quarta-feira, 13 de setembro de 2023

Ex-professor da universidade de Lisboa paga 10.000 euros para não ser julgado


Chegou finalmente ao fim o caso daquele ex-professor, que eu já tinha comentado, no post acessível no link acima e que era especialista em disseminar falsidades. Como se pode ler hoje na edição impressa do jornal Público, o referido ex-professor aceitou pagar 10.000 euros ao conhecido Pacheco Pereira, para assim evitar ser julgado no processo por difamação que aquele lhe moveu, no qual exigia uma indemnização de 70.000 euros. https://www.publico.pt/2023/09/12/sociedade/noticia/lemos-esteves-admite-inventou-indemniza-pacheco-pereira-2063069

Infelizmente, há outros professores neste país que se dedicam a nocivas actividades de desinformação, https://pacheco-torgal.blogspot.com/2020/05/professorengenheiro-do-partido-chega.html porém isso não é crime tipificado no Código Penal Português, pois não ofende os direitos particulares de alguém, ainda assim dificilmente se percebe que a desinformação (leia-se intoxicação informativa) levada a cabo por um funcionário público, de forma pública e lida por milhares de pessoas, possa não constituir uma violação dos deveres a que aquele está obrigado, já que evidentemente não serve o superior interesse público. 

Na parte das conclusões, de uma dissertação de Mestrado intitulada "Fake News: Os Desafios para o Direito Penal", que foi defendida na Faculdade de Direito da Universidade Católica, sob a Orientação do Catedrático Germano Marques da Silva, pode ler-se que:

terça-feira, 12 de setembro de 2023

More than 100 schools and public buildings are at risk of collapsing in the UK. An explanatory hypothesis based on γ-aminobutyric acid (or rather the lack thereof)


More than 100 schools and public buildings in the UK were identified as having autoclaved cellular concrete (RAAC) in poor condition. “It’s the famous chocolate cement”, describes Adrian Tagg (associate professor of building surveying at Reading University), in reference to the well-known Aero chocolates, which have air bubbles in the middle. “This concrete, used since World War II, mainly because it is cheaper and easier to use, is not a danger in itself, but, like all materials, it has a useful life span”. 

Unfortunately, for the population of the United Kingdom and also for the population of almost the entire Planet, those individuals, who run for and are elected to political positions and make decisions about public works, share among them a very peculiar characteristic: their brain is absolutely unable to understand the concept of useful life span. And it was because of this that in Italy, just 5 years ago, the Morandi bridge, which was not built with the so-called "chocolate" cement, reached the end of its (useful) life, taking with it the lives of four dozen people. lives of Italian citizens.

I therefore hope that the scientific community can fully explain why politicians' brains are absolutely incapable of understanding the concept of useful life. Who knows, perhaps part of the explanation lies in that study by researchers from the universities of Oxford and Loughborough, which showed that certain academic training, such as those attended mostly by politicians, exhibited a reduction in a critical brain chemical,  γ-aminobutyric acid, which is fundamental for reasoning. and problem-solving https://www.pnas.org/doi/10.1073/pnas.2013155118#sec-5

PS - A few months ago, more precisely on June 13th, I published a post on this blog about the aforementioned Morandi bridge. This post was titled "ChatGPT teaches how to design a concrete capable of lasting 1000 years" https://19-pacheco-torgal-19.blogspot.com/2023/06/chatgpt-teaches-how-to-design-concrete.html


segunda-feira, 11 de setembro de 2023

Expresso - Dezenas de edifícios públicos em risco de ruir devido ao cimento-chocolate


O extracto supra diz respeito a um artigo do Expresso, que foi ontem colocado online. A frase que mais apreciei no referido artigo, foi aquela proferida por um investigador, que perguntado sobre o assunto em questão, disse de forma bastante sintética: 
“Este betão, usado a partir da II Guerra Mundial, sobretudo por ser mais barato e fácil de empregar, não é um perigo em si, mas, como todos os materiais, tem um prazo útil de vida”.

Infelizmente, para a população do Reino Unido e também para a população de quase todo o Planeta, aqueles indivíduos, que se candidatam e são eleitos para cargos políticos e tomam decisões sobre obras públicas, partilham entre eles uma característica assaz peculiar, o seu cérebro é absolutamente incapaz de compreender o conceito de vida útil. E foi por causa disso que na Itália, há apenas 5 anos atrás, a ponte Morandi, que não foi construída com o tal cimento dito de "chocolate", chegou ao fim da sua vida (útil) levando consigo as vidas de quatro dezenas de vidas de cidadãos Italianos. 

Faço por isso votos que a comunidade científica consiga explicar de forma cabal porque é que o cérebro dos políticos é absolutamente incapaz de compreender o conceito de vida útil. Quem sabe talvez parte da explicação, esteja naquele estudo de investigadores da universidades de Oxford e de Loughborough, que mostraram que certas formações académicas (como aquelas maioritariamente frequentadas por politicos), estão associadas a uma grave redução de uma substância cerebral crítica, o ácido gama-aminobutírico, que é fundamental para o raciocínio lógico e a resolução de problemas.https://www.pnas.org/doi/10.1073/pnas.2013155118#sec-5

PS - Há poucos meses atrás, mais precisamente no dia 13 de Junho, publiquei neste blogue um post sobre a referida ponte Morandi https://19-pacheco-torgal-19.blogspot.com/2023/06/chatgpt-ensina-como-projectar-um-betao.html