quarta-feira, 10 de abril de 2024

Study by researchers at the University of Cambridge predicts almost 6 billion deaths


An insightful article released yesterday by a prominent Portuguese newspaper shed light on the burgeoning interest of international funds in the agricultural sector of Portugal: 

First and foremost, it's important to note a significant development that took place in November 2021: a report featured in Portugal's prominent weekly newspaper underscored a growing trend—the increasing demand for agricultural land by international investment funds.This unprecedented surge has driven prices to new heights, with increases exceeding 2000% https://pacheco-torgal.blogspot.com/2021/11/expresso-procura-por-fundos.html

Furthermore, I argue that the motivation behind these funds isn't solely driven by the 10.7% return. Numerous industries promise higher returns. Instead, it's the considerable profits foreseen from exporting agricultural products to regions where population growth aligns with dwindling arable land. https://www.iagrm.com/content/56d6eb58b733e1.32805811.pdf In the span of only four years (from 2018 to 2022), the export of Portuguese agricultural products surged by an impressive 45%, soaring from 6.1 billion euros to 8.9 billion euros.

In the long run, there is significant potential for astronomical profits, as outlined in an article by researchers from the University of Cambridge, published a year ago in the scientific journal Futures. This research paints a catastrophic scenario, projecting nearly 6 billion deaths from hunger by 2100. Even prosperous and technologically advanced countries like Australia, ranked among the wealthiest, could potentially experience nearly 850,000 deaths https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0016328723000770

PS - I firmly believe that the significant implications revealed in the aforementioned study necessitate a revisit of the prior post dated March 26th titled "Carbon Manslaughter: The Case Against the Super-Rich" https://19-pacheco-torgal-19.blogspot.com/2024/03/the-noxious-individuals-in-our-midst.html

terça-feira, 9 de abril de 2024

Cenário em estudo de investigadores da Universidade de Cambridge aponta para quase 6000 milhões de mortos

 

Um extenso artigo publicado no jornal Público de hoje (link acima)  aborda o interesse de fundos internacionais pela agricultura Portuguesa, nele se podendo ler que o “número de fundos que investem no sector agrícola se multiplicou 15 vezes nos últimos 15 anos, alcançando um volume superior a 700 milhões de euros na Península Ibérica....o retorno dos investimentos em terra agrícola rondou os 10,7% ao ano, contra, por exemplo, 5,4% no ouro" 

Sobre a noticia supra, começo por recordar que em 13 de Novembro de 2021, um artigo publicado no Expresso, deu conta, que a procura de terrenos agrícolas em Portugal por parte de fundos internacionais, levou a aumentos de preços de mais de 2000%, para valores entre 30.000 euros (valor mínimo) até 120.000 euros por hectare  https://pacheco-torgal.blogspot.com/2021/11/expresso-procura-por-fundos.html

Tenho para mim porém, que não são os tais 10,7% de retorno que move esses fundos, porque há muitas áreas de negócio com retornos superiores a esse valor, mas antes os elevados lucros, que se obterão com a exportação de produtos agrícolas para países onde haverá um aumento da população em simultâneo com uma diminuição da área arável, e até dos lucros astronómicos, que se poderão vir a obter no cenário catastrófico, contido num artigo de investigadores da universidade de Cambridge, que foi publicado há um ano atrás, na revista científica Futures e onde se estima em quase 6000 milhões o número de mortes por fome em 2100. Não se pense porém que esse será únicamente um problema de países pobres, porque lá se refere que até mesmo o moderno e 10º mais rico país do mundo, que é a Austrália, terá quase 850.000 mortos.  https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0016328723000770

Sem surpresa, esse estudo cita um outro estudo, sobre o mesmo gravíssimo problema, com autoria de mais de uma dezena de cientistas de universidades dos EUA, Canadá e Reino Unido, que eu já tinha divulgado num post de 2021 https://pacheco-torgal.blogspot.com/2021/10/pessimo-futuro-para-os-140-milhoes-de.html

