terça-feira, 12 de novembro de 2024

Análise de 1759 artigos que mencionaram a utilização da IA generativa ChatGPT

 

Foi hoje publicado na conhecida revista Scientometrics um interessante artigo que analisou quase 1800 artigos indexados na Web of Science e na Scopus, mencionando o ChatGPT, com vista a analisar os motivos da utilização desta ferramenta de IA Generativa. 

A esmagadora maioria dos casos detectados, referem-se à sua utilização para melhoria da qualidade do texto. A China, os EUA, a Alemanha e o Japão lideram os países cujos investigadores mais utilizaram o ChatGPT para esse fim. Outras utilizações aconteceram apenas de forma residual. Desde logo, e muito embora o ChatGPT tenha capacidades de programação, somente em 2% dos artigos foi utilizado para essa finalidade. Vide imagem supra. https://link.springer.com/article/10.1007/s11192-024-05193-y

O artigo alerta porém para a possibilidade do ChatGPT e outros modelos de IA generativa poderem estar a ser utilizados num número muito superior de artigos, sem que os seus autores admitam essa utilização. Para o efeito é citado o estudo de Gray (2024) que estimou em 1%, quase 60.000, o número desses artigos, através da detecção de palavras pouco comuns, que de repente viram a sua utilização ter um pico muito anormal e também o estudo de Kobak et al. (2024) que analisaram artigos de medicina na base PubMed e estimaram a utilização de IA generativa em mais de 10%  dos artigos publicados em 2024. 

Gray, A. (2024). ChatGPT" contamination": estimating the prevalence of LLMs in the scholarly literature. arXiv preprint arXiv:2403.16887
Kobak, D., Márquez, R. G., Horvát, E. Á., & Lause, J. (2024). Delving into ChatGPT usage in academic writing through excess vocabulary. arXiv preprint arXiv:2406.07016.

segunda-feira, 11 de novembro de 2024

U.Aveiro torna-se a 3ª melhor universidade Portuguesa no ranking Shanghai por áreas

 

https://19-pacheco-torgal-19.blogspot.com/2024/11/universidades-portuguesas-com-areas.html

Ainda na sequência do post anterior, acessível no link supra e em face dos resultados hoje tornados públicos, através do prestigiado ranking Shanghai por áreas de 2024, https://www.shanghairanking.com/rankings/gras/2024  fica-se a saber, que infelizmente a Universidade de Coimbra, deixou este ano de ter qualquer área, no Top 100 do referido ranking. 

A universidade do Porto, está de parabéns pois triplicou as suas áreas no grupo Top 100 de apenas 1 para três, ultrapassando a universidade do Minho, que tem o mérito de possuir duas áreas científicas no Top 100 (Eng Biológica e Eng Têxtil). Quem também está de parabéns é a universidade de Aveiro, pois não só entrou para o grupo Top 100 (melhor desempenho nacional na área da Eng. Biomédica) mas tem além disso 5 áreas no grupo 101-150, ao contrário da universidade de Coimbra e da UNova que só tem uma área cada uma nesse grupo e e da UMminho que tem duas áreas nesse grupo. O presente resultado da universidade de Aveiro está em linha com o terceiro lugar nacional que obteve no ranking Shanghai de instituições que tinha sido divulgado no passado dia 15 de Agosto.

Os resultados hoje divulgados revelam também que entre as seis universidades Portuguesas mais competitivas, a Universidade Nova, foi aquela com pior desempenho relativo, já que perdeu 3 áreas face a 2023, o que ajuda a explicar a última queda daquela universidade para o decepcionante grupo 601-700, onde há universidades de países do terceiro mundo https://19-pacheco-torgal-19.blogspot.com/2024/08/a-rica-universidade-publica-que.html Particularmente decepcionante, na Universidade Nova, foi o estranho resultado da área científica, onde trabalha a catedrática (quase Nobel) Elvira Fortunato, que ao contrário de muitas outras áreas não pode sequer alegar falta de financiamento.

PS - Faço notar que a metodologia utilizada pelo ranking Shanghai por áreas sofreu alterações relativamente aos anos anteriores, quando era baseado apenas em 5 critérios, agora há 4 novos critérios que contabilizam inclusive o número de investigadores altamente citados e também os lugares de Editor Chefe em revistas científicas: "...introduces four new indicators: International Academic Award Laureates (Laureate), Highly Cited Researchers (HCR), Chief Editors of International Academic Journals (Editor), and International Academic Organization Leadership". http://www.shanghairanking.com/methodology/gras/2024

Paper - Leading Countries in Successfully Attracting and Retaining Nobel Laureates



Building on the previous post, accessible via the link above, which highlighted China’s recent recruitment of a French Nobel laureate, I’d like to share an insightful article from Research PolicyWritten by researchers from Denmark and Germany, the study offers an in-depth analysis of the mobility patterns of 350 Nobel Prizes awarded in medicine, physics, and chemistry up until 2024. 

The findings reveal that nearly one-third of Nobel laureates were awarded their prizes in countries other than the ones where they were born, and over 43% received their awards while working at institutions different from those where their groundbreaking discoveries originally took place. The study further delves into how successful various countries have been at attracting future Nobel laureates, both prior to their discoveries and after they have made them (as illustrated in Fig. 12) https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0048733324001999#s0035 

PS - "In this context, it's worth revisiting the previous post about the Nobel Prize winner's advice to young scientists: to embrace a mindset of confident arrogance  https://19-pacheco-torgal-19.blogspot.com/2024/07/nobel-prize-winner-advises-young.html