quinta-feira, 21 de dezembro de 2023

Némesis - A deusa da vingança


No passado dia 17 de Dezembro, um artigo publicado na prestigiada revista The Economist, divulgou resultados, de uma análise daquela revista, sobre o desempenho económico de 35 países relativamente a cinco indicadores – inflação, “amplitude da inflação”, PIB , emprego e desempenho do mercado de ações — e a referida lista coloca no topo da mesma, a improvável Grécia ("The Economist’s country of the year for 2023"), a Coreia do Sul e os EUA. https://www.economist.com/finance-and-economics/2023/12/17/which-economy-did-best-in-2023

Um acontecimento tão peculiar, não deixa de representar, uma tardia mas notável vingança por parte da Grécia, relativamente aos dias sombrios da década de 90, quando figurava como a economia mais debilitada no conjunto dos PIGS (países culpados por terem uma "porca" economia) e também alguns anos mais tarde durante a crise de 2009-2014, quando a Grécia chegou ao degradante extremo, de ver essas elevadas dificuldades económicas, traduzirem-se num aumento de mais de 30% dos seus suicidios e num aumento anormalmente elevado de 150% da sua prostituição https://pacheco-torgal.blogspot.com/2019/11/enquanto-agua-aqueceos-portugueses.html

Na tal supracitada lista de 35 países, agora elaborada pela revista The Economist, o nosso país aparece bastante abaixo da Grécia, facto que é péssimo, mas que não é surpreendente, até porque (como comentei negativamente num post de 2021) o nosso plano de recuperação ficou a cargo de um gestor petrolífero, amigo do Primeiro-Ministro https://pacheco-torgal.blogspot.com/2020/05/o-gestor-petrolifero-que-o-primeiro.html enquanto que na Grécia decidiram que era preferível que uma tal responsabilidade ficasse a cargo de um vencedor do Nobel da Economia https://expresso.pt/economia/2021-05-15-PRR.-Missil-grego-arrasa-bazuca-portuguesa-17f67a63

Porém, pessoalmente, incomoda-me muito mais, a elevada diferença entre a Grécia e Portugal numa outra lista, sobre o rácio de investigadores altamente citados, descontada a diferença populacional, onde a Grécia leva sobre o nosso país, uma vantagem de 165%  https://19-pacheco-torgal-19.blogspot.com/2023/10/october-2023-update-of-stanford.html 

E para o referido vergonhoso desempenho do nosso país, muito contribuem, desgraçadamente, largas dezenas de professores catedráticos da Academia Portuguesa, como por exemplo, aquelas dezenas que listei aqui https://19-pacheco-torgal-19.blogspot.com/2022/08/o-desprezo-da-comunidade-cientifica.html que constituem abundante prova que as universidades Portuguesas necessitam urgentemente de uma qualificação científica mínima (para o acesso a lugares de Associado e Catedrático) como aquela que existe na Itália https://pachecotorgal.com/2022/09/09/portugal-necessita-urgentemente-de-uma-qualificacao-cientifica-minima/

PS - A imagem supra, correspondente a uma pintura datada de 1804, que na altura foi encomendada para ser colocada no hall de um tribunal superior Francês, representa a deusa da Justiça (Témis), a deusa da vingança (Némesis), um criminoso e a sua vitima.

terça-feira, 19 de dezembro de 2023

The Economist - Qual o número de mortos na sua cidade em caso de interrupção de fornecimento de electricidade ?


A página 38 da recente edição (The World Ahead 2024) da prestigiada revista The Economist, contém um artigo com o esclarecedor título interrogatório "Is your city heatproof?", onde se comenta os efeitos dramáticos, que uma onda calor poderá um dia vir a ter na quente cidade de Phoenix (Arizona) caso ocorra uma interrupção do fornecimento de energia elétrica e os aparelhos de ar condicionado deixassem de funcionar. 

O estudo mencionado nesse artigo, aponta para a ocorrência de mais de 13.000 mortos e para a necessidade de hospitalização de aproximadamente 2 milhões de pessoas. Recorde-se no entanto que em todo o Estado do Arizona, o número de camas hospitalares é de apenas 14.000, valor que não chegaria sequer para cobrir 1% das necessidades da referida ocorrência. Na verdade as camas de todos os hospitais dos EUA chegariam somente para cobrir 50% dessas necessidades. 

