenado mínimo (que é o que recebem nada menos do que 1 milhão de Portugueses). Porém se estivermos a falar de qualquer um dos banqueiros Portugueses (ou aqueles outros milionários que existem em Portugal), a referida coima máxima representa apenas 0.06% do seu rendimento anual, uma percentagem que é 100 vezes inferior à percentagem paga por quem recebe o salário minimo. Por outras palavras isso representa uma espécie de perdão automático, de largas dezenas de milhares de euros, sempre que um banqueiro ou qualquer outro milionário Português (mesmo daqueles que pagam menos impostos do que professores universitários e investigadores) é apanhado a infringir o Código da Estrada, que o mesmo é dizer que existe no nosso país uma inadmissível e afrontosa consagração da desigualdade de tratamento perante a lei.

PS - A referência que foi feita no texto acima aos senhores banqueiros não aconteceu por mero acaso e serve para agora poder chamar à colação um interessante artigo que na última Sexta-Feita foi publicado na revista do Expresso, e no qual se analisou o histórico das malfeitorias dos banqueiros Portugueses e onde por exemplo se ficou a saber que a famosa fraude do Alves dos Reis, representaria aos dias de hoje um valor a rondar 100 milhões de euros, o que é bem vistas as coisas e muito irónicamente um valor muito inferior aos quase 22000 milhões de euros que os senhores banqueiros fizeram desaparecer entre 2008 e 2020. É quase como se nesse período tivesse havido duas centenas de Alves dos Reis à solta em Portugal.

quinta-feira, 25 de agosto de 2022

Transformar um péssimo resultado obtido num ranking da treta num auto-elogio que merece o Óscar da falta de vergonha

 

Já se sabia que neste país, talvez para não destoar do optimismo radical e não raras vezes alucinado dos membros deste Governo (que até conseguem o milagre de descobrir aspectos positivos em desgraças, como foi a desgraça do incêndio no Parque Natural da Serra da Estrela) havia jornalistas que evitavam olhar para os aspectos negativos da classificação de universidades Portuguesas em rankings de elevado prestigio, o que eu não sabia era que até havia jornalistas que acriticamente (e de modo quase acéfalo) se limitavam a fazer copy/paste de comunicados de instituições de ensino superior (de cujo Conselho Geral faz parte o catedrático Taborda Barata da UBI, o Catedrático José Tribolet do Técnico mas também gente deste calibre), as quais tentam fazer passar como sendo coisa altamente meritória, um resultado péssimo obtido num ranking da treta, como hoje mesmo dá conta a "notícia" publicada aqui. https://www.reconquista.pt/articles/unirank-ipcb-entre-os-melhores-classificados-do-pais

Comentários sobre o referido ranking da treta, podem encontrar-se no final deste post, porém mesmo que no limite se admitisse que este ranking valia mais do que um caracol, então uma simples ordenação das instituições de ensino superior Portuguesas, por ordem decrescente do  número daquelas que obtiveram classificações máximas num maior número de critérios, a partir do ficheiro onde se encontram 1140 instituições (e onde bizarramente até foram colocadas universidades sem quaisquer dados, o que mostra bem o "rigor" do Multirank) permitiria estabelecer o muito esclarecedor ranking que abaixo se apresenta, onde, pasme-se, a Universidade do Porto aparece ao mesmo nível do Politécnico de Viana do Castelo e da Escola de Educação Paula Frassinetti (o que prova sem qualquer margem para dúvida que se trata de um ranking da treta, para não dizer coisa pior) e onde curiosa e espantosamente a tal instituição que foi mencionada no parágrafo anterior (e que merece o Óscar da falta de vergonha) aparece com um desempenho nulo, mas que ainda assim conseguiu descobrir elevado mérito no zero.  

ULisboa........................................5 classificações de nível A

IPBragança..................................4
UNova..........................................4
UMinho........................................4
ISCTE..........................................3
UAveiro........................................3
UCoimbra.....................................2
UCatólica......................................2
UALG...........................................2
UFPessoa.....................................2
UMaia...........................................2
IPol Viana Castelo.......................2
UPorto..........................................2
E. Sup. Edu.Paula Frassinetti ......2
ULusofona.....................................2
UTAD............................................1
IPolPortalegre...............................1
UAberta.........................................1
ULusofona Porto...........................1
IPolCoimbra..................................1
IPolLisboa....................................1
ISAG ............................................1
IPolit Maia ...................................1
ISMAT..........................................1
UBI...............................................0
IPol Leiria.....................................0
IPolCBranco.................................0

 

Para quem não saiba, convém esclarecer que o Multirank, é uma iniciativa de chico-espertos (leia-se gente com excesso do gene da mediocridade), que acharam ser boa ideia inventar um ranking, baseado em critérios da treta, que devem muito pouco e em muitos casos nada ao mérito (onde os prémios Nobel, valem rigorosamente zero) para dessa forma tentar diminuir a incontestada supremacia Americana na área da ciência e do ensino superior. Quem o afirmou, sem papas na língua, foi um antigo Ministro do Ensino Superior e da Ciência do Reino Unido, que é actualmente responsável pela Agência Espacial daquele país. 

Como resultado dessa chico-espertice, vemos no ranking de 2022 instituições como a universidade Taras Shevchenko ou a universidade de Kharkiv em posição superior às conhecidas universidades de Maastricht e de Amesterdão, vemos também que a universidade de Toulouse e a escola superior Telecom Paris Tech aparecem com um maior número de classificações máximas do que a universidade de Oxford, o Imperial College ou a universidade de Cambridge, que é algo que até pode ser adorado por Franceses medíocres e também sem dúvida por igualmente medíocres Portugueses responsáveis por instituições de ensino superior públicas, mas que em nada contribuirá para ajudar Portugal a fugir da mediocridade (e da pobreza) a que foi condenado por uma classe politica parasita, que é de longe a primeira responsável pelo facto de na última década quase 1 milhão de Portugueses terem sido forçados a deixarem o país onde nasceram (quase 500.000 desde que António Costa se tornou Primeiro-Ministro), para irem contribuir para a riqueza de países onde não se promove a mediocridade e onde o lugar de políticos parasitas é na cadeia.

PS - É importante realçar que nem todos os Franceses são medíocres e se renderam à auto-satisfação (masturbatória) que é o deplorável Multirank, felizmente que houve naquele país quem percebesse que o combate à supremacia das melhores universidades Americanas, se faz no ranking Shanghai, o único, que tem como um dos seus critérios, os prémios Nobel, que são apenas a mais importante distinção científica a nível mundial https://pacheco-torgal.blogspot.com/2020/09/the-economistcomo-franca-criou-uma.html