sábado, 30 de março de 2024

Sousa Tavares ataca a "grande coligação de medíocres" que lhe inspira desprezo


É um facto incontestável que a última edição do semanário Expresso, pode ter pecado por nada trazer sobre a catástrofe económica que está na eminência de se abater sobre a Europa, vide conteúdo do post acessível no link supra, mas para compensar essa falha trazia um virulento artigo do Sousa Tavares, dedicado aos Portugueses e as Portuguesas que votaram no CHEGA, que ele classificou como "...racistas por doença mental, xenófobos por nacionalismo pacóvio...frustrados...falhados...grande coligação de medíocres...não me inspiram compreensão alguma - apenas desprezo"

Pessoalmente acho que o Miguel Sousa Tavares se esqueceu que uma parte substancial daqueles que votaram no partido CHEGA são apenas culpados de terem acreditado nas inúmeras mentiras, do vendedor de "banha da cobra", que é o dono do CHEGA, que sem vergonha alguma, lhes prometeu subir as pensões mais baixas logo para o valor do salário mínimo (algo que custaria mais de 10.000 milhões de euros e que ele sabe que nunca iria cumprir) e que lhes prometeu que acabaria com a corrupção, logo ele, o amigo do Governante mais corrupto de toda a Europa, logo ele cujo programa do partido de que é dono, não possui uma linha sobre off-shores, onde se esconde o dinheiro dos corruptos, logo ele que escolheu para deputados sete condenados pela justiça, logo ele, um apoiante do espertalhaço Luís Filipe Vieira que deu ao Novo Banco uma empresa que valia apenas 2,4 milhões para fazer desaparecer uma divida de 160 milhões de euros, logo ele, o mesmo André Ventura que a revista Sábado afirma num artigo sobre  uma história de “podridão”, que contribuiu para que uma empresa do envolvido no processo da máfia do sangue, Lalanda de Castro (patrão de José Sócrates) não pagasse mais de 1 milhão de euros em IVA ao Estado e logo ele, que ainda há poucos anos até 2018, era um politico do PSD, cuja única ambição era arranjar o melhor tacho que conseguisse e não o tendo conseguido ser eleito deputado por aquele partido, nem sequer tendo conseguido ganhar uma eleição camarária, decidiu criar um partido, que tem como único objectivo servir os interesses do seu criador, nem que para isso tenha de enganar incautos com promessas mirabolantes.  

E mesmo relativamente aos outros, os que votaram no CHEGA apenas por ódio, acho que muitos desses votos serviram para salvar a vida a muitas mulheres. Afinal será ou não será preferível, que um individuo que foi vitima de infidelidade sexual da sua mulher (o Tribunal da Relação do Porto considera que a expressão ser cornudo é injuriosa), ao invés de a matar, como é usual, vá antes descarregar a sua frustração votando no partido CHEGA ?

Declaração de interesses - Declaro que no passado dia 3 de Fevereiro critiquei a refinada hipocrisia do dono do partido CHEGA (leia-se Partido Indignado Grunhidor-PIG) https://19-pacheco-torgal-19.blogspot.com/2024/02/o-novo-fenomeno-do-entroncamento-o.html

PS - Há quem entenda que o dono do partido CHEGA, que de forma mal educada trata por tu os titulares de altos cargos da República, deve pensar que o Parlamento é uma associação de estudantes ou uma tasca rasca. Não compartilho dessa indignação, porque esses esquecem-se que o André Ventura merece compreensão, por ter sido educado na escola do comentariado futebolistico, onde tratar alguém por tu até é coisa elevada, já que a regra de tratamento habitual dessa lamacenta escola passa por cuspir sobre as pessoas.

sexta-feira, 29 de março de 2024

Como conseguir lidar com uma catástrofe económica eminente de múltiplas origens



O artigo que consta da última edição da The Economist, acessível no link supra, e que até mereceu honras de capa dessa edição (com a Mona Lisa de cabelos eriçados, como se tivesse levado um choque), não poderia ser mais pessimista sobre o futuro da economia europeia, nele se afirmando que a mesma está sob ataque de todos os lados.  São eles o ataque militar Russo, também o recente ataque Chinês, levado a cabo com uma invasão de carros elétricos e finalmente uma possível futura eleição de Donald Trump que poderá aplicar tarifas aos produtos europeus. 