Mas a parte realmente dramática, e que nem foi mencionada no artigo da revista The Economist, é que como revela um outro estudo publicado há alguns meses atrás, mais de 80% das interrupções no fornecimento de energia elétrica, tiveram origem em eventos climáticos extremos, como furacões, ondas de calor, tempestades de vento, incêndios florestais e ao longo da última década essas interrupções aumentaram quase 70% face à década anterior https://www.nature.com/articles/s41467-023-38084-6 o que significa que o futuro trará um número muito maior de interrupções no fornecimento de energia elétrica, por conta desses eventos climáticos. 

Ainda sobre o tema supra é pertinente revisitar o post anterior, de título "O fim de uma ingénua (hipócrita) ilusão" https://19-pacheco-torgal-19.blogspot.com/2022/11/o-fim-de-uma-ingenua-hipocrita-ilusao.html

PS - É claro que é preciso não esquecer, especialmente hoje, o dia em que os termómetros de alguns sítios do nosso país, registam temperaturas negativas, que muitas das interrupções no fornecimento de energia elétrica, por conta de eventos climáticos extremos, também ocorrem no Inverno. Pior do que isso, há quem adoeça ou morra de frio no Inverno, não por conta de eventos climáticos extremos, mas por conta de uma situação financeira extrema, isto é, não podem pagar a energia necessária para terem a sua casa aquecida. Vide resultados do recente relatório "Pobreza Energética em Portugal: Uma análise municipal". Onde se ficou a saber, por exemplo, que percentagem de pessoas que no nosso país, não conseguem manter a casa aquecida em Portugal (o valor médio nacional é de 16% - mas sobe para quase 30% quando se analisa apenas a população pobre) ambas muitíssimo maiores do que a percentagem que ocorre na fria Finlândia (1%https://www.publico.pt/2023/12/14/sociedade/noticia/casas-ma-qualidade-pobreza-ate-algarve-familias-sofrem-frio-2073547

segunda-feira, 18 de dezembro de 2023

ChatGPT - List of 35 countries with the highest ratio of publications to population


On November 11th, a Scopus search yielded 5880 publications related to ChatGPT (refer to the post in the link above). Upon repeating the search recently, I discovered 7634 publications. The following list (below) showcases countries with the highest ratio of publications to population, considering those with at least 60 publications. Notably, the United Arab Emirates-UAE, absent from the November 11 ranking, has now entered the top of that list with the same ratio as Sweden and Finland.

Kindly note that as of July 22nd, there were 1017 publications associated with ChatGPT in the Scopus database. By September 25th, this figure had surged to 3746 publications, https://pachecotorgal.com/2023/09/25/tu-delft-feeding-chatgpt-with-more-than-2000-abstracts-to-predict-scientific-impact/ and now has reached almost 8000, indicating an astonishing increase of nearly 800% from the end of July to December. 

PS - Breaking new ground, ChatGPT becomes the first non-human to achieve a historic milestone by securing a spot on Nature’s list of the year’s ten most influential researchers https://www.brusselstimes.com/837980/chatgpt-becomes-first-non-human-on-natures-top-ten-list-of-researchers 
  1. Singapore……………27 publications/million people

  2. Ireland………………...20

  3. Switzerland…………...20

  4. Australia……………...15

  5. New Zealand………..14

  6. Denmark……………..11

  7. UK…………………….11

  8. Netherlands…..……..11

  9. Austria………….……11

  10. Finland………….…...10

  11. Sweden………….….10

  12. UAE……………..…..10

  13. Canada……….……...8

  14. USA…………..……...7

  15. Belgium……..……….6

  16. Germany………..…...6

  17. Portugal………...…...6

  18. Italy……………...…..5

  19. Spain……...………...5

  20. Greece………..…….6

  21. South Korea……......4

  22. France…....………...3

  23. Saudi Arabia…...….3

  24. Poland…...………...2

  25. Malaysia…...……...2

  26. Turkey……..……….2

  27. Japan………..……..1

  28. South Africa…..…...1

  29. Thailand……....….0.9

  30. China…….…....….0.6

  31. Brasil…...…….…..0.6

  32. Mexico…...……….0.5

  33. Russia…...………..0.5

  34. Nigeria...…………..0.5

  35. India……....…..…..0.4