terça-feira, 13 de maio de 2025

O catedrático arauto de péssimas noticias para a saúde mental dos Portugueses


Se a saúde mental dos Portugueses já não estava nada boa, vide noticia no link supra, onde se dá conta que Portugal, é o país com o pior resultado da OCDE em termos de saúde mentalirá por certo ficar bastante pior com a recessão económica que vem a caminho. 

Recordo a este respeito, que no seu último artigo no caderno principal do Expresso, o conhecido catedrático de economia da universidade do Minho, Aguiar-Conraria, escreveu sobre o facto da economia americana estar a entrar em recessão técnica, mas em comparação Portugal ter sofrido "um trambolhão sete vezes mais violento do que o americano". Nesse artigo ele mostra-se bastante surpreendido por essa péssima noticia ter tido até ao momento muito pouco destaque mediático e nem sequer estar a penalizar as intenções de voto da coligação que suporta o Luís Montenegro, PSD, CDS e também a IL, o partido do capitalismo selvagem que quer fazer em Portugal aquilo que Milei fez na Argentina https://www.rtp.pt/noticias/politica/convencao-il-partido-elogia-politicas-do-presidente-argentino-javier-milei_v1631604

PS - O único aspecto "positivo" (porque é melhor ter alguma ajuda do que não ter nenhuma), é que ao contrário do que sucedia no passado, pelo menos agora aqueles muitos que não tem recursos financeiros para pagar a um psicólogo, podem sempre recorrer à ajuda gratuita da IA generativa, como já fazem centenas de milhões por esse mundo fora, tema esse que por uma estranha e quiçá premonitória coincidência mereceu um artigo no último número da revista do Expresso https://expresso.pt/semanario/revista-e/-e/2025-05-08-o-meu-psicologo-e-um-robot-percebe-realmente-o-que-estamos-a-sentir-e-esta-sempre-disponivel.-da-um-apoio-que-um-ser-humano-nao-da-fbd2c3b5

segunda-feira, 12 de maio de 2025

Sondagem sobre as maiores figuras da história Portuguesa - A honra do convento salva pela zona Norte e pelas mulheres

A última edição da revista Sábado publicou os resultados de uma sondagem sobre os maiores vultos de todos os tempos da longa história de Portugal, sondagem essa que a referida revista encomendou à Intercampus. 

Quando se olha apenas para os três primeiros classificados, são louváveis os resultados obtidos na zona Norte de Portugal, que entregaram o pódio a Afonso Henriques, Ramalho Eanes e Luís de Camões e são igualmente louváveis, os resultados que agregaram as respostas das mulheres deste país, que colocam Ramalho Eanes em 1º lugar, o único politico que este país algum dia teve, que ao contrário de muitos outros que enriqueceram na politica, recusou receber mais de 1 milhão de euros, a que tinha legalmente direito. https://poligrafo.sapo.pt/fact-check/ramalho-eanes-recusou-pagamento-de-13-milhoes-de-euros-em-retroativos-a-que-tinha-direito

Já o são menos as respostas dos homens, que acharam boa ideia colocar no pódio o Ronaldo, esquecendo que esse individuo tem no currículo a desonrosa medalha da fuga ao fisco, de ter feito um acordo para evitar uma acusação de violação e ainda de andar receber dinheiro sujo, para ajudar a lavar a imagem de um regime inominável. https://19-pacheco-torgal-19.blogspot.com/2025/03/a-ligacao-entre-um-portugues-hipocrita.html

Já sobre as respostas da região de Lisboa, é lamentável saber que por aquelas bandas acham o Ronaldo mais importante do que o Ramalho Eanes, ficando assim ao mesmo nível do Alentejo, a região mais pobre do país e a única a colocar o Ronaldo em 1º lugar do pódio. Uma dupla pobreza. 

Pior mesmo só o Algarve que foi a única região a colocar o Salazar no pódio, o que porém é facilmente entendível através do mapa de Portugal, infra, com os resultados das últimas eleições legislativas, onde o CHEGA foi o partido mais votado no distrito de Faro.

 

sexta-feira, 9 de maio de 2025

As fragilíssimas explicações ("políticas") do mui inteligente quase catedrático Ministro

 

Relativamente às queixas de 78 centros de investigação, mencionadas no post acessível no link supra, que denunciaram cortes de até quase 70% no financiamento, veio o senhor Ministro (quase catedrático) que tutela essa área, alegar em sua defesa, que a explicação passa por uma opção política que defende o mérito "definiu-se que as unidades com “Excelente” teriam quatro vezes mais financiamento do que as com “Muito Bom”https://www.publico.pt/2025/05/08/ciencia/noticia/ministro-responde-cortes-ciencia-premiar-merito-cientistas-falam-cosmetica-2132343

Essa opção, poliítica, até podia no limite e com muito boa vontade ser entendível se tivesse tido lugar uma avaliação rigorosa do mérito de todas as unidades de investigação. Não foi porém isso que se passou. Uma avaliação onde quase 50% das unidades foram classificadas como Excelentes, não avalia o mérito, antes se avalia a si própria e essa avaliação é claramente negativa, porque mistura no mesmo saco excelências reais, que já o eram (como a do maior centro de investigação na área da ciência e engenharia dos materiais, cujo Director publicamente se queixou dessa avaliação), com alegadas excelências, que nunca o tinham sido e agora só o são no papel. 

Como recordou alguém no jornal Público, o físico Niels Bohr terá declarado que “nada existe até que possa ser medido”, porém a referida pseudoavaliação das unidades de investigação, gerou excelências sem nada ter medido, assim violando o prudente principio que dita que não é possível gerir aquilo que não se consegue medir. A dita esgotou-se na leitura dos relatórios de auto-avaliação (dos próprios interessados) e nas visitas ás unidades. Mas como bem explicou um conhecido catedrático jubilado da Universidade do Porto, nesse modelo de avaliação, são favorecidas as unidades de maior dimensão, especialistas em concursos de beleza  https://observador.pt/opiniao/ciencia-avaliacao-das-unidades-ou-concurso-de-beleza/

E de facto uma análise, cruzando as unidades que obtiveram Excelente e a sua dimensão, aferida pelo seu número de doutorados, ponderados para o financiamento, mostra que a maioria delas tinha mais de 50 investigadores, já em sentido radicalmente oposto, entre aquelas unidades de investigação que foram classificadas com Bom, mais de 80% tinha menos de 50 investigadores, assim se concluindo que bastou o facto de terem uma pequena dimensão para se habilitarem a uma maior probabilidade de menor classificação. Um resultado paradoxal em face daquilo que a ciência já demonstrou, que a disrupção (de que a ciência Portuguesa necessita desesperadamente) ocorre com maior probabilidade, precisamente nas pequenas unidades e não nas grandes https://pacheco-torgal.blogspot.com/2021/02/o-grande-laboratorioou-como-os.html