Infelizmente a revista The Economist esqueceu-se de mencionar também, o ataque interno constituido pelos partidos da direita radical, que querem acabar com a imigração, o que a acontecer traria consequências extremamente negativas para a economia europeia, que ainda por cima já tem de lidar com os ataques acima referidos. Note-se que no mês passado a famosa produtora de chips ASML, que emprega dezenas de milhares de pessoas na Holanda e factura biliões a cada ano, ameaçou abandonar aquele país, se o Governo Holandês, que agora está refém do racista  Geert Wilders (que recorde-se já foi condenado em tribunal por ódio racial), dificultar a vida aos imigrantes de que aquela empresa necessita https://www.politico.eu/article/europes-tech-champions-sound-the-alarm-over-migration-rhetoric/

Sobre a ameaça que constitui a invasão de carros eléctricos Chineses, registo que a revista The Economist não está tão optimista, como esteve o tal milionário Português, que disse acreditar que a China não quer originar um "banho de sangue" social (pois o  o sector de produção de automóveis na Europa emprega quase 14 milhões de pessoas), pelo que irá continuar a manter o preço dos carros eléctricos a um nível similar ao dos carros elétricos europeus, e isto muito embora os consiga produzir com um custo bastante inferior https://19-pacheco-torgal-19.blogspot.com/2024/02/o-banho-de-sangue-social-antecipado-por.html

Curiosamente, sobre este pessimista (leia-se realista) artigo publicado na revista The Economist a secção de economia do Expresso, que foi publicada hoje, diz nada. Ainda assim traz um interessante artigo de opinião, do Chefe do Estado Maior da Armada, sobre aquilo que é a verdadeira extensão da ameaça Russa e ainda uma noticia (esclarecedora) sobre o construtor de automóveis chinês BYD, que registou um lucro recorde de quase 4000 milhões de euros. Tenha-se presente que este fabricante conseguiu conquistar não só o galardão de Carro do Ano 2024, como a classe Elétrico do Ano e ainda o Prémio Design com o modelo BYD Seal. https://www.jornaldenegocios.pt/empresas/automovel/detalhe/byd-seal-e-o-carro-do-ano-nacional-2024

Quando se pede ao ChatGPT conselhos sobre como lidar com os referidos ataques, a resposta é aquela que abaixo se reproduz. Sobre a mesma acho especialmente pertinentes o conselho relativo à necessidade do aumento da inovação, atento o post anterior, onde lamentei a tristeza de uma única empresa da Coreia do Sul (um país que em 1974 era muito mais pobre do que Portugal) investir muito mais dinheiro em investigação do que o Governo Português e todas as empresas Portuguesas juntas. https://19-pacheco-torgal-19.blogspot.com/2024/03/o-resultado-da-analise-de-60-milhoes-de.html
  1. Strengthen Trade Defense Mechanisms: Europe should continue to monitor and address unfair trade practices, such as subsidies, dumping, and intellectual property violations by China. This includes imposing tariffs when necessary and working with international bodies like the WTO to enforce trade rules.

  2. Invest in Innovation and Technology: To remain competitive, European countries should prioritize investment in research and development, particularly in high-tech sectors. Encouraging innovation and fostering a conducive environment for startups and technology firms can help Europe maintain its edge in global markets.

  3. Promote Green Industries: Europe's focus on transitioning to green industries should be intensified. This includes investing in renewable energy, sustainable manufacturing practices, and green infrastructure. By leading in these areas, Europe can create new economic opportunities while addressing environmental challenges.

  4. Diversify Trade Partnerships: Given the uncertainties surrounding trade relations with China and the United States, Europe should explore diversifying its trade partnerships. Strengthening ties with other regions such as Latin America, Africa, and Asia can mitigate the impact of disruptions in key markets.

  5. Support Economic Resilience: Governments should implement policies to support economic resilience, including measures to cushion the impact of energy shocks, trade disruptions, and potential tariffs. This may involve targeted stimulus packages, support for affected industries, and measures to boost domestic demand.

  6. Enhance Coordination within the EU: European countries need to work together to address common challenges and coordinate their responses effectively. This includes aligning policies on trade, investment, energy, and innovation to maximize collective impact and minimize vulnerabilities.

