segunda-feira, 13 de março de 2023

Novo estudo da DGEEC revela que a Universidade de Coimbra é a campeã nacional de endogamia académica


O jornal Público divulga hoje um recente estudo da DGEEC sobre endogamia académica, vide link acima, o qual desde logo, ajuda a explicar o fraco desempenho da Universidade de Coimbra no conhecido e prestigiado ranking Shanghai (o único que contabiliza prémios Nobel) https://19-pacheco-torgal-19.blogspot.com/2022/07/afinal-o-mau-resultado-da-universidade.html

Os resultados do estudo mostram que desde 2016 a endogamia académica média nacional, reduziu-se apenas 2%, de 70% para 68%, o que significa que a este ritmo nem daqui a 50 anos a academia Portuguesa conseguirá ter baixas (leia-se decentes) percentagens de endogamia académica, como aquelas inferiores a 10%, que existem nas melhores universidades Norte Americanas como Stanford, o MIT ou Harvard. 

Trata-se por isso de um resultado que não só envergonha Portugal a nível internacional, como é também uma prova, que algumas universidades públicas estão muito mais ao serviço dos interesses particulares dos catedráticos dessas universidades e muito menos ao serviço dos contribuintes que as sustentam com os seus impostos. Basta atentar no anormalmente elevado número, de filhos e filhas, a trabalhar na mesma universidade pública (e muitas vezes até no mesmo departamento) dos catedráticos progenitores.

Sobre endogamia académica, é pertinente recordar uma certa petição, do final de 2015, do qual fui o primeiro subscritor e onde reuni um conjunto de declarações de vários académicos sobre este grave problema e de onde destaco a seguinte: “alguns “ditadores académicos” encorajam a contratação de seus alunos medíocres e empregam a endogamia como forma de esconder sua incompetência" https://pacheco-torgal.blogspot.com/2020/06/endogamia-academica-e-viciacao-concursal.html

PS - No contexto supra é também pertinente recordar um estudo sobre a endogamia envolvendo milhares de académicos em 140 países, que confirmou que os académicos endogâmicos são cientificamente menos inovadores https://pacheco-torgal.blogspot.com/2021/10/estudo-sobre-endogamia-envolvendo.html

sexta-feira, 10 de março de 2023

O desesperadamente almejado futuro Nobel Português e as três universidades com mais de 300 prémios Nobel interessadas em investigadores Portugueses

 

Em Janeiro de 2022, comentei uma lamentável entrevista feita pelo Expresso, à então Presidente da FCT, a qual aludiu à necessidade de um plano, para que a Ciência Portuguesa pudesse voltar a ganhar um novo prémio Nobel, o que (desgraçadamente) não sucede há mais de 70 anos https://19-pacheco-torgal-19.blogspot.com/2022/01/a-presidente-da-fct-e-o-plano-milagroso.html

Como escrevi na altura, Portugal precisa sim é de um plano para impedir que o dinheiro que devia ir para a Ciência, seja desviado para outros fins menos nobres, como para pagar milhões em subvenções vitalícias a uma classe politica parasita, para pagar centenas de milhões em indemnizações pagas pelo Estado Português a empresas privadas, em sentenças decididas em tribunais privados e para pagar milhares de milhões em Swaps com juros superiores a 100%, contratados por (incompetentes) gestores de empresas públicas.  

Quanto aos cientistas Portugueses com mais possibilidades de um dia conseguirem ganhar um prémio Nobel, é pertinente lembrar que a Clarivate Analytics, conseguiu nos últimos vinte anos acertar no nome de mais de 70 cientistas vencedores do prémio Nobel, utilizando para esse efeito uma metodologia baseada em artigos altamente citados. Só em 2022 conseguiu acertar no nome de nada menos do que 7 vencedores do prémio Nobel

É porém evidente que ser citado em artigos de cientistas que trabalham em universidades de países pobres, como por exemplo em Cuba ou no Paquistão, tem um valor bastante inferior a ser citado, em artigos de cientistas de universidades de topo dos Estados Unidos, como por exemplo de Stanford, do MIT ou de Harvard, instituições que aparecem associadas a mais de 300 prémios Nobel, pelo que é assim interessante saber quais são os cientistas Portugueses, cuja obra anda a ser citada pelos cientistas das três referidas instituições Norte-Americanas. 

Nesse contexto particular, aproveito para listar abaixo o nome de alguns conhecidos cientistas Portugueses, mencionados no ranking da universidade de Stanford, juntamente com a informação, recolhida na conhecida base Scopus (de acesso vedado ao público), sobre o número de artigos científicos, produzidos por cientistas de Stanford, do MIT, ou de Harvard, onde a obra científica desses cientistas Portugueses foi objecto de referência:

António Damásio…….…….…….…....1609 citações em artigos de Stanford-MIT-Harvard
Hanna Damásio.....……….……..........1216
Caetano Reis e Sousa..………….........868
Nuno Peres................……..……...…...819
Rui L. Reis...............……….……….…..653
Miguel Seabra.......………….…………..439
Miguel B. Araújo.......……………….…..370
João P. Hespanha...........………..…..…222
Pedro Domingos.............…………........152
Elvira Fortunato……………….........…...127

PS - Questão bastante diferente é a de se saber porque é que há catedráticos na Academia Portuguesa, que nunca receberam uma única citação em artigos de investigadores de Stanford, MIT ou Harvard, e pior do que isso, que foram incapazes de receber um número mínimo de citações, inclusive de investigadores de universidades de países pobres !

quarta-feira, 8 de março de 2023

O catedrático que ajudava as alunas com recurso a sessões de espancamento


Na sequência da divulgação anterior, de práticas "académicas" desviantes (leia-se crimes sexuais) de um catedrático da universidade católica de Lovaina, fica-se agora também a saber que na Alemanha, um professor da universidade de Gottingen, e também director de um Instituto, espancava as estudantes, como forma de as "ajudar", pelo que, dizia ele, elas até lhe deviam agradecer: 

Em resultado das queixas de cinco estudantes, contra o referido professor, ficou provado em tribunal, que aquele praticou crimes de coação, de privação de liberdade e ainda lesões corporais graves, ainda assim o mesmo tribunal entendeu aplicar-lhe uma pena suspensa de 11 meses, pelo que o referido professor, embora de licença, continua a receber o vencimento de quase 10.000 euros por mês. Note-se porém que também em Portugal houve vários catedráticos, condenados por terem cometido crimes, que não foram afastados da universidade pública onde trabalhavam, como por exemplo um catedrático da Universidade de Coimbra, de nome Francisco Sobral, que em 2007 foi condenado por seis crimes de abuso de poder e também de falsificação de documentos, ou um outro catedrático da mesma universidade, de nome Antonio Rocha Gonsalves, que em 2004 foi condenado pelo crime de abuso de poder. Todos eles, nobilíssimos expoentes de integridade académica.