PS - Na mesma edição do jornal Público de hoje, tive o deprimente desprazer de ler um artigo de um catedrático jubilado Coimbrão, antigo Conselheiro de Estado, que achou boa ideia dedicar o seu tempo e a sua palavra, a um tema de quinta categoria. Que futuro pode ter este país, quando a sua elite intelectual, assim desperdiça o seu tempo e o seu prestigio, com assuntos menores, que um outro conhecido catedrático jubilado da Universidade de Lisboa, em tempos corajosamente classificou de forma certeira, como sendo alienantes e deseducativos. 

segunda-feira, 8 de abril de 2024

Uma grotesca e indigna definição de engenharia: Má educação ou difamação ?


O dicionário de lingua Portuguesa define a engenharia como sendo o "conjunto de técnicas e métodos para aplicar o conhecimento técnico e científico na planificação, criação e manutenção de estruturas, máquinas e sistemas",  eis porém que o jornal Público divulga hoje uma outra definição, que reputo de grotesca e indigna. https://www.publico.pt/2024/04/08/opiniao/opiniao/aeroporto-lisboa-melhor-repensar-2086186

Reza a mesma que a engenharia, utilizada pelos membros da CTI na escolha do novo aeroporto, foi o resultado de opiniões pessoais pré-definidas, de tal forma que a engenharia que foi utilizada nessa escolha (a tal aplicação do conhecimento técnico e científico) gerasse o resultado que melhor servisse as ditas opiniões  Pessoalmente, não quero acreditar que os Engenheiros que fazem parta dessa Comissão, e a quem essa critica indigna foi dirigida, deixem passar esse agravo, porque se o fizerem comprometem não só o seu nome e a sua honra como também a engenharia, cuja defesa é imprescindível fazer neste caso concreto. 

Devo dizer que achei particularmente esclarecedor que o autor do escrito se tenha mostrado tão sensibilizado com alegadas pressões sobre a ANA, a galinha dos ovos de ouro da Francesa VINCI.  Pois em apenas 9 anos a VINCI já ganhou tudo o que investiu e já teve um lucro de 309 milhões de euros. E a concessão da ANA ainda tem mais quarenta anos, durante os quais gerará um total superior a 20.000 milhões de euros de resultados líquidos. Não admira por isso que o Tribunal de Contas tenha afirmado que a privatização da ANA não protegeu os interesses de Portugal https://expresso.pt/economia/transportes/2024-01-05-Tribunal-de-Contas-diz-que-privatizacao-da-ANA-nao-salvaguardou-o-interesse-publico-6b8f48c8

É uma trágica ironia que há 200 anos atrás os Portugueses tenham combatido as invasões Francesas e as suas famosas pilhagens e em 2013 a Francesa VINCI tenha conseguido assinar um contrato com o Governo de Passos Coelho (leia-se um negócio da China) que lhe permitirá nos 50 anos seguintes receber 20.000 milhões de euros liquidos. 

Se o Governo dessa altura estava assim tão desesperado por dinheiro e tendo em conta que a VINCI "pagou" 3000 milhões de euros pela ANA (na verdade o valor pago pelos Franceses foi bastante inferior) e tendo também em conta que existem 3 milhões de famílias em Portugal que pagam impostos, aposto que nenhuma delas se importaria de ter emprestado 1000 euros ao Governo Português, para chegar aos tais 3000 milhões, pois ao fim de 9 anos já tinham recebido os 1000 euros do capital emprestado ao Estado e cada uma dessas famílias iria passar os próximos 40 anos a receber juros, a uma taxa muito superior à taxa dos depósitos bancários. 

Declaração de interesses - Declaro que em Março de 2021, comentei declarações infelizes do Presidente da ANA, o covilhanense Dr. José Luís Arnaut, sobre o  Ex-Bastonário da Ordem dos Engenheiros, que não só eram mal educadas como na minha opinião roçavam o crime de injúriashttps://pacheco-torgal.blogspot.com/2021/03/resposta-do-ex-bastonario-da-ordem-dos.html