  7. Address Internal Challenges: Europe must also address internal challenges, such as political fragmentation, regulatory barriers, and labor market reforms. Strengthening governance, promoting labor mobility, and reducing bureaucracy can improve Europe's competitiveness and resilience.

  8. Anticipate and Adapt to Changing Global Dynamics: European policymakers should closely monitor geopolitical developments and economic trends to anticipate future challenges and adapt accordingly. This includes staying agile in response to shifts in global trade patterns, technological advancements, and political dynamics.

The Economist - The impending economic armageddon in Europe



The article featured in the latest issue of The Economist, accessible through the provided link, paints a profoundly bleak picture of the European economy's future, depicting it besieged from all angles. Notably, it underscores the Russian military incursion, the recent Chinese incursion manifested through an influx of electric vehicles, and the looming specter of a potential Donald Trump presidency, threatening tariffs on European goods.  

Regrettably, The Economist neglects to address an additional threat, the internal assault from radical right-wing factions seeking to halt immigration. This oversight is critical, as such a move would undoubtedly precipitate profoundly adverse ramifications for the European economy, already grappling with the aforementioned external pressures.

Last month, the renowned chip producer ASML, which employs tens of thousands of individuals in the Netherlands and generates billions in revenue annually, issued a threat to depart the country. This ultimatum stemmed from concerns that the Dutch government, currently under the influence of the racist Geert Wilders (who, it is worth noting, has previously been convicted in court for inciting racial hatred), would create obstacles for the immigrants essential to the company's operations. https://www.politico.eu/article/europes-tech-champions-sound-the-alarm-over-migration-rhetoric/

When discussing the potential threat stemming from the emergence of Chinese electric cars, it's worth noting that The Economist expresses less optimism compared to the perspective shared by a prominent Portuguese millionaire, CEO of the Stellantis group (overseeing 14 automobile brands with an annual turnover of $190 billion), who suggested that China, despite the capability to produce electric cars at significantly lower costs, will maintain pricing parity with European counterparts to avoid instigating a social 'bloodbath" https://19-pacheco-torgal-19.blogspot.com/2024/02/o-banho-de-sangue-social-antecipado-por.html

When seeking counsel from ChatGPT on how to confront these assaults, the response provided below proves invaluable. Notably, the recommendation to prioritize research and innovation resonates profoundly, particularly in light of the earlier discourse on how to foster creativity among scientists https://19-pacheco-torgal-19.blogspot.com/2024/02/the-moral-imperative-of-scientific.html

  1. Strengthen Trade Defense Mechanisms: Europe should continue to monitor and address unfair trade practices, such as subsidies, dumping, and intellectual property violations by China. This includes imposing tariffs when necessary and working with international bodies like the WTO to enforce trade rules.

  2. Invest in Innovation and Technology: To remain competitive, European countries should prioritize investment in research and development, particularly in high-tech sectors. Encouraging innovation and fostering a conducive environment for startups and technology firms can help Europe maintain its edge in global markets.

  3. Promote Green Industries: Europe's focus on transitioning to green industries should be intensified. This includes investing in renewable energy, sustainable manufacturing practices, and green infrastructure. By leading in these areas, Europe can create new economic opportunities while addressing environmental challenges.

  4. Diversify Trade Partnerships: Given the uncertainties surrounding trade relations with China and the United States, Europe should explore diversifying its trade partnerships. Strengthening ties with other regions such as Latin America, Africa, and Asia can mitigate the impact of disruptions in key markets.

  5. Support Economic Resilience: Governments should implement policies to support economic resilience, including measures to cushion the impact of energy shocks, trade disruptions, and potential tariffs. This may involve targeted stimulus packages, support for affected industries, and measures to boost domestic demand.

  6. Enhance Coordination within the EU: European countries need to work together to address common challenges and coordinate their responses effectively. This includes aligning policies on trade, investment, energy, and innovation to maximize collective impact and minimize vulnerabilities.

  7. Address Internal Challenges: Europe must also address internal challenges, such as political fragmentation, regulatory barriers, and labor market reforms. Strengthening governance, promoting labor mobility, and reducing bureaucracy can improve Europe's competitiveness and resilience.

  8. Anticipate and Adapt to Changing Global Dynamics: European policymakers should closely monitor geopolitical developments and economic trends to anticipate future challenges and adapt accordingly. This includes staying agile in response to shifts in global trade patterns, technological advancements, and political dynamics.